quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo


Sei que as coisas não mudam devido à alteração de um número, de uma data que é um tanto artificial, contudo também é verdade que no nosso inconsciente essa ideia de renovação, de mudança, de passagem tem sempre um gostinho especial porque esperamos sempre o melhor neste momento. É como olhar para um caminho e ter a vontade de o percorrer, desta feita com um sorriso nos lábios, ao contrário de tantos outros caminhos, os quais, só de olhar para o seu início nos fazem perder logo a vontade de tudo. Mas um novo ano não. Queremos, por vezes ansiamos, porque só esperamos o bom, porque o progresso é sempre positivo, o do tempo, o nosso e talvez por isso boa parte dos pessimismos vão-se esbatendo.

Ficam aqui os meus votos de Bom Ano Novo, que ele seja o progresso de cada um, o fim do que está mal, a manutenção do que é bom e o alcançar do que ainda é melhor ou tão simplesmente a realização dos mais pequenos (grandes) sonhos!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aventuras no Bus #3


Já me tinha acontecido correr para apanhar um autocarro.
Nunca me tinha acontecido, correr atrás de um autocarro e cair um valente trambolhão nos entretantos…


[ Malditos passeios molhados! Ainda por cima o $&§#@ não esperou!]

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Aquilo que persiste


Quando se pensa que tudo afinal não passou de um fogacho, de algo que queimou rapidamente e já passou, que se bateu com a cabeça contra as paredes por não entender porque houve tanto sofrimento, tanta lamúria. Quando tudo parece terminado, sem qualquer veia que pulse ou expressão do rosto que a denuncie, descobre-se que afinal é tudo uma ilusão. Está tudo cá na mesma, continuamente a martelar na nossa cabeça, quiçá com mais intensidade que anteriormente, como se nada tivesse sido esquecido, como se tudo se mantivesse e estivesse apenas adormecido. Há coisas que nos movem sem percebermos, aparentando terem-se perdido nos confins da nossa alma, porque no final por muito que desejamos seguir em frente continuam lá, não as esquecemos, talvez porque não as queremos esquecer, pois todo o esforço a que nos dispusemos não pode ter sido em vão para relegar tudo para o espaço dos esquecimentos, para o espaço das memórias e talvez por isso uma onda sinusoidal esteja sempre a reger-nos o espírito impedindo que haja uma qualquer estabilização ou um fluxo contínuo, por isso, de alguma forma seria necessário parar e abandonar a luta que nos anima, mas também isso nos faz chorar…

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Dois extremos


A razão é crua, uma linha recta com um princípio e um fim bem determinados, fria, estática, que persegue objectivos bem definidos e talvez por isso possíveis de alcançar. Por isso a razão por vezes salva-me.
O sentimento é quente, circular, disforme, sem princípio nem fim definidos, sem definição possível, surge e desaparece, move-se de forma incontrolável num movimento inconstante, persegue o impronunciável, o irracional, aquilo que nos baralha, jogando ao jogo dos impossíveis com a razão procurando destrui-la, pô-la em causa. Por isso o sentimento por vezes oprime-me.

O Natal já acabou mas...


Ainda há quem me ofereça prendas! A sempre simpática Girl in th clouds mais uma vez ofereceu-me um mimo que eu muito agradeço, obrigado!;)

domingo, 27 de dezembro de 2009

5*!


A sempre simpática Mais-Que-[im]perfeita que de [Im] não tem nada, ofereceu-me este mimo com um desafio, o qual eu muito agradeço!

Para tal tenho de seguir as seguintes regras:

1. Publicar a imagem do selo, as regras e coloque o link de quem passou;
2. Dizer as 5 músicas preferidas de sempre;
3. Passar a 5 blogues que ache 5* e avisá-los do prémio.

Então aqui ficam cinco (de entre muitas) músicas preferidas de sempre:

Pixies – Debaser
Veruca Salt – Seether
Therapy? – Nowhere
Smashing Pumpkins – Bodies
Magnapop – Chemical

E passo este desafio aos seguintes Blogues:

Girl in the clouds
Anira the Cat
Até Durar
Gaja com G maiúsculo
Sakura

Fazer sem pensar


Existem tantas coisas que se fazem sem pensar. Mesmo quando tentamos ser verdadeiros e honestos connosco e com os outros acabamos por vezes por sê-lo sem perceber que estamos a transmitir algo que é contraditório, que pode soar a falso, simplesmente porque se escolhem mal as palavras, as conjugações verbais, o timing, a percepção de que algo que pensamos ser para nós, mas se calhar não é. Nesses momentos, onde o pânico se mistura com a incerteza acabamos por improvisar e o improviso sai sempre mal, a justificação é sempre reles, mal concebida, mal ponderada. O pior de tudo é o remorso com que se fica, a ideia errada que se deu, que nas entrelinhas até pode ter um fundo de verdade e de transparência, mas não surte efeito, pelo contrário, é fechada a porta de rompante.
Esse é um dos meus defeitos maiores, o tentar caminhar por um percurso nunca antes visto com a velocidade de quem pensa que o conhece, de quem julga que tudo gira à sua volta quando no fundo não sabe nada, porque é preciso esperar e não desesperar, porque é preciso ser sincero sim, mas com uma sinceridade que não contempla complicações, que deve ser fluida, simples, sem grandes artifícios, porque quando o é perde-se tudo, o que se tem, o que não se tem, o que se poderia vir ou não a ter e o desejo que surge é simplesmente querer voltar para atrás e fazer tudo de novo, mas isso já não é possível…

sábado, 26 de dezembro de 2009

E depois do Natal...


Cá estou eu com uns 2 kg a mais (e sim isso para mim é muito), à beira de uma overdose de açúcar, mas ainda respiro, que a ruindade é tanta que consome o que é doce em menos de nada!


Ora quando aqui chego, vejo que a sempre natalícia Girl in the Clouds, me lançou um desafio, dizer quais os presentes que recebi este Natal! Pois bem aqui vai:


- De alguns simpáticos leitores recebi votos de Feliz Natal, que desde já retribuo (mesmo sendo atrasados)

- Da desafiadora recebi um selinho (acima exposto) que muito agradeço;

- De uma simpática donzela recebi um mail que muito agradeço;

- Dos papás montes de guloseimas e umas coisas cá para casa;

- De uma prima as já habituais meias e cuecas (sim, ainda há quem ofereça disto);

- De mim para mim um disco multimédia (mas que ainda não chegou, mas para a semana já cá canta!).


E pronto é isto, não foi muita coisa, mas o que conta é a intenção. É claro que pedi uma coisa muito especial ao Pai Natal, até coloquei a meia na chaminé, mas dado que deve ter de ser feito por encomenda ainda não chegou, vamos aguardar!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bom Natal!


Era só para desejar um Bom Natal a todos que por aqui passam!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Back in time


*: Dá-me aí um cigarro!
L’enfant: Não fumo.
*: Não…então vê lá se começas a fumar para eu te cravar uns cigarros!
L’enfant (em pensamento): Espera aí que já almoças!

[Isto nos idos anos de 96...deve haver por aí uma *criatura ainda à espera de almoçar!]

Masterblog


A Girl in the Clouds, amável como sempre diz que este blog é Master e não tem preço! E eu muito agradeço o mimo ofertado! :)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O que desejo para este Natal


A sempre simpática Girl in the Clouds lançou-me o desafio de dizer o que desejo para este Natal, pois é assim:


Gostaria que todos fossem felizes, porque assim ninguém andava a competir com ninguém, a injuriar, roubar ou a fazer mal e o mundo, acho eu na minha ingenuidade, seria muito melhor!


[Pronto é isto e já agora talvez também uma “génia", pode ser?]

...


Muitas vezes tudo serve de desculpa para não dormir!
Outras vezes tudo serve de desculpa para não levantar!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Envolvimento


E era nestas noites frias que esperava dar-te o meu abraço quente, salvaguardar-te, ser o fogo que te aquece, a chama que te invade, o corpo que, incandescente, te faz crepitar. Era nestes momentos que te queria envolver, tornar-me o teu cobertor, ser a lã grossa que te resguarda. Sentir-te-ia mais perto, seria o motor que faria o teu sangue circular ao som de um coração forte que ressoaria nas tuas costas com todo o vigor. Serias um pouco minha, eu seria um pouco teu, mas o calor esse seria nosso, de ambos, numa transacção constante que aos dois tranquilizaria…

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sim...


...já fui mais feliz, mais optimista, já me senti senhor do mundo embora nada tivesse a não ser a esperança de um amanhã melhor, da conjugação de tudo de bom, a confiança de que tudo tem um sentido e este só pode conduzir à felicidade eterna.
Sim, já fui miseravelmente infeliz, contudo era-o de forma estranha, sentia o coração bater forte como é tão raro bater, mas ao mesmo tempo lágrimas salgadas exprimiam-se dos meus olhos vermelhos, tendo por um lado momentos sublimes que mais não eram sonhos do que poderia ser, mas por outro momentos em que tinha de enfrentar a dura realidade, a qual nunca poder-se-ia dar, talvez por ser demasiada louca, demasiado rebuscada, por ser a derradeira batalha que nunca se acredita ao certo se o será ou não.
Sim, continuo a sentir-me confuso, completamente perdido num misto de indecisões, na dúvida do que devo fazer, de quem sou, do que senti ou do que sinto, se será presente ou passado, sonhando ao mesmo tempo que seja futuro, mas perdendo pouco a pouco todo o sentimento que tanto servia para sofrer como para me rasgar um sorriso inigualável no rosto…

sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu Aladino


Ora hoje pus-me a pensar que se encontrasse uma lâmpada, daquelas encantadas, que após se esfregar deita cá para fora um génio, daqueles envoltos em fumos coloridos que me desse o direito a pedir três desejos, confesso que não saberia o que pedir! Três desejos? Só? É que o número de desejos deveria ser indexado à presente taxa de inflação, para que deste modo se poderem suprir algumas das necessidades correntes e o saldo ficar positivo!

[Agora, se em vez de um génio encantado me aparecesse uma génia encantada, aí já a conversa era outra!]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sentir


Por vezes quase me pergunto o que é sentir. Qual o porquê daqueles momentos curtos, longos, irracionais que surgem sem um quê aparente, como uma tempestade que explode no mais profundo do nosso ser e ficamos concentrados emocionalmente, desconcentrados racionalmente. Sentir será aquilo que não se sabe, aquilo que foi e que pode vir a ser, um despertar do que não temos, o limite do que podemos atingir ou a contradição que nos mistura e dissolve. Sentir pode ser tantas coisas e nada de concreto. Sente-se sem explicação, o bom, o mau, mas o porquê é tão misterioso e escorregadio no seu entender que nos ultrapassa em todos os aspectos. Decerto sentir carrega em si o maravilhoso de existir, mesmo sem substância, para nos dar pinceladas de tinta à vida, sejam elas coloridas ou simplesmente cinzentas.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sêlos, em dose tripla!




A sempre simpática Girl in the clouds desta vez excedeu-se, não me ofereceu um, mas sim três mimos, os quais eu triplamente agradeço!

Agora e para abreviar a coisa, tenho de dizer 5 coisas das quais me arrependo:

1 - Dizer certas coisas sem pensar primeiro;
2 - Quando o despertador toca e eu o ignoro;
3 - Quando deixo tudo para a última da hora;
4 - Das milhentas vezes em que deveria ter dito um"olá";
5 - De abreviar idas ao dentista.

Para além disto ainda tenho de indicar 3 livros que me marcaram:

1 - A Metamorfose de Kafka;
2 - Menos que zero de Bret Easton Ellis;
3 - Trópico de Cancêr de Henry Miller.

Agora passo estes mimos e desafios a cinco blogues:




Provocaçãozinha nada ecológica


Eu sou um verdadeiro mau gestor de energia e como tal contribuo para o aquecimento global, a eficiência energética não mora por estes lados.

Tanto frio que está e eu com tanto calor para dar…

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Até onde...


Eu só posso ir até onde me deixam ir. Por mais longa que seja uma estrada, por pior que seja um atalho, por mais labiríntica que seja toda a vida, só posso caminhar se houver um fim, um objectivo, algo que me conduza numa direcção. A vontade que pulsa nas veias nasce em mim mas tem de ser aquecida por uma energia exterior e esta só existe se houver Sol, estrelas, cosmos, ou um sorriso que me chame timidamente para me levar a andar, a correr, a saltar, a atravessar barreiras, contornar obstáculos, ser mais do que sou, a ultrapassar tudo o que pensava ser impossível. Mas os céus encobertos, caminhos intransitáveis, uma mudez que me asfixia, não me permite continuar, cansa-me, deixa-te sem forças ou esperança. De que vale lutar por algo que nada quer, de que vale querer e ser aquilo que nunca se foi somente para se ficar perdido num caminho ermo sem saída possível, de que vale participar num torneio se não houver um aceno luminoso que nos apoia e dá força?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu e a culinária


Se há coisa para a qual reconheço não ter jeito é para a culinária! Pronto, desenrasco-me, sei fazer umas coisinhas que, saiam mal ou bem, marcham sempre, desde que não fiquem de tal modo intragáveis. A minha principal dificuldade prende-se com a avaliação dos tempos disto e daquilo, quando já estará bom ou não e aquela coisa da “prova” que só serve para eu andar aos saltos na cozinha de língua queimada. Nos dias inspirados, em que me aventuro a fazer coisas que nunca fiz, lá tenho a meio do percurso de contactar a mãe, alguma amiga ou servir-me da bela net para ter umas indicações, as quais aponto criteriosamente num bloco de notas, o pior é quando chega àquela parte em que se fala em “mais ou menos”, “tens de ver quando”, etc, etc. Pois é que eu sem tempos ou quantidades concretas vejo-me mesmo à rasca, com sorte lá sai qualquer coisa parecida com o que era suposto sair. Por isso peçam-me tudo, desde lavar a loiça a passar a ferro, agora cozinhar fora do âmbito habitual é coisa para me dar dores de cabeça e ficar logo sem apetite!

[E o que eu odeio a expressão q.b.!!]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tal como desembrulhar um rebuçado


Como qualquer miúdo gostava de rebuçados. Somente mais tarde é que me apercebi das possibilidades técnicas que tem o acto de desembrulhar rebuçados. De facto um acto tão singelo como este parece terminar apenas por aí, mas não. Na verdade é um verdadeiro movimento de treino da motricidade dos dedos, o qual pode ser aplicado para ultrapassar esse acto, pavoroso para alguns homens, que é o de desapertar os sutiãs femininos. Os movimentos são os mesmos e o prémio que nos é revelado é igualmente tão doce como qualquer rebuçado!


PS: Ainda gosto de rebuçados!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Das minhas dificuldades

Nunca consigo encantar quem me encanta, umas vezes pela distância que tudo separa, outras por não saber como faze-lo. Seria preciso um gesto de magia, uma palavra secreta ou tão simplesmente um pretexto inventado do nada, para que tudo se conjugasse num acontecimento que culminasse num sorriso que teimo em não conquistar…

sábado, 12 de dezembro de 2009

O futuro


Quando se usa o termo “futuro” com o entusiasmo típico de quem está deslumbrado com algo, não consigo deixar de pensar o quanto distante está esse amanhã auspicioso que na maioria das vezes, salvo as profecias e a alguma ciência, será sempre melhor e trará tudo de bom. Não querendo ser pessimista, acho que o futuro poderá ser melhor, mas não devemos esperar que tudo acontecerá de bom simplesmente com base na garantia da novidade, na garantia de um novo amanhecer, é preciso ser cauteloso, não ser seduzido pela esperança vã do avançar do tempo. Ontem, hoje e amanhã temos sempre de lutar, por nós, pelos sonhos, por tudo e por nada, a luta é desgastante, mas ao mesmo tempo permite traçar um caminho mais seguro e assim, com os pés bem assentes na terra, podemos considerar o “futuro” como algo positivo, porque parte da sua realidade se deve a nós e ao nosso esforço.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Inveja


Há inveja boa? Há, mas é mais mal compreendida que a má!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Diz que é um rémedio!


Pelo menos de acordo com a Girl in the Clouds, simpática aviadora da nossa blogolândia! Obrigado!

O efeito "Terrible"!

Estão três colegas do trabalho numa mesma sala à roda de um computador, uma sentada e duas de pé, todas a conversar, entro eu e cada uma desbarata para o seu canto…
[...e eu que até tomo banho todos os dias e faço a barba…]

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Desafio das manias

A S* lançou-me um desafio que consiste em revelar cinco das minhas manias, aquelas que supostamente me diferenciam dos outros. Pois aqui vai:
- Calço sempre primeiro o pé esquerdo e só depois o direito. Só há relativamente pouco tempo é que reparei nisso, é estranho!
- Tenho a mania da pontualidade. Odeio chegar atrasado e como tal chego sempre um bocadinho antes (também odeio ficar à espera…).
- Faço sempre os testes uma caneta diferente daquela que uso habitualmente para escrever (superstição?).
- Não gosto do cheiro de fritos quando acordo, fico enjoado, mas se apanho umas fatias douradas…
- Subo sempre escadas a dois degraus, já caí alguns trambolhões à conta disso, mas ainda assim continuo a fazer o mesmo!

Da dúvida


A dúvida é aquela coisa persistente, que se entranha na pele, como um parasita que mói, germina e dá comichão. A dúvida faz vacilar, não permite a decisão rápida, eficaz, é um elemento cruel e paralisador, adormece-nos, explora as nossas fragilidades, as que temos e as que não temos. Faz ruir as certezas mas ao mesmo tempo também permite que ponderemos, que evitemos fazer o que mais tarde nos levaria ao arrependimento. Ainda assim a dúvida é um sinal, positivo ou negativo, que se instala sem a nossa vontade e faz durar aquilo que, ou nunca devia ter começado, ou há muito devia ter acabado…

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Prendinhas!




Dizem que o Pai Natal vem de trenó. Errado! Vem mesmo de avião e não é um mas uma! Mais uma vez quero agradecer à nossa Amelia Earhart e à Anira the Cat a amabilidade e generosidade.
E como estamos na Natal partilho estes presentes com todos os que por aqui passam e os quiserem levar!

A quente e a frio


A quente escrevem-se, fazem-se e dizem-se coisas com que nunca se imaginou. Redefine-se o próprio eu, sonha-se e suspira-se como nunca, esquece-se tudo, o mundo pára e sofre-se como nuca se sofreu. Não se pensa em mais nada, tudo é posto em causa, os joelhos tremem, o rubor surge na cara, perde-se a voz, o raciocínio, a inteligência e só sobra o instinto que nos grita ordens que não sabemos digerir. De seres móveis passamos a imóveis, estáticos, contraditórios e desequilibrados, tememos a nós próprios como nunca, a confiança vai para o espaço, tomam-se atitudes impensadas, inesperadas, para os outros, para nós, apenas se sente e apetece gritar. A quente somos bombas relógio prontas a explodir, perigosos, verdadeiros, criativos sem nexo que se expressam sem perceber, sem noção, apenas e só com emoção. A quente não agimos, ou agimos sem saber, de impulso, de rompante, com força demais ou força de menos, sem escolher e sem perceber, apenas e só um desejo ressalta e esse destina-se a querer sem desistir mesmo que tudo não seja apenas uma ilusão vã e esparsa.

A frio pondera-se, delineia-se a estratégia, estudam-se as palavras, o gesto, avalia-se o perfil, o pormenor, não se sonha nem se suspira, equacionam-se as hipóteses, tudo é medido, calculado. A frio não se diz quando não se quer, escreve-se com métrica, com ponto e vírgula, a emoção é tecida, costurada, sai do intelecto e não do coração. A lógica é rainha, escolhe-se, define-se, cada detalhe é pensado, esconde-se o que não se quer mostrar, resiste-se ao instinto, prende-se a sinceridade e solta-se a aparência, somos um e um somente. A confiança é permitida porque seja qual for o resultado o ganho será igual e tanto nos importa ganhar como perder. A frio falta a fagulha, falta o suor frio que nos percorre a espinha, é-nos tudo permitido porque a acontecer está controlado, está no guião. A frio tudo se consegue mas nada se sente, não há fome, não há dor, não há desilusão ou paixão, o semblante permanece igual, fleumático e assertivo, sem nervosismo ou qualquer traço de loucura. A frio tudo se esconde, dos outros e de nós próprios.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Competições


Há certas competições que não se podem fazer, simplesmente porque estão perdidas à partida, não por falta de esforço para as ganhar, não por falta de mérito ou dedicação, mas simplesmente porque nas competições não são os concorrentes que decidem mas sim o júri e este determina as regras, o terreno, as condicionantes e mesmo algo que por vezes não é definido racionalmente mas sim emotivamente. Ser pior ou melhor concorrente não está em questão, muitas vezes os melhores ficam em segundo e os piores em primeiro, porque não lhes compete a eles definirem o seu mérito. Por vezes há competição quando menos se espera e vemo-nos envolvidos nelas sem as procurar, mas mesmo com muito treino, mesmo que estivéssemos preparados e conhecêssemos as regras, o percurso, é a sorte que tudo conquista e se ela não sopra a nosso favor só podemos esperar por um milagre…

domingo, 6 de dezembro de 2009

Do falar e do ouvir


Umas vezes falo demais, outras falo de menos, numas digo tudo, noutras não digo nada, raras são as vezes em que digo alguma coisa acertada, mais raras ainda as que digo e acerto, é preciso por isso ponderar bem antes de abrir a boca, contudo, o mais acertado é muitas vezes resultado não de algo pensado previamente, mas sim de algo dito no momento que transmite toda a verdade, a qual pode ser ou não bem recebida. Por vezes o valor do que se diz é relativo, depende de quem emite o vocábulo, mas também de quem o recebe...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Equilíbrios Cósmicos


Se algum dia toda a gente atingisse a felicidade suprema, muito provavelmente isso causaria um desequilíbrio no mundo, daí que a natureza e as probabilidades se encarreguem de manter a harmonia no universo para este não ruir…

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Das impossibilidades


Nas impossibilidades vemos por vezes a abertura de uma pequena possibilidade. Esta é pequena, quase invisível e somente nós a conseguimos perceber, sendo mais que suficiente para nos baralhar a matemática da vida, o cálculo das probabilidades, que nunca nos é favorável. Pergunto-me sempre se não é o facto de termos uma impossibilidade à nossa frente que nos fará ver o que se calhar não existe, lutar pelo impossível, simplesmente porque alguns combates nos animam momentaneamente, mas o resto da jornada é uma eterna decadência de nós próprios, um cansaço levado ao extremo, uma dor inaudível que nos oprime e então a pequena possibilidade que se pensou encontrar mais não é aquilo que sempre foi, a parte mais transparente de uma impossibilidade, que como vidro nos permite vislumbrar o que está para lá, podemos tocar mas não ultrapassar…

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

É digno!


O Pai Natal chegou mais cedo este ano mas afinal que descubro eu? Que o Pai Natal é uma Mãe Natal, que se chama Girl in the Clouds e muito me mima e eu somente posso expressar o meu muito obrigado!

As mulheres



As mulheres são muitas vezes uma doença para os homens, que nos fazem fraquejar, duvidar de quem somos, daquilo que sabemos e temos por certo. As mulheres levam homens adultos a ter atitudes de criança, a fazerem birra por querer aquilo que não têm, a perder lágrimas que não admitem e a revelar segredos inconfessáveis. As mulheres são igualmente o antídoto para a própria doença que são, o elixir da felicidade, a fonte de alegria que cura todos os males e nos enche o peito de motivação e auto-confiança, sendo que o estado desta última é muito sensível a pandemias!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Coisas esquecidas

As coisas que são esquecidas e depois são reencontradas num contexto de mero acaso dão-nos uma felicidade tão grande…

[Base desta pequena reflexão: encontrei no bolso de umas calças uma nota de 10 euros! Devo achar que ando muito rico para me esquecer de dinheiro nos bolsos, mas o certo é que foi uma feliz descoberta!]

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ilusões


As ilusões são como papagaios de papel que se lançam ao vento sem qualquer cordel que os segure ou controle, que sobem e perdem-se no ar, viajando por inúmeros quilómetros, entre nuvens e raios luminosos, sem destino aparente, ao sabor dos desejos inconscientes que duram até o clima se alterar e a brisa deixar de ter força de os fazer levitar, para no fim caírem no solo completamente em farrapos…

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Locais do Demo!


Alguns falam em casinos, outros em casas nocturnas menos próprias, também há aqueles que se perdem em restaurantes, bares, discotecas, tabernas; sem esquecer os que se ficam pelos festivais, mas para mim local de perdição sem igual é mesmo a Fnac!

Haverá local mais infernal que como aquele? Ele são livros, DVD´s, CD´s, informática, audiovisual e fotografia! É a verdadeira perdição, uma Babilónia sem qualquer ética moral há entrada da qual deveriam ficar a carteira com todos os meios de pagamento, para que no interior pudesse ser mais fácil resistir à tentação de tanta oferta que leva à perdição até o consumidor mais resistente! Afastai-vos pois de tais lugares ou podeis perder-vos para sempre!!

É o degredo, uma verdadeira vergonha…

Diz que é para ler...


De acordo com a senhora Gaja com G maiúsculo este blog é para ler e eu muito agradeço a imposição literária que me foi ofertada, obrigado!

domingo, 29 de novembro de 2009

Take1!


De acordo com a Girl in the Clouds, que me enche de mimos, este blog merece ser filmado e eu muito agradeço o cinematográfico sêlo!
E agora tenho que falar em 5 situações da minha vidinha que deveriam ser vividas em slow motion:
1. O meu primeiro beijo
2. O meu primeiro festival de Verão (no ido ano de 97!)
3. Os meus momentos de praia (que duram mesmo mesmo até o Sol se pôr)
4. A viagem a Punta Cana
5. Todos os momentos em que me perco a sonhar

Quatro elementos


Com as mãos em concha conseguimos reter a água, mas se água se transforma em areia podemos envolver toda essa matéria. Contudo, se a areia se torna fogo, somos obrigados a abrir as mãos de imediato e no fim ficamos apenas e só com ar…

sábado, 28 de novembro de 2009

Gostava


Gostava de te dizer, gostava de conseguir falar, de expor, de emitir um som para ti. Gostava de conseguir expressar, sem omitir, mas com substância, com profundidade, tudo o que penso, tudo o que sinto, as minhas intenções, as minhas contradições, as minhas hesitações, os meus defeitos as minhas virtudes. Gostava de me declarar, de declamar o verbo, de usar vocábulos que não conheço, com sentido, sem sentido, mas que pudessem chegar a ti e te convencessem, que te conquistassem num abraço gutural, que te fizessem arrepiar. Gostava, e faço-o, mas em silêncio, num absoluto estado de mudez, que me restringe os movimentos, carrega o meu semblante, torna-me cheio, mas ao mesmo tempo vazio.
Gostava mas não consigo, porque sei, que somente o silêncio pode pronunciar todo o sentimento na maior das suas profundidades…

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Será mais fácil...

...dizer que se gosta de alguém ou dizer que se odeia alguém?

Ainda não Natal mas...




...parece que já começaram a chegar as prendas e desta feita oferecidas não pelo pai Natal mas pela minha gentil amiga invisível a quem eu muito agradeço, obrigado!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Da rejeição


A rejeição é uma das coisas que mais dói, que mais tempo leva a sarar, a compreender o porquê. A rejeição leva a um não-existir, a tornar-nos apenas uma imagem difusa do passado de alguém ou então nem chegar a ser sequer parte de memória alguma. A rejeição leva ao ciúme, leva ao sentirmo-nos deprimidos, incompreendidos, estivados de pensamentos contraditórios que carregam o nosso semblante, alimentando uma mistura de químicos que reagem dentro de nós e cujo resultado leva-nos à confusão, ao deixar de acreditar, a uma raiva contida com a qual não sabemos lidar. Procuramos a origem do problema, desenham-se planos regressivos, coloca-se tudo em causa em particular aquilo que somos, aquilo que pensamos ser e que afinal parece que não passa de uma fachada que nos engana. E no meio desta desilusão achamo-nos egoístas, loucos, desejosos de fugir, de gritar, de sentir tudo à volta a descambar. Queremos esquecer, superar, ultrapassar, mas é difícil, demora tempo, mas esse dia chegará, simplesmente. Quando esse dia acontecer tudo passou, não porque se digeriu, mas porque seremos outra pessoa apenas com uma memória agridoce, que difere daquela que havia sido rejeitada.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Abordagens

As abordagens podem surgir do nada, de improviso, embora essas, por não serem pensadas nem estudadas podem levar ao problema de alguém a aceitar e lançar-nos um desafio, o qual, se não estivermos preparados pode deixar-nos encavacados a meio do percurso e como tal a “abordagem” não surte efeito. Mas também há a abordagem pensada, planeada, em que se prepara um discurso cuidado e se tenta prever as várias reacções, a resposta está pronta, o problema é estas demoram muito tempo a serem efectivadas, tanto que quando chega o dia “D” já há concorrência que avançou uns três ou quatro passos e como tal a “abordagem” e todo o trabalho de fundo gora-se. Em qualquer dos casos uma “abordagem” pode-se saldar de quatro formas: corre bem(uhu!), corre bem mas sem efeito (quando nos dizem com um sorriso que até somos simpáticos mas não), corre mal (não!), ou corre mesmo mal (ouvem-se gritos histéricos de socorro e dois polícias a correrem rua abaixo).
Com todo este cenário haverá coisa mais difícil que uma “abordagem”?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dúvida


Quando surge uma dúvida isso significa que se está a ir por um mau caminho ou uma dúvida é condição normal para se conseguir seguir esse mesmo caminho?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Prós e Contras


Quando se decide alguma ponderam-se sempre os prós e os contras, as vantagens e as desvantagens. Mas quando algumas coisas acontecem, quando se entra em algo simplesmente porque se entrou, sem planos prévios, apenas e só porque sim, porque nem só de racionalismo vive o homem, também se vive de sentimentos e nestes não há controle, não há nada, há apenas a sensação e para onde ela nos leva não se sabe, apenas se vai, sem destino, sem se saber onde se vai chegar.

Nestes casos não há decisão possível e as vantagens e as desvantagens não são ponderadas, porque não existem para serem pensadas, serão talvez reflectidas um dia quando, seja qual for o resultado, o mesmo já estiver decidido.

domingo, 22 de novembro de 2009

Não, não é isto!


Estava eu num hipermercado a escolher uns legumes e umas frutas para levar para casa (pois é isso ou ainda morro para aí com tanta porcaria que como!) quando reparo numa senhora dos seus sessentas e muitos a olhar para mim sorridente e um ar de como quem diz: - Sim senhor!

Eu ainda tenho de perceber que diabo de encanto tenho para as senhoras de certa idade. Já as minhas colegas de faculdade, aquelas que têm a amabilidade de me tirar apontamentos e fotocópias das aulas que não vou, se não passaram todas a fase da menopausa para lá caminham, sem falar de um local onde trabalhei em tempos em que era “alimentado” a bolos caseiros todas as santas manhãs pelas minhas colegas, todas de um escalão etário assim a roçar a idade de reforma!

Ai a minha vida! [E não me venham dizer, ah e tal que têm filhas e netas, porque essas não querem nada comigo! Típico!]


[Ah e não tenho fetiches desses por isso esqueçam!]

sábado, 21 de novembro de 2009

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O amor é um desequilíbrio que tende para o equilíbrio, isto se for de alguma forma correspondido!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Diz que é sexy!


Pelo menos é que o diz esta simpática Amelia Earhart, a quem eu muito agradeço o sensual mimo! Obrigado!
Decidi igualmente oferecer este pequeno troféu a mais cinco bloggers igualmente sexys: