terça-feira, 30 de junho de 2009

Sindroma Mr. Big


Vi alguns (muitos) episódios do Sexo e a Cidade, em particular das primeiras séries. Discordo que fosse uma série mais voltada para mulheres. É sem dúvida uma série de mulheres, mas as situações dizem respeito a toda uma sociedade e uma geração, se enquadrada num determinado espaço geográfico e num certo contexto.
O que mais me surpreendeu foi a (re)criação moderna da história do príncipe e da princesa encantada. Uma história que aparentemente não parecia ter lugar nos tempos que correm, que foi introduzida na série como algo natural e a meu ver acabou por ser um dos seus fios condutores. O Mr. Big seria o príncipe de alguém cujos diversos relacionamentos nunca funcionavam ora por isto ora por aquilo, o sonho, a hipótese final, mas que de algum modo parecia estar sempre a ser afastado, como se o destino não quisesse que a relação funcionasse. Entre muitas das histórias da série, acho que esta foi a que mais cativou a audiência, esse jogo de impossíveis, essa novela de desencontros, onde todos esperam, claro, um final feliz.
A minha questão no meio disto tudo é apenas uma. Será que hoje em dia as mulheres realmente procuram o seu Mr. Big, sabem que ele existe, sabem que por mais voltas que o mundo dê é com ele que querem acabar?
À partida todos nós procuramos um sonho, muitas vezes sem o saber e outras vezes ignorando-o e trocando-o por algo mais racional, concreto e seguro. Sejam homens ou mulheres todos procuramos esse alguém que desde a infância nos habituamos a ver em filmes e séries. Ou será que queremos outra coisa? Apenas uma relação, que sabemos estar condenada à partida por ser pura irracionalidade, para depois de a vivermos nos voltarmos para a vida real? Ou será que acreditamos que mesmo irracional essa relação poderá ter futuro, porque queremos que tenha, porque toda a vida sonhamos com isso e ao mesmo tempo esquecemos onde vivemos, no mundo em que vivemos e em como a realidade é toda ela contrária ao sonho e às ilusões.
Creio que o melhor é equilibrar as coisas, não ser demasiado racional ou demasiado sentimental, algo no meio-termo.
Uma vez ouvi uma velhota a dizer que só sabemos que amamos uma pessoa, depois de viver com ela 50 anos. Será o amor assim tão relativo?

5 comentários:

Bafejada pelas Musas disse...

O difícil está em encontrar um meio termo:) E eu estou em busca do Mr Big:D Tal como todas as mulheres que não o encontraram. Porque as que encontraram estão convencidas de que esse é o seu Mr. Big:)****

V. disse...

Eu adoro essa série, é espectacular. Continua super actual, acho que nunca o deixará de ser. E o Mr Big tão sacana e charmoso!!

'C. disse...

adoro essa série e, lá está, apesar de retratar uma nova geração e falar de temas que não se falavam assim tão facilmente, no fundo tem o mesmo enredo, o mesmo pano de fundo que todas as histórias/novelas/filmes/séries de todos os tempos teem e sempre tiveram. sim, acredito que, podemos dar a volta ao mundo, para encontrar um Mr. Big. e quando finalmente o encontramos, nem nos apercebemos! tal como a Carrie.

Rapunzel disse...

Acho que o meu meio-termo continua racional... por muito que tente, este lado ganha sempre!
E encontrar alguém que esteja disposto a viver comigo 50 anos??? Agora posso sempre dizer, temos que tentar pq só ao fim desse tempo é que sabes se gostas ou nao de mim! :P

Balada da minha Alma disse...

Ando agora pelo mês de Junho, o último de hoje, e a este post, apetece-me responder-te assim:

- Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra e outra vez e todas as vezes que o Amor nos chama, fingindo-lhe alguma resistência, mas sabendo que é sempre impossível recusá-lo!

Só porque é o Amor :)
http://mysoulandyou.blogspot.com/2010/11/so-porque-e-o-amor.html