sábado, 22 de agosto de 2009

Palavras


Há palavras que não saem da nossa boca no momento certo, ou não saem de todo, porque simplesmente não as conseguimos proferir. Da mesma forma há palavras que não saem das nossas mãos e dedos. Ficam ali, pendentes, numa miríade infinita, a colidirem umas contra as outras no nosso cérebro, no nosso coração. Algumas que nem som ou grafia possuem, nem ainda foram inventadas, criadas ou sequer sonhadas, cuja combinação de outras tantas já existentes pouco se aproxima do que se quer expressar; palavras que pesam, dilaceram, corroem, mas tornam-nos especiais porque poucos as sentem, poucos sabem que existem. Palavras que percebidas por outrém criam laços inseparáveis, criam sorrisos e lágrimas, originam outra forma de comunicação que vai além da compreensão.
Há palavras assim, surdas, mudas, cegas, sem nome ou indentidade, mas que se sentem somente…

3 comentários:

Pochinha disse...

Argh, palavras! Parece que nunca fazem o que queremos delas! >.<

Terei muito brevemente um selo para ti no meu blog, se o quiseres passa por lá! =)

Le Enfant Terrible disse...

Pochinha
Obrigado!

Anira the Cat disse...

o pensamento é incorpóreo. A palavra torna-o visível. Mas por vezes não é na forma que tinhamos em mente...