quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Até onde...


Eu só posso ir até onde me deixam ir. Por mais longa que seja uma estrada, por pior que seja um atalho, por mais labiríntica que seja toda a vida, só posso caminhar se houver um fim, um objectivo, algo que me conduza numa direcção. A vontade que pulsa nas veias nasce em mim mas tem de ser aquecida por uma energia exterior e esta só existe se houver Sol, estrelas, cosmos, ou um sorriso que me chame timidamente para me levar a andar, a correr, a saltar, a atravessar barreiras, contornar obstáculos, ser mais do que sou, a ultrapassar tudo o que pensava ser impossível. Mas os céus encobertos, caminhos intransitáveis, uma mudez que me asfixia, não me permite continuar, cansa-me, deixa-te sem forças ou esperança. De que vale lutar por algo que nada quer, de que vale querer e ser aquilo que nunca se foi somente para se ficar perdido num caminho ermo sem saída possível, de que vale participar num torneio se não houver um aceno luminoso que nos apoia e dá força?

7 comentários:

Girl in the Clouds disse...

Na vida há caminhos, que tem como a orientação a descoberta de outros caminhos novos!! Mas, nada acontece por acaso!! Tudo tem uma finalidade!!

Anira the Cat disse...

Como em tudo, precisamos de objectivos para continuar em frente! A luz ao fundo do túnel é que nos incita a avançar...

Atelier de trapilho disse...

Dizia o grande poeta acerca dos Descobrimentos "Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena..." (Mensagem, de F. Pessoa). Mesmo sabendo do resultado do nosso percurso, devemo-nos deixar vencer pelo cansaço e desanimo?...também me questiono...
Bjs

S* disse...

Nao me estão a permitir avançar mais...

Lia disse...

se não houver a minima possibilidade de vencer, vale a pena jogar?

L'Enfant Terrible disse...

Lia
Sê bem vinda!

izzie disse...

Estou a sofrer com isso (ainda mais) desde ontem...

E logo eu que não sou paciente... ou pouco!

Beijinho,