segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lips


Os lábios escondem sorrisos, seduzem, atraem, clamam por outros lábios, por pele, por gosto, por saliva. Dos lábios saem as palavras, as expressões que nos iludem e hipnotizam, que pedem que nos percamos neles, pedem calor, envolvem-nos no seu mistério, no seu sabor.
Os lábios são uma porta, uma barreira, com a qual não nos importamos de esbarrar, uma vez e outra e outra mais, sem nunca nos cansarmos, porque a sua textura contagia e pede que fiquemos cada vez mais tempo e de cada vez com mais intensidade…

domingo, 30 de agosto de 2009

Prioridades


Tudo na vida é uma questão de prioridades, a questão coloca-se na ordem em que colocamos os nossos objectivos. Por vezes a forma em que essa ordem é disposta não depende de nós, mas cabe a nós gerirmos essa disposição de acordo com a a forma como tudo no é oferecido. Assim falando parece simples, a verdade é que não é! Por vezes para atingirmos alguns objectivos temos de preterir outros em favor dos primeiros e muitas vezes isso equivale a nunca recuperar esses que ficam para trás e noutros casos quando decidimos a dedicar-nos ao que foi deixado já é tarde...


Como em tudo na vida é preciso equilíbrio mas nem sempre é fácil de o atingir ou manter...

sábado, 29 de agosto de 2009

Não sei, nem quero saber!


Acho que hei-de ter oitenta anos (se lá conseguir chegar!) e mesmo nessa altura não me vou compreender…mas também que graça teriam os meus dias se eu próprio tivesse um livro de instruções. Desta forma estou sempre a surpreender-me, umas vezes para o bem outras para o mal, mas o certo é que monotonia não reina em mim e isso sabe tão bem…

Hoje acordo e não sei como vou estar, não sei como vai ser ou acabar o meu dia e assim a esperança nunca morre, porque não há um destino predefinido, porque desta forma tudo pode acontecer e as coisas boas acontecem quando menos se espera [nem que seja somente acabar o dia bem disposto por nenhuma razão aparente, apenas porque sim!]



[E ainda há quem queira saber o futuro, para quê? E se for mau, hummm? Fiquem lá com as previsões, que fico com o meu desconhecimento!]


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E que ninguém diga que está mal...

Muitas vezes, andamos nós para aqui a queixarmo-nos da nossa vida quando no fundo somos é todos uns chorões de barriga cheia. "Ai que a vida me corre mal e não sei porquê e isto e aquilo", mas o que é certo é tendo nós e os nossos entes queridos saúde, devíamos estar era caladinhos! Não que os nossos problemas existenciais não sejam problemas, são, mas são apenas problemas pequeninos, problemas que de certa forma têm solução, a qual reside apenas no tempo e no deixar as coisas correrem naturalmente. O grande mal é que nós estamos mal habituados, queremos tudo na hora, não sabemos esperar, dar tempo ao tempo, levar as coisas com calma e depois entramos num rol de desespero e ideias vãs sem nexo que não nos levam a lado nenhum.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

No meio do caminho...

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra...
[Carlos Drummond de Andrade]
...tinha tinha e era bem grande! E eu para variar não a vi, au...
[E eis que este poema tem todo o sentido, au...óh se tem...mas pronto, não é grave, a pomadinha já está a fazer efeito!]

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

As virtudes do trabalho

Por vezes é bom estar ocupado, bem absorto para esquecer o que vai de mal na nossa vida, ou até a falta de uma vida, porque no final enquanto estamos concentrados com algo estamos a viver e muitas vezes nem reparamos nas pequenas coisas que fazemos e só lhes damos importância depois de muito tempo, quando caímos no aborrecimento e no ócio. Viver não é somente sonhar e sentir, é fazer, mesmo que seja aquilo que somos obrigados e não temos vontade, porque nessas alturas valorizamos outras coisas que vão além do material, pensamos mais e imaginamos um mundo alternativo para onde fugimos. Se por um lado estar-se extremamente ocupado com coisas triviais e materiais pesa na nossa mente, por outro isso é libertar a cabeça para todas as outras coisas que nos definem como seres humanos, sonhamos, filosofamos, constatamos aquilo que nem sempre reparamos. A liberdade da nossa mente acontece por isso em reacção ao que lhe é imposto e isso sabe tão bem, porque estamos mas não estamos e nesses momentos os sonhos e os pensamentos têm um sabor especial...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Shining eyes!

E quando me dizem:
- Bem, sabias que tens uns olhos brilhantes...


...lá conseguem arrancar um sorriso verdadeiro a este enfant, mesmo quando este anda pelos vales da penúria!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Partilhar


Há coisas que sabem bem, mas sabem melhor partilhadas. Tudo pode ser partilhado desde que haja vontade de ambas as partes, mesmo quando não se compreende o gosto do outro é bom sentir alguém ali, ao nosso lado a apoiar-nos, a tentar perceber o que nos faz vibrar, o nosso gosto, o nosso sorriso, a nossa alegria. Partilhar não significa que ambos tenham de ter o mesmo gosto, podem ter gostos diferentes. Partilhar significa dividir, escutar, compreender o outro. Partilhar é a base de uma relação, partilhamo-nos enquanto seres, mentalmente, emocialmente, fisicamente, culturalmente, no tempo e no espaço. Partilhar é esse jogo de equilíbrios, cuja duração depende do que estamos dispostos a dar e a receber. Partilhar é deixar acontecer, é levar e deixar levar, porque há coisas que só têm sentido a dois…

domingo, 23 de agosto de 2009

Ah e tal casamentos!!!

Uns amigos meus foram convidados para um casamento de outro amigo. Como os meus aposentos ficavam a meio caminho, combinamos que passariam cá a noite após a festa. Ora lá foram todos contentes, com vontade de encher bem bandulho como é costume nos casamentos. Depois das formalidades, cerimónia e todas essas partes eis que chega a boda. O problema começou de imediato com o lanche, porque aquelas andorinhas em vez de irem buscar qualquer coisa para comer preocuparam-se antes em arranjar algo para beber. Conclusão, tudo o que estava na mesa do lanche desapareceu em menos de nada, lá sobrou um pastelinho ou outra coisa que tal para enganar a fome, porque para o jantar estava preparada uma grande mesa onde se destacavam dois leitões assados, colocados estrategicamente como se de dois troféus se tratasse. Acabado o lanche veio toda a festa, dança, para fazer tempo (e abrir o apetite) para o jantar. Os meus amigos lá andaram todos contentes e a barriga já acusava horas, mas de cada vez que olhavam para os leitões lá surgiam forças para continuar. Quase às oito da noite lá se lembraram de abrir a mesa do jantar. Ora a esta hora já andava tudo esganado de fome, e os meus amigos a mirarem os leitões. Uma multidão enlouquecida tomou posse da mesa e em menos de nada tudo ficou limpo.
Por volta das dez da noite chegam-me aquelas alminhas a casa, já eu estava jantado ao tempo e digo-lhes:
- Bem nem lhes ofereço nada que devem vir bem atestados!
Ao que eles me respondem:
-Estás maluco, manda lá vir aí uma pizza que estamos com uma fome do diabo!
Lá me contaram que quem organizou o casamento foi assim um tanto forreta. Quando conseguiram chegar ao pé da mesa já pouco apanharam. E os leitões? Sumiram-se num ápice, até os ossinhos desapareceram!
E foi vê-los agarrados às fatias de pizza que nem dois lobos a trinchar as suas presas, até metiam medo e pareciam rosnar de cada vez que eu olhava para a pizza!
Pois é, quem manda pensar que os casamentos são só fartura! Apanharam foi uma grandessíssima barrigada de fome! Quem os manda ser garganeiros?

sábado, 22 de agosto de 2009

Mais um!


Este blog recebeu outro mimo, gentilmente oferecido por esta menina! Muito Obrigado!:)

Palavras


Há palavras que não saem da nossa boca no momento certo, ou não saem de todo, porque simplesmente não as conseguimos proferir. Da mesma forma há palavras que não saem das nossas mãos e dedos. Ficam ali, pendentes, numa miríade infinita, a colidirem umas contra as outras no nosso cérebro, no nosso coração. Algumas que nem som ou grafia possuem, nem ainda foram inventadas, criadas ou sequer sonhadas, cuja combinação de outras tantas já existentes pouco se aproxima do que se quer expressar; palavras que pesam, dilaceram, corroem, mas tornam-nos especiais porque poucos as sentem, poucos sabem que existem. Palavras que percebidas por outrém criam laços inseparáveis, criam sorrisos e lágrimas, originam outra forma de comunicação que vai além da compreensão.
Há palavras assim, surdas, mudas, cegas, sem nome ou indentidade, mas que se sentem somente…

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ajudar


Por vezes quando se quer ajudar mesmo não se sabe o que dizer em concreto e são os chavões, põem-se paninhos quentes, usam-se os lugares comuns, a demonstração que os nossos problemas são ainda piores, enfim usa-se tudo e mais alguma coisa. Tenta-se reconfortar e entra-se numa desorientação à procura do que parece ser mais acertado mas nem sempre se encontram as palavras, as frases, o olhar, a própria confiança que permita de alguma forma convencer alguém a sair do buraco, que permita trazer das lágrimas um sorriso…no entanto a única coisa acertada a fazer é simplesmente ouvir, ouvir mesmo, com atenção, ou pelo menos tentar e falar de outra coisa qualquer somente para empurrar as nuvens que semeam a angústia para outro lugar.
Ajudar nem sempre é fácil quando o melhor que temos para oferecer é mesmo o silêncio e pouco mais que isso. De qualquer forma o altruísmo é sincero mesmo quando achamos que pouco servimos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

É estúpido...

...quando achamos que perdemos aquilo que nunca chegamos a ter…e ainda mais estúpido é acreditarmos, nem que seja só por breves momentos, que vamos alcançar o que nos impossível obter…

Por vezes...


....tenho a mente tão ocupada, recheada de sonhos e ilusões, frustrações e suposições, que quase me é impossível respirar, como se os meus pensamentos extinguissem todo o oxigénio à minha volta…

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Porquê


Porque teimamos sempre no negativo, no sombrio, nas trevas? Porque não deixamos a luz abrir-se para nós? Porque não deixamos de querer ser melhores e apenas aceitamos aquilo que somos, aceitamos a vida como ela é, deixar-mos de depender dos outros para a nossa felicidade? Porque não recusarmo-nos a aceitar mudanças apenas para satisfazer quem nos rodeia? Porque não sermos independentes e perdermos a vergonha, a timidez e dizer tudo o que nos vai na alma assim sem rodeios ou divagações como sabemos por vezes tão bem fazer? Por que não declaramos directamente nos olhos aquilo que sentimos, doa a quem doer, porque a nós dói cá dentro conter tais sentimentos? Porque não ser, no fim de contas, um perfeito enfant terrible, verdadeiro, directo, sem corantes nem conservantes, sem papas na língua ou outros complexos que tais?

Talvez porque…nem sempre é fácil ser, nem sempre o conseguimos ser, nem sempre percebemos que o somos…mas conseguimos, conseguimos sempre superar a dor por mais que ela arda, porque mais que queime, por mais que nos dilacere, porque somos realmente quem somos!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Expressão


Nem sempre tenho algo para dizer, porque não sei como, porque não quero, porque não consigo ou por outra razão qualquer que me escapa. Por vezes falar ou escrever é isso, um silêncio de ideias ou expressões que retumbam em mim, numa turbulência interior de coisas que por dentro pululam sem nexo e como tal se anulam traduzindo-se o caos em nada, num vácuo onde alguns ecos sem importância ressoam, não por força da sua importância, mas por força da sua inércia.

Sempre me disseram que quem nada tem para dizer é melhor ficar calado…

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Solidão


Há quem esteja sozinho por necessidade, por vontade própria ou ainda devido a uma conjectura que pode ser derivada a várias circunstâncias que envolvem o próprio indivíduo e o que o rodeia. A solidão é um momento de reflexão, de se pensar a vida, aquilo que somos, o que queremos e para onde vamos. A solidão é esse espaço cósmico onde os sonhos parecem distantes mas ao mesmo tempo é o lugar onde estes se formam e reforçam. A solidão permite-nos procurar e sermos encontrados. A solidão mantém um campo de opções em aberto, sem que para isso sejamos obrigados a escolher, a tomar uma decisão, sem pressas ou pressões. Contudo há quem se vicie na solidão, quem prefira ficar no seu conforto para justificar a falta de tudo, criando expectativas demasiado altas para não ter de abandonar esse estado, mas ao mesmo tempo abominando-o por se encontrar fechado nele. A solidão não é um estado de chegada mas um estado de partida e por isso só faz sentido se tiver um final.

domingo, 16 de agosto de 2009

É fácil...

...esperar quando se sabe o que está para vir...

Probabilidades


Provavelmente darei mais desilusões aos outros do que alegrias. Serei menos do que esperam e mais do que não esperam. Direi e farei aquilo que não é o mais indicado e acertado. Acabarei por me mostrar seguro naquilo em sou inseguro e inseguro naquilo que tenho certezas.

Provavelmente tentarei com todas as minhas forças ser melhor do que aquilo que penso ser, esforçar-me-ei por cativar, por ser especial, por chegar onde mais ninguém chegou, por ultrapassar tudo o que foi feito e atingido, mesmo sabendo que nunca o conseguirei ser ou fazer.

Provavelmente bastaria ser eu próprio para atingir tudo o que quero, mas isso parece-me tão pouco, tão insonso, tão normal, mas provavelmente é aí que realmente reside alguma da matéria que me torna especial, que me torna genuíno e quiçá interessante.

Provavelmente não entendo metade daquilo que sinto ou escrevo, mas por maiores que sejam as probabilidades no que quer que seja não me vou preocupar com elas, nunca…

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Em alegre conversa com uma amiga ela diz-me:


- Ora, vocês homens só querem realmente uma coisa das mulheres!

Só uma? Se assim fosse estava eu descansado!
Não, não quero uma, duas, três, quatro ou cinco coisas. Quero mais do qualquer número pode conter, mais do que uma substância ou matéria que possa ser quantificada. Quero algo que não sei definir mas que é imenso, que não é racional mas mexe com todos os neurónios do cérebro. Aquilo que quero é por isso incomensurável, mas talvez por isso não obtenho…

[Esta era a resposta que deveria ter dado na altura, ao invés disso apenas não concordei, mas sem argumentar, porque ao momento não tinha pensado no assunto, embora a resposta estivesse cá, difusa e a latejar no meu interior...]

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Enganos


Engano-me muito. A escrever, a falar, a pensar, a escolher, a fazer, a sentir, enfim, em praticamente tudo o que se depara nesta coisa que é a minha vida. Embora não me engane sempre o facto é que acontece mais vezes do que gostaria, umas vezes por minha própria culpa, outras vezes por culpa alheia e outras porque simplesmente acontece. E pior, sempre que quero enganar o engano mais depressa me engano. Somente quando penso que me vou enganar, quando faço tudo de cabeça tranquila, sem pressões, sem nada para me distrair, focado e atento as coisas correm melhor, mas mesmo assim vejo o engano ali, a olhar para mim e a sorrir, como que a convidar-me, a seduzir-me para me deixar ir. Sim, porque o engano anda sempre no meu encalço, fosse um insecto mandava-lhe um sapato, mas que fazer, há coisas assim que não vale a pena forçar, alterar, apenas deixar acontecer, porque parecem estar inscritas num qualquer gene do nosso ADN, fazem parte da nossa carne, do nosso ser, da nossa vida, não fosse eu apenas humano! Mas se umas vezes por outras pudesse ser mais…sei lá, máquina? gostaria! E a gerência agradecia!

[Porque desatar nós que aparecem devido à trama tecida por enganos é o que perco mais tempo a fazer!]

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Encontros e devaneios


Encontro-te todos os dias. Nos meus sonhos, nos meus pensamentos, nas minhas ilusões e devaneios. Procuro-te onde quer que vá, onde quer que esteja. Não vejo o teu rosto, não preciso, porque te sinto por aí, algures, a povoar o vazio da minha vida, a solidão da minha existência. Sei que existes, sinto o teu sorriso, a tua alegria, o teu calor, o teu sangue a pulsar num mar de tranquilidade. Sei que um dia te tornarás real. Sei que onde chego tu sais. Sei que onde saio tu entras. Sei que se te procurar não te encontro, porque serás tu a encontrar-me. Sei que nos desencontramos eternamente, mas um dia o mundo vai parar e quando isso acontecer vais olhar para mim, vais-me ver e eu vou-te ver, ambos pela primeira vez. Esse momento será único, será mágico, será eterno e eu aguardo-o. Entretanto vou abrindo e fechando portas, vou alterando rotas e criando cenários. Mas sempre vislumbro o Sol e o céu estrelado, porque sei que lá nos encontramos todos os dias…

Mimo Fresquinho!

Oferecido por esta menina! Este enfant agradece a gentil oferta! Muito Obrigado!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

E no seguimento do post anterior...


...dizia-me um amigo meu hoje, que já se divorciou e entretanto voltou a casar, que a sua primeira relação falhou devido a um choque pós-casamento. A outra parte, segundo ele, pensava que o casamento era outra coisa, teria outro sabor, mas no fim só se saldou na ilusão. Ora há pessoas que vivem a sonhar com uma relação que culmine em algo, mas se é preciso culminar em algo, depois disso o que há? Uma relação deve ser construída a dois, ir crescendo, sem pressas nem pressões, em mútuo acordo, naturalmente, com picos de êxtase pontuais para não se cair na rotina, sem grandes metas mas com pequenos objectivos diários que arranquem um sorriso terno a ambos. Muitos casais namoram e continuam a namorar depois de casar. Acho que é o exemplo perfeito. Para quê deixar de fazer uma coisa que ambos gostam apenas porque muda um patético cenário jurídico?

Contudo numa relação é preciso deixar para trás algumas coisas, entregar parte do nosso ser para podermos receber o outro. Todos gostaríamos de ser sempre crianças, mas o crescimento obriga-nos a alterar o nosso comportamento e valores, mas em troca temos novas sensações, novas experiências e abrem-se novas perspectivas.
Assim como na vida deveríamos crescer com uma relação, deixar-nos ir, para podermos saborear tudo o que ela tem para oferecer. Quando nos envolvemos com alguém tem de ser para valer, não para fazer de conta, se assim for o resto são pormenores!

Egoísmo


Fala-se muito de como as relações não funcionam hoje em dia. Acusa-se tudo e todos, os homens porque são homens, as mulheres porque são mulheres, a televisão, as revistas, os filmes, as noticias, os tempos, o clima, as finanças, o vizinho do lado, enfim tudo e mais alguma coisa serve para justificar os motivos de quebra de união entre duas pessoas.
Tenho para mim que a principal causa do fim das relações resume-se a apenas uma coisa – Egoísmo! Já pouca gente pensa primeiro no outro e depois em si. Resultado dos tempos, não. Sempre houve e sempre vai haver. Talvez agora haja mais, mas cada um é aquilo que é por força do seu ser, educação e decisões. Portanto cada um escolhe para si aquilo que pensa ser o melhor, o que nem sempre significa uma vida a dois. Se calhar alguns deveriam ponderar o que querem de uma relação, porque se for somente para satisfazer o interesse pessoal então é melhor reformularem os objectivos, porque de outra forma a coisa não funcionará!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sleepy


Raros são os dias em que não acordo como um zombie, porque tenho aquela hora para me erguer, para despertar, para entrar em actividade. Gosto de acordar quando tenho de acordar, sem o relógio a dar-me ordens, sem a responsabilidade ou as tarefas diárias a clamarem pela minha presença. Como é bom dormir sem ter um tempo para acordar, sem ter preocupações para satisfazer, porque só assim é que faz sentido dormir, de outra forma parece um sacrifício que fazemos sem nunca ficarmos saciados!
E espreguiçar depois, ui, isso sim, sabe bem! Já que não se pode dormir tudo, pois que se espreguice, boceje o resto do dia! Bem sei que não são das coisas mais educadas para se fazer, em particular no meio de outras pessoas, mas sabe tão bem!

Afinal de contas é Segunda-feira! É uma boa desculpa não?

...

Porque será que há coisas tão fáceis de escrever, mas tão difíceis de dizer?

domingo, 9 de agosto de 2009

Memórias


E quando, estupidamente, desenterramos algo que pensávamos que estava enterrado por ter sido bom, por ter sido mau? Hás vezes abomino a minha memória, as minhas lembranças, mesmo aquelas que são doces, porque me fazem sentir falta daquilo que não tenho neste momento, porque me fazem perceber o quanto longe uma vida está de ser tranquila e serena. Porquê lembrar algo que foi bom ou nos fez doer? Porquê procurar no passado aquilo que nos falta no presente se isso vai apenas piorar o que já sentimos? Há memórias assim, que deviam ser enterradas para sempre, ficar estanques sem derramar ou evaporar, detidas em algum lugar de onde nunca deviam sair para não virem ao de cima e envenenar a nossa vida…

sábado, 8 de agosto de 2009

Porque será...


...que há coisas que fazemos sabendo que nos vamos arrepender e no entanto arrependemo-nos igualmente se não as fizermos?

Pretensões


Quando quero adquirir qualquer coisa estudo o caso, analiso as opções, verifico, comparo, faço toda uma série de diligências para tentar obter o que mais me convém, de acordo com o que supostamente pretendo e com aquilo que estou disposto e posso oferecer. Se por um lado parto com uns certos parâmetros, rapidamente, depois da primeira avaliação, altero os mesmos e continuo a altera-los, sempre para valores superiores aos iniciais, o que torna a decisão final cada vez mais difícil de tomar, o que me afasta do objectivo inicialmente previsto.
Diria que quando se quer algo parte-se de uma base simples, mas depois ao apercebermo-nos que se pode ter melhor por mais um bocadinho começamos a subir degraus, degraus que antes não existiam, não víamos, nem estávamos dispostos a subir. O problema é que se chega a um ponto em não conseguimos subir mais mas também não queremos descer e caímos nessa indecisão que nos torna estáticos, nessa luta interna por aquilo que pretendemos e pensamos que vamos obter, contra aquilo que estamos dispostos e conseguimos dar, , o que nos leva a ficarmos perdidos nesse conflito e por conseguinte a nada obter.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pensar e sonhar


Pensar é o contrário de sonhar. Sonhar é sentir, pensar é raciocinar. No meu caso acho que misturo as duas coisas. Penso que sonho, sonho que penso e depois nunca sei muito bem em que acreditar, se na realidade que a razão me transmite, se na ilusão que o sonho me provoca. Sei que penso demasiado, mas ao mesmo tempo sonho demasiado para compensar. Tudo o que me vai na minha cabeça é este misto, talvez por isso não consiga ver, não consiga atingir a clareza e interpretar correctamente o que me acontece, o que está à minha volta, quem está à minha volta, a minha própria vida. É tudo um cinzento pouco nítido, mistura de contrastes. Se sonho acordado? Sonho. Se penso a dormir? Penso. Se isso faz de mim alguém melhor ou pior? Não sei. Se isso me dá respostas? Não, apenas perguntas e dúvidas. É a isso que tenho direito e nada mais...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Azedo

Por vezes sinto-me azedo, sou azedo, comigo, com os outros, com tudo o que me rodeia, com tudo o que penso, com tudo o que sinto. Momentos há em que o fel parece subir-me à garganta, ao cérebro, fazendo-me ver tudo negro, tudo sombrio, como se as trevas tomassem conta de mim. Nessas alturas uma lágrima nasce ao canto do meu olho mas não se derrama, fica ali, parada, estanque, como que a ameaçar-me, como que a brincar comigo e eu pergunto-me então se merecerei ter sorte em algum momento da minha vida com todo esse caos que circula dentro do meu ser, com toda essa raiva e consternação que contenho no meu interior que alimentam essa coisa acre que me varre, por vezes em grandes rios, por vezes em pequenas gotas, que nem sempre consigo neutralizar, porque nem sempre há doçura suficiente à minha volta e para o fazer...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Do not touch!



Há gente que quando vai a uma loja, seja ela de que tipo for, toca, mexe, remexe, desalinha, tacteia, enfim porta-se com a maior das naturalidades como se tudo estivesse ali para esse efeito. Eu não condeno, muito pelo contrário, também gostaria de fazer o mesmo. Sim gostaria e porque não o faço? Porque a coisa corre sempre mal. Sempre que passo junto de expositores de máquinas fotográficas ou telemóveis, tanto uns aparelhos como os outros estão ligados com um cabo que parece assegurar que o objecto não desapareça sem dar sinal de alarme. A única vez que me dignei a tocar em semelhante objecto (e foi ao de leve) dispararam os alarmes, então, como bom conhecedor de Pavlov, nunca mais voltei a tocar em semelhante artigo.




Aqui há dias deparei-me com um casal que estava de volta das máquinas digitais e quando agarraram uma delas pensei logo “lá vai começar o alarme!”, mas não, não apitou nada e eles eram brutos, não só tocaram, como retiraram diversos aparelhos do sítio, chegando mesmo a esticar o cabo que os prende e nada. Tudo sereno e tranquilo.




Eu deixei-me ficar quieto até eles irem embora e depois com o terreno livre lá fui todo contente “ver melhor” com as mãos os artigos expostos. Não demorou um segundo, ao mínimo contacto que fiz, disparam os alarmes!


Triste sina a minha, mexer não é mesmo para mim!
(E nem para larápio tenho vocação!)

És Feliz?


Há muito tempo atrás fizeram-me esta pergunta simples, directa e curta da qual não estava à espera e que me arrasou. Porquê? Porque não soube o que responder, mas agora penso já saber:
- No dia em que souber onde estás e olhares para mim serei feliz!

No entanto, ainda pondero se será esta a resposta definitiva.
E vocês, sabem o que responder? Se é que há resposta possível!



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mais un petit grand prémio!

Oferecido por esta menina e por esta menina! Muito Obrigado!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Arrebatamentos




Há mulheres que nos arrebatam! Mulheres que somente com um olhar, um sorriso, uma presença, uma palavra ou expressão nos arrebatam. E nós o que podemos fazer? Nada. Temos de ficar ali, parados, porque essas mulheres carregam uma luz que encadeia, deixando-nos cegos, com vontade de reagir mas ao mesmo tempo sem reacção, sem palavras, sem raciocínio, apenas e só vislumbramos, sorvemos esse momento, esse perfil, essa coisa que nos atrai e vai muito mais além do que a simples matéria que a compõe. É nesses momentos que gostaríamos de reagir à altura, de fazer parar o tempo à nossa volta, de confiar o suficiente para nos levantarmos, chegarmos perto e, assim, sem mais, sem palavras, apenas com o gesto, seguindo uma linguagem primitiva, mas ao mesmo tempo mais verdadeira e profunda, pagarmos com um intenso beijo todo esse arrebatamento, sem temermos a negação ou a surpresa, porque nesse momento é a nossa vez de arrebatarmos, de fazer pulsar o sangue nas veias, de descobrirmos e sermos descobertos...

...


O amor faz-nos voar, a dor faz-nos continuar...ou talvez as coisas não sejam assim, dolorosamente simples!

Welcome...


Tenho um colega no trabalho que está sempre a dizer: "Welcome, Welcome to Treblinka!".
Depois de chegar de férias começo a considerar que essa frase faz todo o sentido...que vontade!

domingo, 2 de agosto de 2009

Perguntinha


Há pessoas do sexo feminino, que por força do trabalho, se cruzam constantemente comigo e dado que demonstram simpatia eu pago na mesma unidade. Depois reparo nos olhares maliciosos que me observam.


Porque será que toda a gente vê sempre segundas intenções na simpatia?

Politiquices a mais!


Muito se tem falado do suposto convite do PS à Joana Amaral Dias do BE. Confesso que não fosse a Joana Amaral Dias uma miúda bonita e atraente a coisa não me interessaria, nem a mim nem provavelmente à maioria dos homens que, como eu, não ligam à política, tal é o degredo que lá vai. Por isso vou abordar o assunto de outra perspectiva. Ora diz que alguém dentro de PS convidou uma menina gira do BE para as listas. Temos logo aí dois pontos, primeiro: menina gira, segundo: convite. Se eu fosse um politico com olhos e com vontade de convidar alguém de um partido da concorrência para sair o que fazia? Um convite para sair assim do nada? Ou um convite para o partido? Já se está a ver não é, depois a Joana entrava para o partido, ficava muito agradecida, o seu padrinho todo inchado, tinha a menina à mão de semear com uma espécie de "dívida” para pagar e pimba, engate garantido! Pois no mercado é a feijões, no deserto é a camelos, nas finanças em acções e claro está na política a coisa é feita a tacho!

O problema é que a coisa correu mal, a menina, não só recusou como foi contar e agora é o sarilho! No fundo no fundo, a meu ver, esta história foi só um engate mal sucedido, por isso não venham cá com politiquices que a eu não acredito! E já agora não se esqueçam da importância deste assunto para o progresso e desenvolvimento de Portugal!

sábado, 1 de agosto de 2009

Estrelas


Gosto de olhar as estrelas. Gosto de olhar o céu nocturno e perder-me nele. Nesta semana em que estive de férias pude passar o final de algumas das minhas noites encostado ao carro a olhar para o alto, tendo o mar e a cidade lá em baixo a fazer-me companhia. Não percebo grande coisa de constelações, sei o básico, mas não é algum fascínio cosmológico que me leva a olhar para cima, é algo que não sei explicar, uma sensação de ser pequeno e ao mesmo tempo grande, uma pequena esperança, uma procura de respostas ou simplesmente uma contemplação que me faz sonhar. Quando o faço sinto-me um ser único, como se só eu olhasse as estrelas e elas apenas me iluminassem a mim. Faço-o sempre sozinho e embora me sinta algo preenchido, não posso deixar de sentir falta de alguém ao meu lado para partilhar este pequeno prazer. Imagino quantos estão a fazer o mesmo que eu, ao redor de meio globo, quantos contemplam o universo apenas por contemplar, quantos sonham apenas por receberem a luz esparsa e difusa das estrelas, quantos estão assim como eu, sós, à procura de algo que não sabem o que é ou o que será, ou se será. Serão muitos, serão poucos, não sei, mas só o facto de o imaginar dá-me a sensação que talvez não serei o único tolo a faze-lo.