sábado, 31 de outubro de 2009

...


Por vezes agarramo-nos a certas coisas e estamos continuamente a pensar nelas por receio de as esquecer, com medo de as perder, porque sentimos que esquecendo ou perdendo ficaríamos mais vazios, mais pobres, mais solitários…

…mas quem sabe, mais libertos…

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Teimosias que correm mal!


Todos temos aqueles dias com muitos planos de coisas para fazer. Coisas simples, complicadas, tarefas que têm de ser feitas mais tarde ou mais cedo. Agenda-se, prepara-se, define-se tendo em conta a melhor distribuição de tempo possível de modo a não sobrecarregar todo o planeamento num único dia, semana ou mês. Pois acontece que quando chega o tal dia que havia sido minuciosamente estabelecido para o realizar de uma tarefa e eis que não há qualquer tipo de vontade para a realizar (sim, que isto das vontades tem muito que se lhe diga!) e depois reagenda-se para outro dia e sentimo-nos um pouco superiores por no fim de contas parecer que nada nos pode obrigar a “fazer” simplesmente porque não nos apetece e achamo-nos muito senhores de nós próprios, quais almirantes que sabem guiar o seu navio. Mas eis que chega o último prazo, o deadline e percebemos que se somou tudo, muita coisa e nenhum tempo, começa o nervosismo, o stress, a indignação do porquê não ter feito antes e toca a dar cabeçadas na parede. E a superioridade? Ah pois, foi-se!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A realidade das coisas

Os desejos deviam ser mudos, surdos e cegos, porque de cada vez que resultam num suspiro, num som ou num olhar acabam sempre por se revelar exactamente o oposto…

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ontem ouvi dizer:



"Uma paixão emotiva é sempre fugaz!"

[Será?]

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Isto das más línguas...


E é no meio de uma conversa com uma colega de trabalho que descubro que tenho uma fama inesperada! Acabo de descobrir que corre nos corredores que andei "embrulhado" com ela e ainda com uma outra! Se de um caso já tinha ouvido um zum zum, do outro fui completamente apanhado de surpresa, tanto mais que em ambos os casos só tenho boas relações de amizade (e não são coloridas!). Ora, agora começo a ponderar, com a fama que para aí corre e tendo eu mais grandes amizades com outras colegas de trabalho, se calhar também andei “embrulhado” com elas ou outras que desconheço! Pois, parece que sou o "galo" cá do sítio e nem sabia...ora isto!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por vezes...


...tenho a sensação que os outros esperam mais de mim, mas ao mesmo tempo sinto igualmente que posso dar mais, muitas vezes não sei é como…

domingo, 25 de outubro de 2009

Não me tirem o papel...


As empresas de transporte (bem como outras) hoje em dia, têm uma maquineta onde temos de assinar em como recebemos alguma coisa. Não gosto de fazer assinaturas, mesmo que sejam somente uma rubrica, naquele formato digital. Já com o cartão do cidadão e o passaporte é a mesma coisa, temos de gatafunhar a assinatura num pequeno pedaço de papel sob uma superfície muito dura, sendo que o papel só lá está para vermos o que fazemos. Escrever para mim pressupõe papel e não é uma folhinha fininha ou um vidro de plástico cheio de cristais líquidos. Embora goste e já não possa passar sem a tecnologia de hoje em dia e tire usufruto de todas as suas potencialidades, acho que certas coisas têm a sua graça por serem como são. A escrita é daquelas coisas que pressupõe mais do que somente um gesto intelectual, tem de ser acompanhada da motricidade fina, aquela que está presente e é desenvolvida pelo tacto, pelas mãos e não é igual à escrita num teclado de computador por exemplo. Agora começo a ver nas salas de aula colegas meus que em vez do velho caderno levam um pequeno laptop e lá vão fazendo os apontamentos…não sei, acho estranho! Mas também confesso que gosto igualmente de escrever no PC, mas pelo prazer da escrita, não tanto pelo prazer do próprio gesto que é escrever. Só espero que nunca me tirem o prazer de sentir a caneta ou o lápis a definir traços ao comando dos meus dedos sob uma superfície macia de papel e sentir o evoluir das suas formas por entre linhas azuis, por muito menos apelativo que fique no final, por menos rápido que seja ou limpo, o certo é que aquelas marcas são minhas e só minhas e o papel com a sua textura ímpar uma melhor testemunha por mais defeitos e frágil que seja. E isto é válido para a maior das cartas como para mais pequeno post-it. O papel dura séculos se conservado, os bits podem ser apagados da face da terra com um simples toque, mas acima de tudo o que se escreve em papel é individual, é pessoal, é uma extensão nossa, a nossa imagem, mais pela forma que fica ali preservada para todo o sempre.
[Pelo andar da carruagem, com Magalhães e coiso e tal, ainda a miudagem deixa de saber escrever!]

sábado, 24 de outubro de 2009

Conversas de parvos!

Estava eu à porta de uma sala de aula a fazer tempo para o começo da mesma, quando de súbito chega uma senhora dos seus cinquentas que nunca vi mais gorda. Passa por mim, mete a cabeça na sala vazia, olha umas três vezes e volta-se com uma postura que considerei um tanto altiva, perguntando-me:
- Olhe a aula é aqui?
- Depende, qual é a cadeira?

Sim responder a um pergunta com outra é sempre desarmante, mas foi uma pergunta legítima, digo eu! Mas eis que me surpreende a inépcia que só confirmou aquilo que parecia ter notado antes, pois a senhora parece não ter percebido a reposta/pergunta:
- Mas não sabe se a aula é aqui? Isto assim é impossível, ninguém sabe nada!

E volta-se e vai embora, ficando eu sem expressão e um tanto com aquela impressão de “devo estar a sonhar só pode!”

Será impressão minha ou anda por aí muita gente parva?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

...

Não procuro o amor, ele é que me encontra e de cada vez que isso acontece deixa-me sempre desarmado e com um nó na garganta…

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não gosto...

...de dizer o que sou, gosto de ser o que sou!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sonho #2



Hoje senti a tua falta ao meu lado. O teu perfil que imagino ali, exposto na minha margem, era apenas vácuo, nada. Nem a mais poderosa imaginação que eu consigo conceber, nem o mais radiante sonho que consigo produzir deu-te vida, deu-te cor, deu-te corpo. Apenas e só o silêncio e o espaço vazio estiveram ali a rirem-se para mim, a dizer-me o quanto sou tolo por alimentar ilusões cujos valores são tão só isso, etéreos e inócuos, mas que de alguma forma me dão esperança, me fazem continuar, numa procura sem fronteiras definidas, numa luta que me esforço por alimentar, qual fornalha que cospe fogo por entre as minhas vísceras e consome todos os pensamentos, toda a razão e sanidade que tenho ou penso ter…

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desejos


É terrível aquele desejo de querer muito algo num dado momento, como se isso nos fizesse mesmo muita falta e nos fizesse imensamente felizes, para depois, quando finalmente se obtém, se colocar de lado como se já nada significasse. E perguntamo-nos então o porquê de toda a ânsia que se sentiu. No fundo nunca deixamos de ter alegrias baseadas apenas naquilo que queremos alcançar, obter e ter como nosso. Talvez por isso pense sempre duas vezes antes de obter algo, porque para se ser feliz é preciso desejar antes e continuar com um sorriso nos lábios depois, de outra forma será tudo mais uma ilusão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Je ne sais quoi


Gosto de mulheres inteligentes, bonitas, simpáticas, equilibradas, elegantes, com sentido de humor, cultas, boas pessoas, mas depressa troco tudo isto por aquelas que têm aquele je ne sais quoi


[E se tiverem um je ne sais quoi e as restantes características então…bem então é ouro sobre azul, a apoteose! Mas não, não é a cereja em cima do bolo, porque para isso falta um elemento fundamental que é gostarem muito de mim…]

domingo, 18 de outubro de 2009

Tempo que muda...

Durante a minha infância nunca me preocupei muito com o facto de um dia vir a ser adulto, aliás a minha preocupação era ter de um dia ser adulto, que a meu ver era a coisa mais chata do mundo. Talvez por isso sempre que me perguntavam o que queria ser quando fosse grande encolhesse os ombros, estava lá preocupado com isso, era só que faltava! Essa questão era para mim muito longínqua. De certa forma agora que olho para trás, acho-me mais sábio naquela altura do que hoje em dia, porque o meu interesse era viver o dia, sem me preocupar com o futuro e não conhecia outra definição para a minha existência que não fosse a felicidade…

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Superstições


Tenho alguns amigos supersticiosos. Todos se afirmam supersticiosos, nem muito, nem pouco, apenas e só supersticiosos. Uns implicam com umas coisas, outros com outras. Eu, como é de esperar, pouco ligo a essas coisas, mas já tive à conta destes amigos de ir por outra rua, mudar de direcção porque estava um gato preto a passar no caminho. Isto vem a propósito de ontem me ter cruzado exactamente com três gatos pretos, e a um deles até fiz uma festa! Ocorreu-me em cada um dos “encontros” pensar que se estivessem comigo estes amigos tal facto teria sido impraticável, ou pior, por ventura estava tudo condenado e o armagedão aproximava-se a passos largos! Não contente e sendo eu um enfant terrible toca a ligar a um deles e contar-lhe o sucedido. E lá vem aquela conversa paternalista, ah e tal tu não brinques com isso, nunca se sabe o que pode vir a acontecer e coiso e tal. Até que finalmente diz-me a única coisa que até podia fazer sentido: - Depois não te venhas queixar que tens azar com as mulheres!

Ok, se a culpa dos meus desaires se deve aos gatos pretos já me sinto arrependido de não ter feito uma festa nos outros dois, porque se os puser do meu lado só tenho a ganhar não?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mono romance


Se por um lado acho que não existes, por outro, quando te encontro és inalcançável. Se não tenho sorte em encontrar, quando encontro não sei como chegar lá! De uma forma ou de outra tudo se resume ao mono romance do costume…

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O sedutor e o tarado!

Se um homem daqueles considerados bonitos, com olhar penetrante, postura confiante, corpo musculado, perfil de modelo passa por uma mulher qualquer na rua e lhe sorri, chamam-lhe SEDUTOR!
Se um homem normal, que nem é feio nem bonito, sem grandes pretensões, passa por uma mulher qualquer na rua e lhe sorri, chamam-lhe TARADO!

[Conclusão “cientifica” de um amigo meu!]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

...

Por vezes pergunto-me se escrevo porque gosto ou simplesmente por necessidade…

Momentos de Síntese


Há alturas da nossa vida em que tudo parece estar a resolver-se, a chegar a um momento de síntese, em que todas as procuras parecem estar a chegar ao fim, todos os horizontes se vislumbram tal é a oferta e a dimensão com que surgem e eis a tão aguardada apoteose ali tão perto de ser atingida. Mas esses momentos são fugazes, são passageiros, partem tão depressa como surgem. Se num tempo parece que encontramos todas as respostas, todas as soluções, depressa porém as nossas mãos ficam vazias, talvez ainda mais do que antes como se toda a matéria projectada à nossa frente se desfizesse em milhares de grãos de areia. Por vezes parece que vários caminhos são possíveis, que várias direcções podem ser tomadas, mas rapidamente percebemos que muitos são apenas miragens e sobra apenas um único, o qual é simplesmente o mesmo em que já caminhamos, mas não é por isso que sabemos onde este vai dar, se é que chegará a algum lado…

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sussurros


Certas coisas só consigo sussurrar ou escrever, de outra forma não seria capaz de as expressar, para além de só assim manterem o seu sentido, alcance, a real dimensão, ou simplesmente não haveria razão para verem a luz do dia nem se transformar em som, em algo vivo e apaixonado que, embora emitido de forma suave tem um alcance muito maior e vibrante sobre quem nos ouve ou lê, ou simplesmente passa ao lado por quase não ser audível ou por ser visualmente pouco atractivo...

Blog perfeitinho!


E quem o diz é a Out of the Blue que me ofereceu este mimo perfeitinho! Muito obrigado!;)

domingo, 11 de outubro de 2009

Curiosidade feminina


Chego à conclusão que a melhor forma de “captar a atenção” das mulheres é despertar-lhes a curiosidade. Mesmo que não se tenha nada de especial (ou nada mesmo!) para dizer, basta enviar um - ah se tu soubesses o que eu sei... - e pronto, ficam ali de roda de nós e não nos largam, em especial se quando emitimos a frase mestra e depois fugimos! Não é preciso esperar muito, e quando damos conta temos o caminho “bloqueado” por alguém que “morre” de curiosidade e nos chama de mauzinho por não contarmos. Recusamo-nos, dizemos que infelizmente não se pode dizer e eis que surge a apoteose do processo, um vá lá, vá lá, conta lá, a que não conseguimos resistir e nos deixa de sorriso nos lábios.

[Quais vozes profundas, qual perfume, charme, simpatia, inteligência, sentido de humor, penteado ou porte atlético, começo a ter para mim que a curiosidade feminina é mais forte do que isso tudo e eu não resisto a utiliza-la para a brincadeira!]

sábado, 10 de outubro de 2009

Deep...


A profundidade daquilo que dizemos deriva do que sentimos, da euforia ou desespero que nos provocam as emoções, as quais são no entanto muitas vezes renegadas para o nosso silêncio, ficando a germinar dentro nós impulsos que mais cedo ou mais tarde vão aparecer, com diferentes formatos, que tanto se podem manter fieis ao sentimento inicial, mais carregado ou mais leve, ou então transformado no seu oposto, e sempre que isso acontece é uma verdadeira perda…

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Coisas que me metem nojo...

Estou eu numa das suas andanças de Bus, sentadinho e completamente alheado nos seus pensamentos, quando de repente sinto que algo pequeno saltava no ar na minha dianteira. Nesse momento desperto para a realidade que se passava à minha volta. Uma mulher que ia sentada à minha frente lembrou-se que ali, num autocarro razoavelmente cheio de gente, era um bom local para cortar as unhas. E ainda por cima, de cada vez que efectuava a tarefa, a “escória” resultante saltava em todas as direcções, inclusive para cima das outras pessoas. Já não bastava isso, volta-se para a filha pequena, que ia sentada ao lado e diz – Vá, agora vamos cortar as tuas…

(É assim se criam gerações de porcos imundos que confundem os transportes públicos com as suas casas! Felizmente que o ângulo de corte fez com que nenhum dos “restos” viesse para cima de mim, mas o mesmo já não posso dizer de quem estava mais à frente!)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Parece que este blog é doce...


Pelo menos é que diz a malinha viajante que me ofereceu este doce mimo, o qual eu muito agradeço! Obrigado!

O momento mais difícil


O momento mais difícil é perceber que se esteve tão perto e na realidade está-se cada vez mais distante...


O momento mais difícil é sonhar que algo podia surgir, que podia acontecer, mesmo contra todas as expectativas e afinal é tudo ilusão, que ainda assim alimenta a pequena centelha da esperança...


O momento mais difícil é pensar que nunca se vai ter nada, que é impossível e quando estamos convencidos eis que surge o rasgo de um caminho meio sombrio e encoberto por névoas, o qual não se sabe como percorrer...


O momento mais difícil é não saber se algum dia tudo começará, sem ser somente na nossa cabeça…

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E...



...abro a janela para a noite. Respiro fundo e suspiro. Vejo as estrelas e procuro constelações. Nascem sonhos na minha cabeça, geram-se ilusões. A única coisa certa que tenho é saber que o cosmos abraça tudo com a sua luz. Sentir esse abraço é saber que estás ali, reflectida nos céus, o teu rosto, o teu corpo, a tua mente, os quais procuro sem cessar, os quais ouso imaginar e quase tocar com as pontas dos meus dedos. Mesmo que os teus olhos nada vejam além do horizonte, mesmo que estejam fechados à noite que acontece acima de ti, a luz é minha cúmplice trazendo-te para o meu alcance, ainda que seja apenas pura energia que brilha diante dos meus olhos e incendeia a minha mente, que cada vez mais se perde no infinito do espaço e dos meus sonhos…

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Coragem e loucura

Eu não sou corajoso. Tenho alguma loucura, o que por vezes é confundido com coragem, mas a coragem é algo maior que a loucura. A coragem é consciente e a loucura inconsciente. A coragem sente o perigo, analisa, decompõe, é arriscar sabendo o que se faz. A loucura não. A loucura é entrar sem querer saber se há saída, é colocarmo-nos nas mãos da sorte, é fazer sem perceber, fazer apenas e só porque sabemos que está fora de margem, porque nos apetece e nada mais. A coragem é risco calculado, a loucura é tiro no escuro. No entanto coragem e loucura andam de mãos dadas, talvez por isso se confundam. Ter coragem é chegar e dizer, sendo-se capaz de ouvir qualquer resposta, seja ela positiva ou negativa. Ter loucura é chegar e dizer, sendo-se incapaz de compreender outra resposta senão a positiva, porque a loucura é cega, é surda, é olhar em frente sem se acordar para a realidade a qual é muitas vezes difícil de encarar, simplesmente porque não se tem coragem para tal…

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...

Sinto que tão depressa me “abençoam” como, da mesma forma, me rogam pragas!

domingo, 4 de outubro de 2009

Já repararam...

...na quantidade de tempo útil que gastamos na nossa vida à procura de nós próprios, a pensar e fazer coisas tão pouco interesses sem grande resultado prático? Não que haja falta de coisas para fazer, mas simplesmente porque por vezes especular ou simplesmente andar à procura daquilo que já sabemos onde ir buscar, tentar ver uma nova perspectiva no que já foi visto e revisto milhares de vezes parece ser mais aliciante, qual máscara que nos tapa os olhos.
Por vezes somos assim um poço de burocracia emocional que a nada leva, qual dimensão kafkiana que nos mantém em constante alvoroço emocional e numa suprema letargia física e mental...

sábado, 3 de outubro de 2009

British humor


Muitas vezes, quando penso que já não me conseguem surpreender com nada do que disserem sobre mim, sou obrigado a voltar atrás.

A última foi dizerem-me que o meu humor é seco, caustico, muito britânico… ainda estou para perceber o que significa isso!

[e desconfio que o “britânico” foi um eufemismo que colocaram lá no meio para aligeirar a coisa, pois começaram a ver a minha sobrancelha a levantar…]

Parece que ganhei nota máxima!

E agradeço à Clave_e_Sol o generoso mimo, muito obrigado!
Agregado ao mesmo tenho de postar oito características que considero serem as minhas, aqui vão elas:
-Sou tímido, embora por vezes não pareça;
-Bastante sincero;
-Teimoso quanto baste;
-Paciente, mas fervo em pouca água às vezes;
-Apressado, mas conduzo dentro dos limites legais;
-Por vezes melancólico;
-Com mau feitio;
-E claro, terrible!!!
Quanto a passar este selo, ofereço-o a todos os que passam aqui pelo meu blog!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Encontrar...

...não é o fim único das coisas, é apenas um novo começo que leva a algo, que mais não é que nova procura e desta forma aquilo que nós pensamos que atingimos está, afinal, ainda mais longe de ser atingido…

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sofrer por antecipação

Estão constantemente a dizer-me que sofro por antecipação. Têm razão. Sofro por antecipação estou sempre em constante sofrimento quando quero muito algo e sinto à partida que não o vou obter, ora porque ponho em causa as minhas capacidades ora porque custa-me a acreditar que o que quero é mais do que alguma vez imaginei conseguir. Embora em muitos casos isso seja verdade, também é verdade que outros há em que isso está longe de acontecer, por vezes o que tenho é apenas uma preocupação genuína, um sentido de realismo que me conforta e me deixa os pés bem assentes na terra, para deste modo, delinear a melhor forma de superar um desafio. Sim, porque a vida é isto mesmo, uma série de desafios de diversa dimensão, cujo grau de importância depende apenas e só do valor que lhes atribuímos. Contudo há desafios e desafios, isto é, uns mais importantes ou simplesmente mais difíceis de superar, mas quando, conjugadamente há um desafio importante e difícil, então sim sofro por antecipação, porque é importante, porque é difícil, porque quero superar e não sei como e por mais que me digam que não vale a pena, é algo inato, sobre o qual não tenho controle, mas por outro lado somente quando sinto esse “friozinho na barriga” é que percebo o quanto realmente são importantes para mim algumas coisas. Que fazer, sou humano!