sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Bom ano novo


Mais um ano que termina segundo alguns, segundo as normas contabilísticas do tempo, das referências que alguém algum dia se lembrou de inventar no decurso da história humana. Já fui mais esperançoso ao deixar-me enganar que a mudança civil do ano pudesse trazer coisas novas, boas, alterações dramáticas e positivas ou somente tranquilidade que por vezes não se tem. Mas agora, de esperança ferida, apenas posso fazer o balanço de um ano que passou, com coisas boas e más, como todos os outros anos anteriores, visto que um ano é um tempo demasiado longo para acontecer tudo de bom ou demasiado curto para só acontecerem coisas más. Mantenho aquilo sempre soube mas também esqueço tantas vezes, que as verdades absolutas não existem, que as ilusões não são verdades, mas acabam por ser mais verdadeiras e reais que as verdades, que a relatividade invade tudo com o seu condão e não nos deixa sossegar nem seguir uma linha a direito. Os sonhos permanecem no entanto, são verdadeiros, alimentam as esperanças que a consciência tenta matar todos os dias porque a realidade essa não acontece como tal, é difusa, complicada e ao contrário dos sonhos crava-se na pele sempre que nos enganamos deixando a sua marca indelével que não nos deixa voltar para trás e rectificar o mal feito. Do próximo ano não espero portanto novidades, caminho sereno para o mesmo, consciente e desconfiado mais do que optimista e leve, sei que as dificuldades surgirão, mas também sei que terá coisas boas, que serão maiores ou menores consoante o rumo que tudo seguir. É com base nessas pequenas estrelas, nesses momentos brilhantes, mais curtos ou longos, e apesar de todo o meu discurso um tanto negativo e pragmático que quero desejar a todos que o próximo ano traga mais desses momentos, que se recordarão com saudade e com um sorriso nos lábios num futuro próximo, que durem o máximo de tempo possível, mas queria desejar sobretudo força para que se consigam enfrentar os outros momentos, menos brilhantes da melhor forma.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

...


Anda tudo a anunciar as supostas desgraças para o ano que vem, crise, desemprego, recessão, depressão e aqueles que vão mais longe alegam que é o começo do fim do mundo, que toda a gente sabe que vai acontecer no solstício de 2012 segundo os Maias. Depois os mesmos que só falam nisso, só se preocupam com isso, colocando tónica acentuada na falta de dinheiro andam por aí a esbanjar a rodos, a correr às promoções, a tentar encher a dispensa porque daqui a uma semana é que vamos mesmo entrar em crise! Sim, ainda não estamos mesmo lá, pelo menos assim em definitivo. Que me lembre já estamos em crise desde o tempo da monarquia e não estivemos em crise metade do séc. XX porque era proibido falar nisso entre outras coisas, depois veio a crise mas também a CEE e posteriormente a UE e esquecemo-nos da crise porque na Europa sabem-se governar e não há crise. Agora a crise é Europeia, é mundial, não a tínhamos, não, veio lá de fora e nós claro, como bom rafeiro piolhoso, apanhámo-la novamente! Mas o que acho mesmo piada no meio disto tudo é que depois, apesar de tudo, tentam-nos desejar umas boas entradas, os mesmos que no segundo anterior falavam em crise, querem tudo de bom e de melhor para o próximo ano, rematando depois que apesar da crise, que se tenha tudo de positivo. No meio desta contradição fica difícil de acreditar em tais votos por parte da minha pessoa.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diferenças entre homens e mulheres #3


Elas (enquanto debatiam as potencialidades do objecto): […] é um echarpe! Dá para usar assim e […]
Eu: Echarpe? Então mas isso não é um...lenço?
Elas: Nãoooo!!! É echarpe, vê-se mesmo que não percebes nada disto!!
Eu (baixinho para o outro tipo que estava lá): Para mim parecem-me os restos de uma cortina de cozinha, mas pronto! Deve ser por isso que não é um lenço, é “echarpe”! (risos)
Ele: Estava mesmo a pensar nisso! (risos)
Elas: Vocês estão-se a rir do quê?


[E ainda estou para descobrir se echarpe é masculino, feminino ou outra coisa qualquer!]

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ontem ouvi dizer #4


A vida mais não é que uma corrida constante, ainda que infrutífera, contra a morte.

Concordo em parte mas creio que a vida é algo mais do que apenas tentar iludir a morte sabendo que da mesma não se pode fugir. A vida será isso em parte inconsciente mas também tentar conscientemente aproveitar e aprender a vive-la até ao momento fatídico, pelo menos para mim terá de ser. De outra forma de que valeria tudo se estivéssemos sempre a matutar que vamos desaparecer um dia?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pós-Natal

O que falar a seguir ao Natal? Podia falar de azia, mas como tudo parece mais preocupado nas festividades do próximo fim-de-semana e de como estão os saldos, fico-me para já pelo silêncio que é sempre mais doce e sereno que certos assuntos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Somente para desejar a todos:


Bom Solstício
Bom Dia de Saturno;
Bom Natal;
Boas Festividades Capitalistas/Consumistas;

Bons Almoços;
Bons Jantares;
Boas Reuniões Familiares;
ou apenas Bom Fim-de-semana!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mudar


Pelos outros, ou pela nossa boca em relação aos outros é sempre fácil, possível, mudar. Basta querermos, basta que os outros queiram, como se o querer fosse algo que todos tivéssemos ali pronto para ser activado só porque nos dizem para, só porque dizemos para. É possível, certo, é, mas as dificuldades para tal são mais do que muitas, embora aquilo que somos possa ser limado, mas alterado em certas circunstâncias torna-se demasiado complicado para se atingir na perfeição, ao mesmo tempo que a possibilidade é visível porque em alguns momentos somos mesmo e conseguimos ser mesmo aquilo que se quer, aquilo que queremos ser, felizes, confiantes, caminhando plenos de energia positiva somente porque estamos bem, com o mundo, connosco. Mas são momentos, são fracções, são uma parte, não são o todo, porque o todo é algo muito maior, que vira e revira dentro de nós, que se altera constantemente formando esse universo demasiado grande onde nos perdemos e temos extremamente dificuldade para nos encontrarmos ou definirmos um único caminho, uma única constelação. A vontade existe, sim, existe mas não é fácil coloca-la no activo, nós sabemos, os outros sabem, mas dizemos e ouvimos sempre o mesmo, talvez com esperança que uma palavra externa possa provocar alterações, o encaixe no ritmo certo, mas só com o tempo se pode alterar e nem sempre a consciência é a melhor madrinha para essa mudança, porque as verdadeiras ocorrem quando já estamos lá mas nem nos apercebemos como se chegou a tal ponto.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Indelével


A memória é uma coisa tramada, tanto em nós como nos outros. Quando algo corre bem não deixa marca, mas o que corre mal fica sempre lá!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sentir, saber e perceber


Por vezes sabemos apenas porque sentimos, mas saber não é perceber e quando se percebe por vezes não se sabe, sendo que é preciso saber e perceber para se compreender o que se sente e quando isso não acontece significa que algo falhou no nosso entendimento e apenas se sente, mas não se sabe o porquê, talvez porque sentir é por si só algo que não se pode explicar e se de outro modo fosse nada se sentiria.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Constatação #10


Quando mais se sonha com algo, mais distante se fica da realidade e mais difícil é alcançar o que se deseja.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Do amor


O amor parece ser cada vez mais uma abstracção teórica de algo pouco concreto. Parece que são mais as mentiras que se dizem sobre o amor do que as verdades e tantas vezes somos iludidos quer por umas, quer por outras. No fundo o amor existe quando sentido e partilhado e nesses casos quem o sente pouco se importa em racionalizar o seu significado ao passo que quem aspira pelo mesmo tece inúmeras teorias, divergentes, contraditórias até, onde se mistura mais a ilusão com a realidade do que a realidade com a ilusão, e isto tudo para completar e colmatar de forma artificial aquilo que se gostaria de sentir mas não se sente, porque o amor é um diálogo de silêncios e não um monólogo de ruído.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E se...as mulheres mandassem no mundo?


Há quem diga que se fossem as mulheres a mandar não haveria guerras, pelo menos como aquelas que os homens fazem. Ora perante algumas evidências vejo-me obrigado a discordar. Por isso vejamos, no que toca à união, à camaradagem, os homens são mais dados, embora seja também isso que por vezes os leve a entrar em conflito uns com os outros. No entanto as mulheres são mais competitivas entre si, mais falsas e inconstantes no que toca às suas relações. Quem trabalha ou já trabalhou com mulheres sabe certamente a que me refiro, e isto não parte dos homens mas são as próprias que afirmam que onde está muita mulher junta há sempre caldeirada! No entanto as feministas e afins afirmam que as mulheres é que deviam governar o mundo, dado o seu lado materno e sensível. Pois realmente essa parte das mulheres é agradável, mas esquecem-se por certo do outro lado, aquele que em casos mais graves leva ao inevitável agarrar de cabelos umas pelas outras, sem esquecer a parte das estaladas e unhadas! Transpondo este cenário para o mundo actual, imagine-se que os estados mais poderosos do mundo eram chefiados pelas mulheres. EUA, China, Rússia, França, por aí fora. Inicialmente tudo em festa, com a suposta tomada do poder pelas mulheres, todos sentem esperança num futuro que parece ser promissor, contudo há um certo desagrado por parte da chefe de Estado Chinesa pelo facto de a chefe de Estado francesa ter acesso à última e exclusiva colecção de um estilista famoso. Depois a chefe de Estado da Rússia olha com alguma mal disfarçada repulsa pela chefe de Estado dos EUA, visto que ambas têm um vestido igual, facto que a americana nota julgando que a russa quer-se é fazer ao seu marido que é um antigo militar todo musculado. E assim por diante. Posto isto acho que bastava à impressa cor-de-rosa trabalhar estas histórias para que as mesmas chegassem a um ponto em que, furiosas que estavam e possessas que ficaram umas e outras, sob um qualquer pretexto começariam guerras medonhas! E como quem tem armas atómicas é quase o mesmo que ter um vestido Dior exclusivo, toca de as usar para ver quem é o mais forte e começaria sem dúvida a Terceira Guerra Mundial!
E enquanto isto onde estavam os homens? Possivelmente a apanhar uma bebedeira, a comer uns amendoins e a ver a bola!
Por isso continuo favorável ao governo de alguns países pelas mulheres, mas assim de modo diluído, porque aí sim, no meio dos homens é que as mulheres se destacam pela positiva, pois competem com fracos concorrentes, porque se fosse a competir entre as mesmas, temo sinceramente pelo futuro deste mundo!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Constante


Não sou constante, nem de fases, sou de momentos, mais de segundos do que minutos ou horas, tal como uma onda sinusoidal que vive em eterna mudança de amplitude e frequência e isso sim é a minha constante.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Do emissor


É muito mais fácil desconfiarmos e duvidarmos dos outros do que de nós próprios, tanto que ouvimos o que nos dizem com cautela e desconfiança, mas ao mesmo tempo aceitamos aquilo que sentimos e os nossos raciocínios sem cuidado nenhum, sem passar por um filtro de sabedoria ou tão só de ponderação, sendo que assim precipitamos algumas acções de modo menos atento, as quais têm por vezes consequências que se transformam nos nossos reais problemas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Conversas #7

Ela: Não acredito, estás a fazer duas coisas ao mesmo tempo?!
Eu: Pois…realmente estou…(olhar espantado como se estivesse a fazer algo de mal!)…mas porquê o espanto?
Ela: Porque normalmente os homens, ao contrário das mulheres, só conseguem fazer uma coisa de cada vez!
Eu: Das duas umas ou estou a ficar sobredotado, ou não tarda começam-me a crescer mamas…
[Ora isto..]

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Divagações


E sento-me à frente do pc ou de uma folha de papel em branco. Perante um formato ou outro a vontade parece crepitar dentro de mim como um desejo que se quer expressar só pelo simples facto de o poder fazer. Mas depois tudo aquilo que tinha surgido foge, muito antes de se conseguir passar para palavras escritas, como se a sua essência quisesse permanecer longe dos olhos, longe das marcas que são indicadas pelos dedos, os quais, com tacto e mestria tentam a toda a velocidade apanhar esses pensamentos ainda em queda, que vão e vêm, que aparecem e desaparecem, que cintilam e se apagam como se jogassem às escondidas connosco. E eis que se agarra uma ideia, a qual tem presa a si outras tantas, formando uma sequência com nexo a partir da qual se pode reproduzir algo para a realidade, ou somente ser mais um caminho sem destino, do qual só se obtém mais uma falha, que ficará esquecida dentro de nós e nunca poderá ser expressa.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aquilo que esquecemos


Por vezes perdemos algo e atribuímos a culpa aos outros, à sorte, ao destino, a toda uma série de figuras celestiais, mas acima de tudo aos nossos defeitos e acções. Nessas alturas a única forma de superar é aceitar as coisas como elas são, sendo que em muitas casos tendemos a ter vontade de mudar quando julgamos que parte da culpa é nossa, queremos melhorar, limar arestas, atingir outro patamar por forma a prepararmo-nos para a ocorrência de uma outra idêntica situação. Mas essa tentativa de mudar é também um engano, uma ilusão, uma reacção imediata a um trauma ainda bem presente tendente a puxar-nos para a frente somente o suficiente para que consigamos prosseguir ao invés de ficarmos a cismar na contrariedade que nos ocorreu, para depois, passado algum tempo, quando surge situação igual agirmos de forma semelhante. Tudo porque há coisas que não podemos mudar e outras que por mais que nos tentemos adaptar nunca estamos preparados para as enfrentar. E tantas vezes esquecemos isso.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O Natal dos Hospitais!


O Natal dos Hospitais é aquele evento que me lembro de existir desde sempre. A ideia é boa, levar algum conforto e solidariedade através de uma mostra de em jeito de espectáculo de variedades para aqueles que infelizmente se encontram confinados pelas mais diversas razões aos espaços hospitalares. Contudo a ideia de levar “conforto” e sobretudo solidariedade tem a meu ver alguns pontos que nada têm de positivo e falo como é óbvio das escolhas musicais que normalmente são mostradas. Senão veja-se, a maioria são “artistas” do meio popular os quais nos habituamos a ver durante todo o Verão por essas terriolas fora em festas e até comícios políticos. Logo por aí a ideia de espectáculo de “variedades” pouco trás. Depois temos os artistas que já são prata da casa, gente tão ilustre como Marco Paulo, Ágata e José Cid dos quais nada se sabe (como o pessoal do circo) a não por ocasião deste evento, isto certamente porque provavelmente a maioria dos “fãs” dos ditos “artistas” estão internados em hospitais e deve ser por isso que Marco Paulo interpreta sempre aquela música do “maravilhoso coração”. Pois, é bom que se seja “maravilhoso” mesmo porque se fosse o meu certamente devia deixar de bater com tal apresentação artística!
Obviamente e não generalizando, o espectáculo em si mostra muitos outros nomes da cena artística portuguesa, até para além de músicos, mas parece-me que o grosso vem desse filão musical. E eis que surge a minha pergunta: Será aquilo uma forma para induzir à cura acelerada a quem está ao vivo a assistir? Sim porque ter de assistir a uma sessão non stop de espectáculo e não sei quantas horas põe qualquer um doente e mais vale ficar logo bom para conseguir fugir, porque em cadeira de rodas, numa maca, ou com tubos ligados ao corpo das mais variadas formas não se pode fugir de todo! Tenho sempre a ideia que a dita emissão é um pouco paralela a uma cena do do filme “Laranja Mecânica”, obrigando a assistir quem quer e quem não quer a tudo o que passa só pelo “pecado” de estarem doentes! E depois não se ficam por um hospital, correm vários! Ou seja, a coisa alastra-se sem dar margem de manobra para fugas!
E por fim a juntar a isto temos a concorrência. Sim a concorrência porque os outros dois canais portugueses disputam com a RTP as audiências e logo em vez de um Natal dos Hospitais, levamos com três Natais dos Hospitais e quase que aposto que para os ditos “artistas” é uma maravilha já que assim em vez de um caché levam três! E é nesse "atropelo" entre os três canais que verifico o quão grande é a solidariedade existente e a preocupação pelos outros por parte dos mesmos.

Pois é que a "solidariedade" é bonita, mas sobretudo vende, faz subir audiências e por certo que os dividendos oferecidos a quem precisa por estas ocasiões ficam muito aquém do lucro obtido pelos canais televisivos!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Daqueles disparates...


-Desculpe, tem horas?
-Não, mas tenho um relógio...
[Depois queixa-te!]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O momento certo


Sim, eu até posso saber o que dizer, até posso ter o que dizer, mas antes ou depois e raramente no momento certo quando realmente podia fazer algum efeito, ter alguma expressão, porque as palavras, como tudo, têm um prazo de validade e fora do mesmo perdem-se no contexto, ou mais vulgarmente não chegam a ser proferidas exactamente por perderem a sua essência que podia ter tido todo o sentido, feito toda a diferença, mas apenas se conjugadas com esse outro elemento fundamental que é o tempo oportuno.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Do Silêncio #2


O silêncio é esse estado impar que nos envolve e dissolve deixando que nada se possa transmitir, revelar, omitindo o que somos, o que sentimos, o que queremos, deixando atrás de si um rasto de incompreensão no exterior e uma presença caótica no interior, sendo que esta última apenas pode ser sanada pelo seu fim, o qual só acontece mediante uma explosão, controlada ou incontrolada.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acordar


Acordar é ver tudo aquilo que nos rodeia de uma forma crua, gritante, é ver o reflexo da luz a incidir sobre os nossos olhos mostrando contornos com grau de profundidade sem que outra coisa que não aquela esteja à nossa frente. Acordar é ver, é sentir, mais do que sonhar ou olhar de modo ligeiro. Acordar é ver que não somos perfeitos como gostaríamos, mas acima de tudo perceber que mesmo sabendo não conseguimos lidar com isso.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Coisas que fazem confusão #2


A malta que bebe café e começa a entrar em ressaca porque não toma a “dose” naquela hora certa!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pouco e muito


Dizemos que queremos somente pouco, mas por ser pouco permitimo-nos que esse possa crescer mais, para depois o pouco acabar por se transformar em muito e às tantas, já nem sabemos bem o porquê, de pouco não queremos nada e apenas queremos muito. O pouco sabíamos como obter, já o muito não sabemos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

...


Por vezes prefiro não pensar, tanto em quantidade ou qualidade. Prefiro ser apenas, não ter barreiras definidas, mas tantas vezes isso significa entrar por labirintos e assim, ao invés de me libertar, acabo por tecer uma prisão, a qual tudo deve ao usufruir desenfreado da liberdade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Frio


Está frio. Está muito frio. Mas eu aguento bem durante o dia. O problema é ter de sair da cama pela manhã, isso sim, custa-me de um modo gritante!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Desafio do "7"

Desafiado que fui pela Mona Lisa eis que ficam aqui as respostas ao mesmo:

7 Coisas para fazer antes de morrer:
1) Saltar de Pára-quedas
2) Ir às Maldivas
3) Correr a Europa toda
4) Arrumar a minha arrecadação
5) Ler os 120 livros que tenho para ler
6) Deixar-me ir
7) E cumprir um antigo desejo que é secreto.

7 Coisas que mais digo:
1) "Raios!"
2) "Oh diabo"
3) "Ui ui"
4) "São todos uns chulos!"
5) "C#$”%$&#$&!"
6) "F#$”%”&$!"
7) "Hmmmm".

7 Coisas que faço bem:
1) Dormir
2) Andar sem fazer barulho
3) Ver filmes
4) Fazer filmes
5) Sonhar
6) Passar despercebido
7) Vegetar.

7 Defeitos:
1) Teimoso
2) Mau-feitio
3) Refilão
4) Dizer coisas sem ponderar
5) Distraído
6) Esquisito
7) Temperamental.

7 Qualidades:
1) Honesto
2) Modesto
3) Altruísta
4) Pragmático
5) Sincero
6) Verdadeiro
7) Transparente.

7 pessoas para responder ao desafio
7 é pouco por isso fica aqui o desafio a todos os que o quiserem aceitar!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Constatação #9


Sim, eu conheço-me melhor do que ninguém, mas isso significa igualmente que há muito que desconheço por completo, sendo que por vezes, isso que desconheço, é mais facilmente descoberto pelos outros do que por mim.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

...


A vida é como um teclado de um piano. Tantas teclas e por vezes tocamos continuamente a mesma, fazendo soltar apenas uma única e solitária nota.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coisas que me fazem confusão


Um frio desgraçado e pessoal todo encasacado a andar pela rua de chinelo de dedo…sem meia!

[E eu até não sou muito friorento, mas bolas...]

domingo, 28 de novembro de 2010

Da felicidade


Há quem sabe exactamente o que quer, para onde vai, traçando uma linha recta e bem definida sobre o que é para si a felicidade, com discurso envolto num pragmatismo que parece não demonstrar qualquer dúvida por parte de quem o profere. Contudo desconfio dessas pessoas. Acredito que quem tem demasiadas certezas sobre tudo acaba sempre por se iludir pelas mesmas ou se sirva delas para esconder os seus receios, as suas dúvidas, porque a vida é e sempre será isso, uma incerteza, a qual temos de gerir da melhor forma possível, mas nunca perder o seu horizonte indefinido, porque isso é construir uma plataforma falsa, a qual pode cair de uma altura proporcional à certeza que se pensava ter. Acredito que a felicidade não se alcança por definições rigorosas, medidas, fórmulas mas sim seguindo o turbilhão que pulsa no nosso interior, movido pelo nosso inconsciente que sente e não pela nossa consciência que dita.

sábado, 27 de novembro de 2010

...


Mais do que ler as palavras, é preciso senti-las como nossas, como se saíssem de dentro e não entrassem de fora para assim se produzir uma real mudança no nosso interior.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Escolher


Escolher. Escolher é difícil. Para se escolher envolve-se a experiência, o instinto e uma mistura de atitudes por vezes impulsivas que escapam a qualquer outro factor. Escolher é ponderar ou atirar-nos de cabeça, é pesquisar e pensar ou simplesmente agir, actuar como se não houvesse amanhã. Contudo, dentro de um escolha, pode-se optar por não escolher, por fechar uma porta para sempre ao invés de se abrir todas as portas possíveis, porque da escolha participa também o receio, o medo, o temor de não acertar sendo que muitas vezes apenas se percebe se acerta não pela escolha que se faz mas pelo tempo que passa após a escolha feita. Escolher é difícil, é complicado, mas faz parte da vida e são as escolhas que se fazem que determinam quem somos e para onde queremos ir, da mesma forma que também definem o que não somos e o que somos ou não capazes de fazer para alcançar.
Escolhe-se para acertar, com receio, com confiança ou irracionalidade, mas acaba-se sempre por se escolher e tantas vezes as escolhas que fazemos levam-nos ao arrependimento.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O literal e o oposto



Aquilo que é literal é a forma simples, directa e crua de ver algo. Já o oposto é não ver, mas sim abrir as portas a um leque praticamente infinito onde nenhuma solução é impar e definitiva, onde várias camadas se sucedem, não para que possamos obter respostas, mas sim, para nos enriquecermos ao mesmo tempo que mergulhamos no múltiplo contínuo, o que normalmente nos desespera.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Opostos


Para algumas pessoas as coisas não correm, fluem, com uma naturalidade de causar inveja a todos os outros que desejariam que tudo também fluísse ao invés de nada acontecer. Normalmente para esses tudo é fácil, tão natural como respirar e ficam surpreendidos quando os outros complicam, fazem de tudo um problema e vivem numa angústia permanente. Há uma certa inveja de uma parte, mas também uma certa incompreensão da outra. Em definitivo para uns o Sol nasce ao passo que para outro ele apenas se põe.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Partes em conflito


Em muitas ocasiões não se deve pensar. Deve-se sim ouvir o coração e seguir os instintos. Os problemas no entanto acontecem quando o que o coração diz entra em conflito com o que os instintos desejam e pelo meio surge a consciência, árbitro fraco e muitas vezes corrupto que não consegue por ordem na discussão latente, acabando por incendiar ainda mais o caos, que passado a fase aguda, mantém as partes em situação de guerra fria permanente.

domingo, 21 de novembro de 2010

...


Por vezes há apenas duas opções: Sermos iguais a nós próprios, ou tentarmos melhorar o que somos. A questão é, qual a opção a tomar.

O peso das perguntas

Tantas vezes nos fazem perguntas, normais, triviais, inocentes, maliciosas, intencionais ou por pura coscuvilhice. Tantas vezes fazem-nos perguntas e tantas vezes as mesmas não nos afectam como também pesam demasiado na consciência, umas de modo imediato e que não conseguimos disfarçar, outras com efeito somente depois, passado esse primeiro impacto, quando nos apercebemos do quanto as mesmas nos perturbam. Tantas vezes temos resposta pronta para as mesmas, tantas vezes não a temos, do mesmo modo que para tantas a resposta é programada e pouco sincera ao mesmo tempo que para as outras as respostas se resumem a um silêncio pouco elucidativo, que por si só é talvez das respostas mais sinceras que podemos dar.

sábado, 20 de novembro de 2010

Talvez seja egocentrismo...


...mas por vezes parece que o mundo conspira somente contra nós!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Porquês


Ao longo da vida aprendemos a responder a muitos porquês, excepto, talvez, o porquê de ser aquilo que somos e de algumas coisas que acabamos por fazer, mesmo aquelas que são supostamente contrárias à nossa natureza. Da mesma forma a vida que temos, as coisas que nos acontecem e não estão na nossa dependência, são também elas porquês que ficam sempre sem resposta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

...


Há dias em que acredito, outros em que não acredito e nos restantes não sei no que acreditar…

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Explosão


Avança-se para se recuar. Recua-se para se avançar. E neste vaivém acaba-se por se estagnar sempre na mesma posição, hesitando, cogitando o que fazer, como agir ao mesmo tempo que se sente o peso da inacção, do tempo perdido numa preocupação latente e profunda quando seria tão fácil apenas agir, mas difícil seria depois arcar com as consequências. Então inerte e inactivo por fora, mantendo o status quo, mas por dentro, uma convulsão, ideias, pensamentos, sentimentos, contradições que se debatem, transformam, emergem e desaparecem, reproduzindo um ciclo vicioso que apenas tortura uma alma ao ponto de depois ser tomada uma acção, a qual foge ao pensamento, foge ao instinto, foge a tudo sendo apenas explosão e não reacção.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que se quer da vida


Quantas perguntas não se tem feito sobre o que é a vida? Quantas verdades, hipóteses, teorias, fórmulas, princípios, leis não se enunciaram já para se tentar dar resposta a uma pergunta que sempre acompanhou e atormentou a humanidade? Muitas, demasiadas talvez, todas apontam um caminho ou uma parte e mesmo quando se juntam, quando se conhecem na totalidade acaba-se sempre por perceber que nenhuma é suficiente, tão grande e contraditório que é o tema, o qual nos ultrapassa em termos de conhecimento. Daí que quando se pergunta o que se quer da vida chega-se à conclusão singela que apenas se quer vive-la, quiçá, nem pensar muito no assunto, sendo que o problema é que na maioria das vezes não se sabe como o fazer. Talvez essa seja, verdadeiramente, a questão a colocar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Constatação #8


A vida não é uma questão do que se gosta ou quer, mas sim do que se consegue obter e pelo que se está disposto a lutar, mediante as nossas capacidades e não os nossos desejos, embora os nossos desejos estimulem as nossas capacidades.

domingo, 14 de novembro de 2010

Duas faces


Só tenho dois modos. Ou sou demasiado transparente, honesto e sincero, ou sou demasiado reservado, manhoso e complicado. Tanto um como o outro têm vicissitudes e problemas. Tanto um como o outro sucedem-se mediante os cenários, as pessoas. Tanto um como o outro alternam entre si num mesmo discurso. Porque há coisas que não sabemos como dizer e outras que apenas fazem sentido quando as dizemos da única maneira que são. Porque há coisas que se podem dizer e outras que não se podem pronunciar, pelo menos de imediato. Porque há coisas que não nos parecem bem, ou parecem ideais, mas não temos capacidade para julgar ou julgamos mal. Porque há pessoas e pessoas, umas que sabemos perceber e compreender o que dizemos e outras que desconhecemos por completo. Porque há frases fáceis e outras difíceis que se tornam mais difíceis quando não sabemos o impacto que vão ter, ao mesmo tempo que é tão fácil fazer com que tenham impacto. Porque há dias e dias, vontades, modos de estar, de espírito, coisas que se controlam, outras que nos controlam e muitas mais que não controlamos. Porque há o exterior e o interior, sendo que o último é sempre uma surpresa, para nós e para os outros.

sábado, 13 de novembro de 2010

Mudanças


Tantas vezes procuramos fazer mudanças na nossa vida. Usam-se fórmulas, meios, técnicas, tenta-se convencer a vontade, mas acaba-se sempre por perceber que é muito difícil mudar algo de forma radical e dramática em nós. Isto porque as mudanças para serem reais e efectivas têm de partir muitas vezes do inconsciente e não do consciente.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Desertos


Tenho uma vontade imensa que me faz ferver por dentro, que explode fazendo com que me lance à procura de algo que não sei o que é. Há expectativa que me ilude, que me persegue, que parece estar à minha beira ao mesmo tempo que não existe. Parece que tudo pode surgir, parece que tudo pode acontecer e a energia é tanta que nem sei como lidar com ela. Procuro refrear, acalmar, mas vejo-me processar tudo a uma enorme velocidade, sinto uma alegria que parece retumbar no meu corpo sem razão alguma. Sei que me engano, sei que é apenas mais uma esporádica erupção, sem um motivo válido a não ser acreditar por momentos e deixar-me ir para depois tudo se remeter para um deserto onde tantos esqueletos idênticos foram sendo deixados para trás, cobertos pela areia, batidos pelo vento, secos, fragmentados e esquecidos pelo horizonte distante da monotonia disperso por um campo árido que acaba por ser a realidade da vida.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Da terceira idade ou não!

O respeito pelas pessoas de idade fica bem e recomenda-se, contudo irrita-me quando essas mesmas pessoas usam e abusam desse “estatuto” para justificar tudo o que fazem e acima de tudo, não as dificuldade inerentes à idade que têm, mas sim a sua própria maneira de estar que é como quem diz a falta de educação ou a manhosice que sempre tiveram, porque ambas atravessam todas as idades. Depois, quando alguém lhes chama atenção para algo e vendo-se encurralados, servem-se da desculpa da idade, como nos casos em que algumas peças de roupa “aparecem” nas malas das ditas pessoas à saída das lojas sem terem sido pagas. “Ah e tal esqueci-me, é da idade!” Pois até podia ser, pensa um observador pouco distante. Mas quando o segurança diz: “Pois, na semana passada também era da idade, querem ver que a idade agora desculpa tudo?”
Posto isto ainda se pondera que a pessoa tem realmente alguma falha, mas quando se percebe que o ar de quem manda raios coriscos pelos olhos ao segurança porque a coisa falhou começa-se ponderar se será mesmo só “idade”!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

...

Por vezes vejo-me tão distante que não sei se algum dia não me acabarei por perder, longe de mim, longe de tudo, aumentando dessa forma as hipóteses de não me voltar a encontrar, se é que algum dia me encontrei na totalidade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O valor da pronunciação da palavras

À luz das minhas dificuldades, preso em vontades inconscientes que me lançam no caminho errado e no nervosismo constante, provocando em mim comportamentos inconstantes, sempre distantes da vigília segura e equilibrada da sabedoria, do bom senso, do saber estar, acabo sempre por dizer o que quero mas não cai bem, fazendo assim transparecer de mim uma imagem errada, pronunciada por palavras francas mas mal entendidas e que acabam apenas por produzir o afastamento dos outros da minha pessoa. E assim, pelos equívocos vou passando, tendo esperança de um dia acertar sem hesitação, embora algo me diga que a questão não passa por acertar, mas sim por ser compreendido.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A verdade das coisas


Há quem nos peça a verdade, mas o que alguns querem mesmo ouvir ao fazerem esse pedido não é a verdade, mas sim a mentira.

domingo, 7 de novembro de 2010

Rejuvenescer


Sempre que temos um desgosto de amor voltamos a sentir-nos adolescentes, da mesma forma que a paixão por si faz-nos por si só recuar também aos tenros anos da juventude, num retrocesso que parece demonstrar que tudo é possível, inclusive rejuvenescer, ganhando-se assim um vislumbre de uma felicidade pura e despreocupada que se julgava perdida. Mas ao mesmo tempo perde-se em sabedoria, perde-se o controlo, a confiança e a dor é sôfrega, corrosiva, sentindo-se dessa forma agreste e avassaladora, como se tudo fosse acabar sem possibilidade seguir, como se toda a atmosfera aumentasse a pressão mil vezes sobre o nosso espírito e a respiração se tornasse uma utopia impossível de se voltar a atingir.

sábado, 6 de novembro de 2010

Dormiu-se ou não se dormiu eis a questão


E sonhar que se está acordado e não se consegue dormir enquanto se dorme? Se realmente se dormiu pareceu que não se dormiu, se não se dormiu pareceu que se dormiu, acabando-se por não se perceber o que realmente se passou. Seja qual for o caso foi uma passagem pela cama que não soube a nada.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Muros


Por vezes ergue-se uma barreira entre duas pessoas, levantada por uma parte, por ambas ou até por uma terceira força ou entidade. Esse muro distorce o que cada um diz, provoca o silêncio que é acordado por súbitos e violentos gritos provenientes de uma raiva que cresce de dia para dia. Essa barreira desequilibra, cria uma névoa que esconde e altera tudo o que se diz, o que se vê, o que é feito, não permitindo ver com clareza, escondendo os olhares, sendo contrário ao encontrar das palavras certas, ao ultrapassar das dificuldades pelo destruir o medo e acima de tudo de criar a sabedoria ouvindo o coração. Esses são os muros que tentamos quebrar, que se querem saltar ou arrasar. Alguns conseguem faze-lo, outros pensam ter conseguido, mas muitos mais permitem-se dormir encostados a eles habituados que estão à sua presença dantesca e asfixiante.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tempestade


A tempestade é violenta, incerta, abatendo-se sobre nós sem aviso, com força, tomando conta de tudo apenas pelo pintar do cenário, o qual se torna sombrio mas ao mesmo tempo belo pela verdade que transporta, pelo modo selvagem como se manifesta fazendo com que tanto nos seja subtraído ao mesmo tempo que nos habituamos a apreciar o seu conforto, ainda que dantesco e com o qual acabamos por aprender a viver, a olha-lo como uma parte de nós, muitas vezes a melhor, mas sem nunca o compreender ao certo pela contradição constante que nos provoca.
Dizem que depois de tempestade vem a bonança, vem a luz quase paradisíaca que enche o nosso coração de calor, radiante que fica por ser tomado unicamente pela beleza, pela serenidade que de todo o lado parece nascer.
Mas não. Nem sempre sucede a bonança à tempestade. Descobre-se sim um deserto com o afastar das nuvens, onde o Sol queima com a força que nos obriga ao cerrar dos olhos e deixando-nos ver apenas a sombra que somos, o lugar onde estamos, mas não qual o caminho a seguir. Sente-se falta do barulho dos trovões, sente-se falta da beleza dos relâmpagos, despreza-se a chuva, a humidade, mas não o conforto que o frio obriga a procurar e eis o encontro com esta a realidade luminosa, que seria supostamente idílica, mas que mesmo sem nuvens sombrias e ventos medonhos não surge nem se renova com tanta água que do céu negro caiu.