sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Do desespero

Odeio o desespero, vê-lo a apoderar-se de mim, dos outros, senti-lo ou simplesmente presencia-lo. Parece uma hera que se vai ramificando dentro de nós, uma doença, um parasita que nos leva à tomada de atitudes pouco ponderadas ou então à pura estagnação. Ficamos sem reacção, sem vontade de nada, somos perdedores à partida, evitamos tentar e caímos num remoinho que apenas se alimenta a ele próprio, como um buraco negro que tudo absorve à sua volta e continua sempre a crescer, a tornar-se mais sombrio, denso e poderoso. Odeio esse sentimento, assistir aos seus movimentos libertos de entraves, de regras, envolvendo o nosso olhar, turvando a nossa visão, fazendo-nos crer que tudo se resume a ele, qual egoísta e narciso ser que nos faz ver que há apenas uma solução ou um sentido que mais não é que um circulo perfeito que nos prende e não deixa ver mais nada. Odeio-o é certo, mas não posso deixar de o sentir e observar tantas vezes em mim e à minha volta em muitos rostos e gestos, mas também reconheço que há muita coisa que faz parte da vida, quer gostemos ou não e por vezes é preciso vislumbrar o desespero para conseguirmos dele sair.

6 comentários:

Gaja com G maiúsculo disse...

Parece que estás a descrever o meu momento actual... desespero... :(

Beijinhos

ADEK disse...

É preciso ter consciência dele para nos livrarmos do dito cujo... E para termos termo de comaparação com as coisas boas:D

Pipoca dos Saltos Altos disse...

Um beijo, para apaziguar...

L'Enfant Terrible disse...

Pipoca dos Saltos Altos
Obrigado! :)

by " A Invisível " disse...

Querido Terrible;
Recebe um beijinho e abraço apertado...
Não desanimes, nem te desesperes. Sim? ;)
Desejo-te um excelente fim-de-semana*

Girl in the Clouds disse...

É caso para dizer que se tem que cortar logo o mal pela raiz!! Big Kiss