domingo, 24 de janeiro de 2010

Mais uma vez relações


É em conversa com uma amiga que arranjo cada vez mais argumentos para certas conclusões sobre relacionamentos a que já cheguei ao tempo. A amiga em questão teve um namoro de sete anos e, por achar que a chama se tinha perdido decidiu acabar. Conclusão, os amigos e conhecidos semeados de dúvidas questionaram a reacção dela. Sim, porque parece que para alguém acabar uma relação com outra pessoa tem se seguir uma série de clichés de modo que o fim da mesma possa ser “justificado” perante a sociedade, como se a sociedade tivesse algo a dizer no que respeita aos relacionamentos alheios. Mas a grande dúvida surge exactamente devido ao tempo “longo” da relação como se a duração da mesma estivesse directamente relacionada com o seu prazo de validade. Pode estar, é certo, mas também pode não estar. Assim sendo quem aguentasse uma relação durante, digamos cinco anos, tinha de ficar com aquela pessoa para o resto da vida, ou melhor, teria de nalgum ponto casar, sim porque isto do “dar o nó” é quase a mesma coisa do que o resto da vida, em modo ilusório claro está. Ou seja, na mentalidade de muita gente quem namora com alguém durante um certo tempo vai-se casar com essa pessoa na medida que dessa forma cria um vinculo definitivo, daí que muita gente ache estranho que tantos não se casem, porque na minha modesta opinião casar significa isso mesmo, pronto ok e certas contrapartidas fiscais. De outra forma, acabar uma relação que poderia dar em casamento e ficar só é que é algo impensável, ainda mais sem que haja nada moralmente ou criminalmente que o justifique. Não basta dizer que não se sente mais nada, não basta dizer que a pessoa que se acabou por ir conhecendo afinal não era o que se pensava ser, não basta dizer que as dúvidas em continuar são demasiado grandes. E depois ao que assistimos, ao concluir do que já se devia ter concluído antes de dar o nó, ou seja o fim, o divórcio, a separação e o mais curioso é que nesse caso já ninguém diz nada, já é “normal”, porque a pessoa casou-se, ou seja chegou ao culminar da relação, lá conseguiu juntar amigos e família numa grade festa e obrigar os pais a abrirem os cordões à bolsa para alguém casar de branco e por, num dia em particular ser, aparentemente feliz mais que os outros. Em suma, chego à conclusão que muitas relações duram um pouco mais apenas por costume social, criando-se deste modo uma falsa base que não é construída no nosso interior mas sim no nosso exterior o que provoca ao adiar do que já devia ter terminado.

11 comentários:

Maçã e Canela disse...

Concordo ctg.

Corset disse...

tens razão no que dizes... e se há coisa que me irrita mesmo muito é quando os amigos começam a meter-se na relação e a opinar no que não devem... só me apetece dizer um "metam-se na vossa vida"!

L'Enfant Terrible disse...

Maçã e Canela
Sê bem vinda!

Girl in the Clouds disse...

O relacionamento é a dois, as realidades vão mudando ao longo do tempo!! Mas, ninguém se deve meter....enfim

GATA disse...

Eu estava quase no altar e acabei uma relação porque... não me sentia feliz! Pareceu-me (e ainda me parece) uma boa razão!

Anira the Cat disse...

Também acho... se não se está a 100% na relação, para quê continuar a arrastar a coisa?

Bjokas

Olhos Dourados disse...

Sim, mais vale terminar antes do grande passo. Depois é mais difícil para os dois.

Rapunzel disse...

Poderia escrever aqui muita coisa... eu namorei 10 anos e quando quis acabar (e acabei!) caiu-me tudo em cima... Acho que até teria sido mais fácil de aceitar se eu dissesse que tinha outra pessoa... As pessoas acreditam que o mundo é cor-de-rosa e que as relações, como dizes, têm que durar para sempre após um determinado prazo, mesmo que não se seja feliz, há que estabilizar a vida. E ainda hoje, com quase 32 anos, ouço regularmente que parece que tenho 18 por causa da escolha que fiz...

Bjs

Blossom On A Tree disse...

Concordo contigo. Acho que hoje em dia as pessoas têm imenso medo de ficar sozinhas, como se isso fosse uma situação irreversível ou uma doença.
Eu sou ainda muito nova e os meus amigos também, por isso acho tão estranho já sentir isso entre nós. Conheço pessoas que não conseguem terminar uma relação se não tiverem a certeza de que têm outra pessoa "à espera".
Bem, eu não funciono assim, prefiro estar sozinha do que numa relação sem paixão e acho que isso é o tipo de coisa que não tem uma idade para se encontrar.

Um beijo*

Psiuuuu!!Sou eu! disse...

Estava a ler o teu post e a concordar com cada palavra, acho que cada vez mais o que leva as pessoas ao altar é exactamente as circunstâncias exteriores, o que a sociedade impõe como normal, "idade para casar, idade para ter filhos, x tempo de relacionamento" e depois lá se vê os belos lares construidos/destruidos ao nosso redor que quem mais sofre, ainda acredito que sejam os filhos. Claro que como tudo há excepções e nem todos os que acabam em divórcio partiram de uma base dessas, mas acredito que uma grande maioria, sim. Até nos namoros já se sente, o tempo de compromisso que pesa e não deixa sequer a suposição de acabar, falar.
Continuo no meu lema, mais vale só do que casada, só para dizer que já estou casada.
Acho que escrevi demais, ups...as palavras foram saindo ;)
Bjito

L'Enfant Terrible disse...

Psiuuu!!Sou eu!
Sê bem vinda!