domingo, 14 de março de 2010

Finais felizes


Por mais realistas, pessimistas, taciturnos, melancólicos que sejamos todos esperamos sempre o mesmo, um final feliz; que é algo que escondemos por vezes no mais fundo da nossa alma, algo que conscientemente afirmamos já não acreditar mas que apenas reprimimos, lançamos ao esquecimento consciente, tentamos queimar, obliterar, mas que não perece, não morre, é Fénix renascida que tentamos aprisionar, cortar o grito, as asas e apagar a chama, devido aos momentos ríspidos em que a esperança parece que se esvai do nosso âmago e para não sofrer ou tentar aplacar parte da dor, atacamos a única coisa que nos faz sorrir, aquela que nos permite, ainda que subterraneamente continuar, persistir, respirar, viver…

8 comentários:

Girl in the Clouds disse...

Isso é verdade, acreditamos sempre num final feliz, e ainda bem, é que nos faz andar para a frente!!

Rapunzel disse...

Mas depois levamos banhos de realidade! E quando os levamos, eu pelo menos, deixo realmente de acreditar e volto a por os meus 2 pés no chão...de onde aliás, nunca deveriam ter saído!

Corset disse...

de facto, atacar a nossa réstea de esperança não é lá muito inteligente, mas é verdade que o fazemos...=\

Anira the Cat disse...

Mesmo quando dizemos que já desistimos, que não dá mesmo, há sempre aquela esperança que ressuscita ao menor sinal...

Bjokas

Mariana marciana disse...

Eu sou uma pessoa bastante racional (algumas más linguas diram que sou demasiado...) Sou tão realista que SEI que nada dura para sempre... nós "renascemos" sempre, só depende de nós erguermo-nos da mágoa em diracção ao nosso final feliz. Foi por isso que tatuei uma fénix renascida :D
Escusado será dizer que me identifiquei completamente com o que escreveste...
beijinho

Gaja com G maiúsculo disse...

Não posso deixar de concordar contigo Terrible. Pois se não esperassemos finais felizes, em determinadas alturas da nossa Vida qual seria a motivação que nos movia?

Agora, a questão que te coloco é: o final feliz que idealizas agora é semelhante ao que idealizavas à 10 anos atrás? Calculo que não. A Vida ensina-nos muito, e como tal ensina-nos a ser menos exigentes e sonhadores, e mais objectivos e realistas.

Beijinhos

Miss Kin disse...

Aí está uma coisa que não faço, não escondo nem reprimo esse desejo. Se é utópico, infantil, seja. Sou mais feliz a acreditar do que na descrença...

Nirvana disse...

Achas mesmo que algum dia deixamos de acreditar? De ter esperança? Eu não acho. Penso que se algum dia isso me acontecesse, seria um dia em que morreria. Iria andar aqui a fazer de conta? A respirar, comer, dormir, ou seja, a suprir apenas as necessidades básicas? Até podemos tentar convencer-nos que assim é, que não esperamos, que não queremos, mas isso é apenas uma ilusão, uma tentativa vã de nos protegermos, de nos defendermos. Mas até aí entra a esperança. Até esperamos conseguir enganar-nos!
Beijinhos