quarta-feira, 3 de março de 2010

O passar do tempo


Muitas vezes, demasiadas até, sinto o tempo a escorrer-me pelas mãos como uma matéria infinita que sinto ainda conseguir prender, mas que sei que posso um dia perder para todo o sempre. Há tanto para fazer, viver, ler, conhecer sendo que muitas coisas são para sempre adiadas no vislumbre de que amanhã se vão fazer, conquistar, ter, sentir, mas conforme o tempo passa surge uma aflição que nos agonia, a percepção que o tempo, embora infinito, é para nós finito e não estará para sempre à nossa disposição, tanto mais que se mantém igual e nós não, vamos mudando e alguns dos nossos sonhos têm um prazo de validade e só fazem sentido num determinado momento, o qual nem sempre é o oportuno na medida em que outras coisas se impõem, ou tão simplesmente porque nem tudo o queremos viver e fazer dependem somente de nós, do nosso esforço, do nosso desejo, remetendo-se tão só para a nossa sorte, a qual temos esperança que nos atinja um dia, mas ao mesmo tempo o receio que chegue tarde demais!

9 comentários:

Rapunzel disse...

Ainda no outro dia falava com uma Amiga sobre isso... às vezes tenho receio que ele passe sem eu dar conta e sem eu ter feito as escolhas certas...

Helena disse...

É uma sensação de frustração terrível...

Beijinhos

Helena

Gaja com G maiúsculo disse...

Concordo, tudo nesta vida tem um tempo correcto para ser feito, o que não invalida e rigidez do conceito de tempo.
Contudo, não acredito muito no provérbio popular ''Nunca é tarde demais.'', pois todos sabemos que não é bem assim, e isto aplica-se a tudo na vida.

Quantos nós já não quisemos fazer algo e era tarde demais? Quantas pessoas já não nos pediram perdão e segundas oportunidades, após passar demasiado tempo?
É triste, mas é a realidade.

Beijinhos Terrible

by " A Invisível " disse...

Terrible e os seus pensamentos (pertinentes-entenda-se!) ;)
Beijinho grande* querido Terrible*

Anira the Cat disse...

Em primeiro lugar, fiquei impressionada com o tamanho da segunda frase! Ufa!!

Agora mais a sério: o tempo é como areia a deslizar-nos pelas mãos, não conseguimos reter o seu movimento natural.

Bjokas!

Nirvana disse...

O tempo passa depressa, corre mesmo por entre os dedos. Mas acho que passa ainda mais depressa porque, se virmos bem, na maior parte das vezes, estamos centrados no que há-de vir e não no que está. O que está escorrega-nos da mão sem o termos visto ou sentido muitas vezes. Queremos tanto amanhã que o apressamos demasiado.
Beijinho

continuando assim... disse...

convite para seguir a história de Alice , lá no --- continuando assim --- ainda vai no princípio :) espero que gostes

bj
teresa

Girl in the Clouds disse...

O tempo não chega para tudo de facto!!

veralu disse...

O que eu te entendendo! Até ja fz um curso de gestão do tempo...(mas n resultou)