sexta-feira, 2 de abril de 2010

ADN


Posso ser melhor, aprimorar o que penso serem as minhas virtudes, suavizar os meus defeitos, cultivar-me por dentro e por fora, física e mentalmente, ser mais tranquilo, ter mais bom senso, aproximar-me daquilo que são as melhores regras de conduta, ser mais educado, mais sociável, solidário, altruísta, usar de linguagem polida, ser politicamente correcto, quiçá posso ser mais sábio e culto, ser alguém mais atraente, sedutor, apetecível em todos os sentidos.



Posso fazer isso tudo, tentar, dar a volta, controlar-me, reinventar-me em alguns aspectos mas há uma coisa que não posso fazer: deixar de ser eu próprio, quebrar a trave-mestra que define quem sou, este ADN periclitante que somado com mais uns pozinhos dá esta criatura que se define por moi même, ou seja, característica da qual este organismo, por mais melhorias que possa optimizar em si próprio, não pode fugir, não pode alterar, não pode encobrir ou mascarar, pois acaba sempre por vir à superfície com tudo o que tem de bom, de mau e aparentemente é esse o cenário que parece não cativar ninguém do modo que desejaria, em uníssono por um diálogo de dois actores activos.

6 comentários:

by "A Invisível" disse...

Nem mais. Importa é nunca esquecer e ser, o que realmente somos, com alguns aperfeiçoamentos pelo meio.

Mais um excelente texto. :)

Beijinho meu querido* e bom fim-de-semna PROLONGADOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! :o)

Poetic GIRL disse...

Há coisas em nós que não são passíveis de ser mudadas, são intrínsecas a nós. Agora há outras que vão mudando conforme o tempo, conforme as feridas que se vão fechando... bjs

anaferro disse...

É complexo o tema. Não sei o que funciona realmente na hora de existir aproximação de duas pessoas. Se pensarmos bem, por vezes nem sequer acontece em primeira instância pela personalidade...

Existem alturas em que desejamos a nossa vida com alguém. Noutras vivemos bem o facto de não termos ninguém. Mas penso que devemos cultivar em nós aquele desejo de viver para nós, tentando melhorar-nos. Isso sempre.

Acredito que um dia, sendo disponíveis para a vida, as coisas aconteçam. Sem que precisemos de ser do jeito que outras pessoas querem. Sendo nós e sabendo que nos amam por aquilo que somos.

Costumo dizer que correrá sempre mal até correr bem. Mentalizo-me disso, para que a vida e a minha existência seja mais tranquila e menos angustiante por causa das coisas que não tenho.

Um beijinho e um bom fim-de-semana (boa Páscoa, se for o caso de festejar esta época)

Girl in the Clouds disse...

Bonito texto. Realmente é importante sermos nós próprios!!

Nirvana disse...

O ADN é uma coisa fantástica. Eu acho. Este ADN de que falas é a nossa essência, é o nosso eu na sua forma mais verdadeira. Também acho que isso não muda. Por muito que queiramos, por muito que tentemos, por muito que por vezes nos tentemos enganar, até tomando atitudes que vão contra a nossa essência porque estamos fartos de "levar nas orelhas" por causa de uma ou outra característica desse nosso eu, este volta sempre. Claro que vamos mudando com o tempo e com o que vivemos, é impossível não o fazer. Mas o eu, a base, não muda.
Também podemos (e devemos, na minha opinião), recorrer a todas essas coisas externas que melhoram o nosso eu.
Todos temos coisas nos outros que não gostamos e qualquer relação é uma adaptação também. Não se deve nunca é não respeitar o outro como o eu que é do outro, também.

Beijinhos e bom fim de semana!

S* disse...

Vamo-nos transformando ao longo da vida, com as experiências. Sem nunca esquecer a base.