sábado, 3 de abril de 2010

Déjà Vu


É a pensar no que vou fazer a seguir que me relembro do que fiz antes, dos sucessos, dos enganos, dos erros, de todo um rol de recordações, lembranças e memórias, que se esquecem ou são distorcidas pelo tempo e pelo evoluir do mesmo. Mas é a pensar no que fiz antes que vejo que tanto está na mesma, como se tudo fosse uma amnésia eterna, em mim, nos outros, parecendo que a evolução do tempo é uma constante falsa, não passa, mantendo-se o mesmo imóvel e sereno como se o ontem fosse o hoje e o futuro fosse eternamente desconhecido, sem um pequeno vislumbre ou hipótese de ser percepcionado, pensado e quiçá, previsto de alguma forma na medida em que aquilo que se repete deveria abrir a possibilidade de permitir tal vislumbre. Mas o agente que vê o tempo somos nós o que leva ao esquecimento, ao refundir para as cavernas mais profundas do nosso ser todas as experiências com as quais temos de estar atentos, sobretudo a tudo aquilo que soa a déjà vu, pois as mesmas falhas podem vir novamente a ser cometidas, sendo que tudo o que queremos é uma mudança, uma viragem e quem sabe, no final, um sorriso.

3 comentários:

Girl in the Clouds disse...

A mudança sabe bem!Embora, não seja fácil fazer essa viragem, mas que ir à luta para conseguir!!

by "A Invisível" disse...

Cabecinha pensadora!
:O)

Beijinho* e bom fim-de-semana*

Nirvana disse...

A memória pode ser o nosso maior aliado ou o nosso maior inimigo. Se, por um lado, serve para nos fazer recordar tudo que está para trás, incluindo as falhas, por outro, pode-nos impedir de viver momentos que viveríamos de mente aberta, se não estivessemos condicionados e não nos sentissemos limitados por essas anteriores falhas. Encontrar o equilíbrio aqui, sendo que este é essencial se realmente queremos uma viragem, não é fácil.
Beijinhos