terça-feira, 13 de abril de 2010

Memórias enganosas


Nem sempre entendo o mundo, mas mais normalmente não me entendo a mim mesmo. Sei que sentir um Sol gritante na minha face será na minha memória futura um sinal positivo, contudo, no momento em si ou naqueles próximos do mesmo, há algo que falta nessa luz que me encadeia, algo pequeno, abstracto e incerto, que esquecerei nas minhas lembranças futuras, relacionando tal carência com uma distorção provocada pelo esquecer e pelo rearranjar da memória, que parece querer esconder de mim aquilo que sei que persiste ao longo do tempo.

5 comentários:

Gaja com G maiúsculo disse...

Normalmente tenho sempre um argumento para o que dizes, hoje não... talvez porque me sinto precisamente assim :((

Melhores dias virão Amigo.
Beijinhos

Carolina Tavares disse...

Oi Terrible, bem psicanalítico seu post. Você esquece o que precisa lembrar, é isso que o angustia. Ou seja, o que você sabe e não lembra, não sabe. Mas parece-me uma angústia existencial que assola todos os mortais do que nos falta. Sempre nos falta algo. Sendo esse algo inconsciente ou não. bjs

Nirvana disse...

Pronto, é desta! Não tomo mais as gotas. Convenceste-me, caro Terrible! :))

Agora a sério: eu acho que nós guardamos as nossas memórias conforme as nossas perspectivas e nem sempre as usamos da forma mais correcta. Filtramos as vivências e as lembranças e muitas vezes "esquecemos" propositadamente o que não nos queremos lembrar.

Beijinhos

Canhota! disse...

Entender o mundo, nem sempre é facil e entendermo-nos a nós próprios por vezes também muito complicado! O melhor mesmo é esquecer o que queremos esquecer e lembrar o que queremos lembrar...para que quando o sol bater nas nossas faces seja sempre um sinal de positividade!

um beijinho:)

Girl in the Clouds disse...

Este processo é complexo, queríamos expectativas antecipamos o momento, um livro muito interessante é o Stumbling on Happiness, fala sobre este assunto.