terça-feira, 22 de junho de 2010

Da tranquilidade


Os meus momentos de tranquilidade, os quais sempre reclamo na sua ausência, nunca correm como desejo. A serenidade ao invés de me acalmar parece por vezes asfixiar-me, fazendo-me contorcer numa miríade de extremos. Talvez aquilo a que chamo tranquilidade não seja a tranquilidade certa, aquela de que preciso, talvez seja apenas uma máscara colocada à força, num lugar e hora marcada, construída a partir de ideias feitas, de pequenas ilusões que apenas serenam o espírito na falta concreta de tal sensação. A tranquilidade, a paz, não pode ser reclamada, não pode ser indicada, tem de ser sentida, tem de ser alimentada no momento em que se deseja, para que possa ser usufruida na sua plenitude, tal como na maioria das coisas na vida.

5 comentários:

'Mimi disse...

Por vezes achamos que é tranquilidade e é uma calma que davamos tudo para que não existisse

Anira the Cat disse...

Pois... é como a maior parte das coisas, não se sentem quando queremos, temos de aproveitar quando aparecem...

Bjokas

v.s disse...

acho que o melhor mesmo é não apelar à tranquilidade. Ela acaba por se instalar em nós por si só, e só depois é que nos apercebemos que estamos de facto a vivê-la. E é melhor assim.

Nirvana disse...

Caro Terrible, talvez esses momentos sejam momentos em que procuras o isolamento, de reflexão, não de tranquilidade. Penso que a tranquilidade tem de estar dentro de nós, e é ela que faz os seus próprios momentos. Penso que podemos sentir tranquilidade no meio de um concerto a altos berros, e sentir uma enorme intranquilidade no maior dos silêncios. Essa paz, essa tranquilidade, instala-se por si, quando conseguimos "amadurecer" uma ideia, um sentimento e ficar em paz com eles.
Beijinhos :)

by "A Invisível" disse...

Este é "daqueles" textos, que não me deixa grande capacidade de argumentação. :))
Muito bom, mesmo.

Beijinho querido Terrible*