sexta-feira, 13 de agosto de 2010

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Primeiro surge a esperança, enganadora como só ela sabe ser, iludindo e fazendo-nos pensar num talvez aparente, na concretização de um sonho que se havia à muito deixado de procurar. Mas aí cai-se na armadilha, que nos isola, sufocando-nos numa teia ardilosa da qual queremos sair, julgando que isso é suficiente para voltarmos a respirar. Contudo, mesmo soltos, livres, acabamos sempre por transportar connosco essa memória que mais não é que pensar que se podia, que estava mesmo ali ao lado, pronto a colher, sabendo que seria bom demais para ser verdade e que tudo não passava de uma ilusão.

6 comentários:

Margarida disse...

Pensar que se pode, acreditar que se alcançou o que não se alcança, algo que se deixou de perseguir, ceifando a nossa vontade... Na ilusão que se vislumbra, secretamente desejando que o deixe de ser, tudo renasce de novo, para, sem mais, voltar a desaparecer...

Beijinho :)

Smurf disse...

por vezes não arriscamos com medo do incerto e depois arrependemo-nos! Mais uma vez, um bom texto. Boa sexta.

L'Enfant Terrible disse...

Margarida
Sê bem vinda!

GATA disse...

Se é enganadora, não é esperança, é ilusão...

Carolina Tavares disse...

Ter e não ter eis a questão.
Beijos

maria teresa disse...

Não o quero desiludir nem desanimar, pelo contrário, mas isso é uma constante da vida... cada um de nós tem que ter a vontade suficiente para não baixar os braços e voltar a "respirar"...
Abracinho