sábado, 28 de agosto de 2010

Pensar e repensar


O que nos leva a pensar e repensar, a fechar-nos num círculo sem fim de onde não se pode sair? Talvez seja o mesmo que leva um cão a rodopiar atrás da própria cauda, ou seja uma razão que ao certo ao certo se desconhece. Gostamos de nos prender em labirintos, mesmo quando sabemos que não têm fim, mesmo quando são escuros, vazios e erráticos, mas de algum modo são familiares o que os torna acolhedores, penosamente acolhedores e mesmo que sejam tortuosos acabam por ser a única coisa que temos, o único algo que se nos conduz numa direcção, se bem que a chegada e a partida começam sempre no mesmo ponto. Negamo-lo muitas vezes, dizemos que somos livres de tudo e de todos, mas somos muitas vezes prisioneiros de nós próprios. Quebrar esse circuito carece de uma revolução, de uma fractura, que pode ser sonora e forçada ou silenciosa e natural. Sair desse labirinto onde nos perdemos acontece por acaso ou pela exaustão que força o grito e a revolta, sendo que, libertos atingimos um auge, uma memória que fica, um momento que perdurará e ateará no futuro a centelha da lanterna que nos guia e nos mantém sempre a movimentar, mesmo quando não se sai do mesmo sítio.

2 comentários:

Dark angel disse...

Metamorfose. O meu post de ontem. Fizeste-me lembrar.

http://almadarkangel.blogspot.com/2010/08/metamorfose.html

Bom fds*

S* disse...

Vivemos no nosso mundinho fechado... assumo-o.