segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tempo e memórias


Desapareces por entre as brumas do esquecimento, mas mesmo assim, mesmo ausente, chamas-me com o teu canto de sereia. A memória que deixas-te foi curta mas indelével, tal como a promessa de um até amanhã que nunca se cumpriu, a qual persigo, esforçando-me para não esquecer, guardando um espaço na minha rotina para aguardar e esperar pelo que foge, pelo que foi, pelo que sei que não volta, acreditando ao mesmo tempo nesse talvez enganador, ilusório, que me não passa de uma brisa inaudível que se desvanece por entre as frestas do tempo que se desfaz como torrões de areia, que corre e deixa atrás de si cicatrizes que podem até sarar, mas raramente podem desaparecer.

4 comentários:

Sairaf disse...

Há coisas que nem o tempo apaga, as cicatrizes são sem dúvida sinais que ficam para sempre!!!
O teu belo texto fez-me recordar uma bela história de amor que vivi, mas que passados tantos anos sempre que leio textos tão sublimes como este vem à memória tudo o que aconteceu.
Aquele abraço
Com carinho
Sairaf

Anira the Cat disse...

Ter memória por vezes é tão difícil...

Bjokas

Z...! disse...

Talvez a outra pessoa esteja como tu, simplesmente à espera... O Mundo é, por vezes, excessivamente complicado e tende a complicar o que deveria ser simples: os sentimentos.

Conselho de amiga: se puderes, e quiseres, dá o primeiro passo. Tira as dúvidas.
Caso te magoes, estarás livre para seguir em frente, e para encontrar quem verdadeiramente mereces :-)

Boa semana, menino crescido!

Smurf disse...

Nunca se esquece, por muito que se diga, por mais que se tente. Nem que seja um segundo que nos marcou, esse segundo ficará para sempre guardado numa "caixinha" na nossa memória.