quarta-feira, 27 de outubro de 2010

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E saber sem saber, começar sem saber onde acabar, acabar sem saber onde se começou, continuar sem parar, parar para continuar, buscar sem querer, querer sem buscar, deixar ir para chegar sem saber onde se vai chegar, procurar para não encontrar, encontrar para não procurar e neste turbilhão, nesta tempestade que se espelha num vórtice sem fim percebe-se apenas que se quer permanecer na indecisão, na limbo, no tudo e no nada para se ter e não ter e assim perceber que tudo se tem mesmo nada tendo, pois aceitar esse vácuo interminável é aceitar que há sempre duas faces, mas apenas uma continuidade que se chama esperança a qual se mantém por entre as frestas do olhar.

8 comentários:

Margarida disse...

Adorei :)

GATA disse...

Dizem que a esperança é a última a morrer...

(já agora, o limbo acabou... ou céu ou inferno!)

S* disse...

Eu gosto de coisas bem definidas... os limbos sempre me incomodaram. Tiram-me o sono.

L'Enfant Terrible disse...

GATA
O limbo acabou para quem quer acatar ordens de entidades muito pouco definidas moralmente!;)

B. Cérise disse...

Há alturas em que não saber se saber o que se quer é mesmo o melhor. Poupa-nos a angústioa da decisão..

GATA disse...

JOVEM, é-me indiferente o limbo, porque -de certeza- que vou para o inferno! Rock'n'Roll in hell! :-)

L'Enfant Terrible disse...

B. Cérise
Sê bem vinda!

GATA
Vais tu e eu! E se não for protesto, porque o inferno deve ser bem mais giro do que o Céu!

Olivia Palito disse...

Com esta gripe do caraças, agora fiquei zonza de tanto pensar! Raios!

:)

Nem sei que te diga!