quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Descoberta


É na descoberta que se sente com toda a intensidade, a qual fica para sempre registada em nós, marcada e impressa como uma memória que não esquecemos, que serve de marco, de padrão, de referência para o futuro onde apenas perseguimos essa mesma descoberta, tentando torna-la como nova, mudando-lhe as cores, fazendo-a evoluir, tudo para voltar a sentir novamente como da primeira vez que descobrimos, embora acabemos sempre por descobrir que há coisas que não se repetem, descobertas que não voltam a acontecer e a insuflar-nos com toda a força que procuramos sentir. Por isso, quando se descobre, nesse momento único e irrepetível, deve-se bebe-lo o mais possível, usufruir, tentar faze-lo durar para depois, com alguma resignação, aceitar que o mesmo nunca mais vai ser igual.

1 comentário:

Olivia Palito disse...

Tenho para mim que, a descoberta por vezes pode ser um tiro no escuro. Pode calhar bem, pode calhar mal. Mas descobrir e ser descoberto, está intrínseco em nós...