quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tempestade


A tempestade é violenta, incerta, abatendo-se sobre nós sem aviso, com força, tomando conta de tudo apenas pelo pintar do cenário, o qual se torna sombrio mas ao mesmo tempo belo pela verdade que transporta, pelo modo selvagem como se manifesta fazendo com que tanto nos seja subtraído ao mesmo tempo que nos habituamos a apreciar o seu conforto, ainda que dantesco e com o qual acabamos por aprender a viver, a olha-lo como uma parte de nós, muitas vezes a melhor, mas sem nunca o compreender ao certo pela contradição constante que nos provoca.
Dizem que depois de tempestade vem a bonança, vem a luz quase paradisíaca que enche o nosso coração de calor, radiante que fica por ser tomado unicamente pela beleza, pela serenidade que de todo o lado parece nascer.
Mas não. Nem sempre sucede a bonança à tempestade. Descobre-se sim um deserto com o afastar das nuvens, onde o Sol queima com a força que nos obriga ao cerrar dos olhos e deixando-nos ver apenas a sombra que somos, o lugar onde estamos, mas não qual o caminho a seguir. Sente-se falta do barulho dos trovões, sente-se falta da beleza dos relâmpagos, despreza-se a chuva, a humidade, mas não o conforto que o frio obriga a procurar e eis o encontro com esta a realidade luminosa, que seria supostamente idílica, mas que mesmo sem nuvens sombrias e ventos medonhos não surge nem se renova com tanta água que do céu negro caiu.

2 comentários:

GATA disse...

Dizem que depois de tempestade vem a bonança... Dizem!!! Mas, tal como tu, eu sei que isso nem sempre sucede... :-(

A Minha Essência disse...

Como também dizem que a chuva lava a alma... ;)

Beijo