segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Divagações


E sento-me à frente do pc ou de uma folha de papel em branco. Perante um formato ou outro a vontade parece crepitar dentro de mim como um desejo que se quer expressar só pelo simples facto de o poder fazer. Mas depois tudo aquilo que tinha surgido foge, muito antes de se conseguir passar para palavras escritas, como se a sua essência quisesse permanecer longe dos olhos, longe das marcas que são indicadas pelos dedos, os quais, com tacto e mestria tentam a toda a velocidade apanhar esses pensamentos ainda em queda, que vão e vêm, que aparecem e desaparecem, que cintilam e se apagam como se jogassem às escondidas connosco. E eis que se agarra uma ideia, a qual tem presa a si outras tantas, formando uma sequência com nexo a partir da qual se pode reproduzir algo para a realidade, ou somente ser mais um caminho sem destino, do qual só se obtém mais uma falha, que ficará esquecida dentro de nós e nunca poderá ser expressa.

5 comentários:

'Mimi disse...

É muito chato quando apetece muito escrever sobre algo e depois parece que tudo aquilo foi embora

A Minha Essência disse...

E assim nos perdemos nos nossos próprios pensamentos... devaneios... até encontrar rumo, muito tempos que penar.

:)

S* disse...

A imaginação surge do nada, quando quer... difícil controlar.

Lila disse...

Jamais permanecerá esquecida...será mais uma vez elaborada e enfim, escrita, descrita...assim acontece a catarse....tu se lembrará daquele momento exato onde a supos esquecida.
Ótima semana.
Bjs meus !

GATA disse...

Também ando com problemas de memória: ou é o cansaço ou é a velhice! :-)