domingo, 28 de fevereiro de 2010

Expliquem-me...

... porque muitas vezes não tenho paciência para querer perceber e muito menos vontade de o fazer!

Eu, as danças e o ballet...


Pois aqui me confesso portador de uma qualquer deficiência motora à qual se soma alguma vergonha levando à descoordenação dos movimentos sempre que tento que os mesmos respondam de modo cadenciado ao som da música. Mas mesmo assim, lá vou tentando, ainda que por vezes veja num rosto a expressão aflitiva provocada pela minha massa que se apoia erroneamente por breves segundos em alguns centímetros quadrados de um pé que não é o meu. Mas se há alguma coisa, nesse campo das coreografias que nunca me viria a fazer era mesmo o ballet. Por várias razões. A começar pela acima exposta. Se eu tentasse andar aos pulinhos em bicos dos pés o mais certo era ter umas valentes costuras na testa e um nariz de lado, resultado de várias quedas a prumo. Depois temos aquela indumentária – collants, que é como quem diz calças-muito-justas-e-finas-que-cobrem-um-lugar-que-os-homens-gostam-de-ter-à-vontade. Mas pior que isso, é colocar um homem assim vestido no meio de uma dúzia de donzelas, normalmente bonitas, elegantes e graciosas, de vestidos muito justos! Nem sei o que diga, seria um degredo, é que não se esqueçam, um homem de collants já é mau, agora rodeado de belas jovens…duvido que se conseguisse mexer-se e andar aos pulinhos…é que não dá muito jeito!



O Lago dos Cisnes tornar-se-ia provavelmente o Lago do Galo

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Da mudança


A mudança mais não é que querer voltar a página, mudar de paradigma. A mudança é igualmente o atrasar de algo em concreto, uma volta que se faz para que se conclua que algo não pode ser mudado ou adiado, mas é isso mesmo que reforça aquilo que supostamente se queria mudar. Contudo estou em crer que tudo pode ser mudado com um esforço racional sobre algo irracional, algo que é o hábito, o instinto que é combatido com a vontade, força maior da espécie humana. O grande problema é que por vezes queremos mudar algo que não queremos mesmo e este desejo não parte do interior, mas sim do nosso exterior e talvez por isso algumas mudanças acabam por ser falsos enganos a nós próprios.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Erros


Um dos meus maiores erros é ficar feliz e contente tendo por base nada de concreto, de real, apenas e só por uma esperança, imagem mental ou sonho que se forma e desenvolve na minha cabeça. Faço-o sem pensar, deixo-me ir, quase como se fosse um instinto. O pior é depois, quando "acordo" e vislumbro a natureza agreste e fria da realidade...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E mais dois!

A doce chocolate ofereceu-me um selo que muito agradeço :)!
Agora tenho três tarefas:

1.Indicar o selinho para cinco blogs cujos posts considere mais interessantes e cheios de significados, não levando em conta o layout ou a organização de widgets do blog.

Gaja com G maiúsculo
Carla
Lápis
Anira the Cat
“A invisível”

2.Responder a essa pergunta: “você acha que a beleza está nos olhos de quem vê ou isso é só desculpa de gente feia?”

A beleza e a definição do que é belo é algo muito relativo. Cada um vê a beleza de um modo diferente, contudo existem certos tipos de paradigmas de beleza inultrapassáveis, ou seja, que a grande maioria considera como tal.

3.Linkar quem te indicou o selinho.




A sempre simpática e querida "Gaja" ofereceu-me outro selo e lançou-me mais um desafio.

1-Dizer uma coisa que gosta em si.
Não precisar de usar óculos!

2-Dizer uma coisa que gosta no blogue de onde recebeu o selo.
Gosto dos textos bem construídos, onde há um fio condutor, da sensibilidade que transmitem e sobretudo da forma sincera como os mesmos são escritos!

3-Desafiar mais-coisa-menos-coisa-cinco blogues, oferendo-lhes este presentinho.Eis os contemplados:

4-Dizer uma coisa que gosta nos blogues que desafiou:
Gosto de todos eles e muitos outros, pela criatividade, originalidade, sinceridade, humor, temas descritos e pela inteligência e forma como são escritos.

5 - Tornar visível no seu blogue este selo e respectivo desafio.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Frases que me fazem uma confusão danada!

Ah, foi um enterro bonito!


???????????????

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

...

E eis que quando vou iniciar a semana, logo pela manhã cedo, ainda a tentar ordenar mentalmente todos os meus horários, compromissos, a planear de cabeça todo um novo ciclo a curto, a médio prazo, envolto nos meus problemas do dia-a-dia, sendo que na sombra estão sempre presentes os “outros” problemas, aqueles sobre a existência que constantemente me assaltam e são deixados para segundo plano distraídos por múltiplas tarefas mundanas, que recebo uma mensagem de um grande, senão mesmo o maior, amigo, o mais antigo e o mais presente em muitas circunstâncias da minha vida. A mensagem carrega pesar, carrega dor, uma espécie de algo que já estava anunciado desde o final do ano, mas que as voltas do destino decidiram, de modo maquiavélico, fazer durar mais um tempo, fazer subsistir uma pequena esperança que agora se esfumou por completo. A dor da espera termina para dar origem à dor da perda. O pai do meu amigo faleceu depois de muito lutar com todas as forças que lhe restavam. E eu caio em mim mais uma vez, vejo quanto mesquinhos e miseráveis são os meus problemas. Consigo arranjar maneira de conduzir cento e cinquenta km noite fora para estar presente e dar o meu abraço, fazer a minha despedida. Sinto a impotência do ser humano perante a dor da perda espelhada em mim, a sempre difícil reacção que a morte provoca em nós. Estive presente, mas é difícil estar sem ter poderes para minorar a dor de um amigo…

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Divagação


Queria sentir a tua respiração, o teu cheiro, o teu calor, ali perto de mim numa constante que por si só seria suficiente para me completar e envolver, onde me perderia sem rumo, sem o desejo de voltar, o qual se perderia para sempre da minha vontade cujos elementos se estilhaçariam em mil bocados, sendo que cada um deles mais não seria que todos os poros do meu corpo já de si diluído no teu, sem principio, sem fim, num sentido sem sentido, imersos em si mesmos, numa promessa eterna onde o ser mais não seria que uma mera lembrança distante da qual nos afastaríamos, conjugando um único singular a partir de um plural, numa chama única que crepita e ondula ao sabor dos meus sonhos ou tão simplesmente do que poderia ser o nosso encontro que não é promessa, a não ser num futuro que tarda em chegar e que cada vez vejo como mais distante e menos real…

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Desafio!


A sempre simpática e gentil Gaja com G maiúsculo dedicou-me este selo e lançou-me um desafio, que confesso, tratar-se de um verdadeiro desafio, visto que para responder a algumas das questões fiquei, literalmente, à rasca!
Então aqui vai o resultado:

1. Dois truques de beleza:
- Dizem que dormir ajuda, se é verdade não sei, mas que durmo menos que devia é uma realidade, mas não por vontade própria!
- Comer cenouras, de preferência cruas, diz que faz os olhos bonitos!

2. Duas prendas que gostas de receber:
- Livros, sem dúvida, uma das minhas perdições!
- Tudo o que me surpreenda pela positiva, pode ser algo em concreto ou não!

3. Local preferido para fazer compras:
Uma grande superfície comercial, porque tem o maior número de lojas, o que ajuda à logística.

4. Dois defeitos:
- Mau feitio.
- Ser pessimista, muito embora goste de me considerar realista, mas confesso que o realismo é por vezes um eufemismo.

5. Duas qualidades:
- A sinceridade, por vezes em demasia, se bem que em algumas ocasiões “escondo” essa qualidade.
- Honestidade, estou vacinado contra a febre-amarela!

6. Dois produtos de beleza recomendáveis:
- O After shave e o creme nívea (este último é bom para estancar os cortes da barba de modo a não deixar marcas!)

7. Três manias:
- Andar na rua sempre de phones nos ouvidos (um destes dias cai um meteorito e não dou por nada!).
- Ter a carteira no bolso da frente das calças(E não é para me favorecer, dá mais jeito, só isso!).
- Contar até ao minuto certo antes de sair de casa!

8. Três características que não suportas nas pessoas:
- Hipocrisia, odeio gente hipócrita, revolta-me!
- A Mania, aquela gente que pensa que o mundo parava se não tivessem nascido!
- Gente mooooole, irrita-me pronto, faz-me espécie, uma pessoa a querer despachar-se essa gente a empastelar tudo!

9. Três características que admiras nas pessoas:
- Honestidade, pessoas que não enganam os outros, pessoas pelas quais se pode por as mãos no fogo sem pensar duas vezes.
- Altruísmo, quem é capaz de dar ao outro sem pensarem si, quem pensa primeiro no outro e só depois em si.
- Personalidade, bem vincada, quem tem ideias próprias, quem pensa pela própria cabeça e não tem medo de dizer o que pensa e o que sente.

10. Pessoa especial para ti:
- Não há uma pessoa especial, existem várias, que me acompanham ao longo dos anos, que me apoiam incondicionalmente, mas sobretudo, me aturam. Quem sabe um dia apareça uma pessoa que congregue numa síntese parte das características destas pessoas numa só, mas ainda assim, nunca poderá existir somente uma pessoa especial.


Passar este selo a mais 5 Blogs:
- Anira the Cat
- Invisivel
- *B*
- Nirvana
- Sakura

sábado, 20 de fevereiro de 2010

...

O pior sofrimento não é aquele que nos é provocado por quem odiamos, mas sim por quem gostamos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Saber lutar


Saber lutar por algo significa que se consegue obter o sucesso ou é também aceitar a derrota mesmo quando ela é único paradigma conhecido?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Da esperança


Por mais vezes que perca a esperança, ou que sinto que a perco, o certo é que ela está sempre lá, presente, continua, mesmo que minúscula e invisível. Mas de cada vez que é posta à prova, sempre que surge um desafio maior, sinto, que mesmo a arder dentro de mim, vai perdendo intensidade, renova-se mas não da mesma maneira, perde sempre um pouco depois de provocada. Talvez a esperança envelheça, tal com nós e envelheça mais rápido sempre que sujeita ao que a contradiz, ao que quer resistir a ela, ao deixar de acreditar, porque somos nós que a alimentamos e nem sempre o fazemos de forma correcta reflectindo-se isso na sua essência.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O que mais queremos


As coisas que mais queremos por vezes não são aquelas que pedimos continuamente, as que transformamos numa palavra, frase ou simples pensamento. As coisas que mais queremos são aquelas que surgem como resposta a um desejo inconsciente, as que são adivinhadas e sentidas mas não proferidas, são as que surpreendem e surgem do inesperado. São essas as coisas que queremos e talvez por isso sejam tão difíceis de obter…

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

...


Poderia dizer as coisas de forma simples, directa, apenas manifestando o único pensamento primário que me passe pela cabeça, mas ao invés disso penso com receio do arrependimento, de tal forma que tudo acaba em silêncio...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ser humano


Ser-se humano é uma virtude, mas na maioria das vezes é ser um problema porque ninguém quer ser humano. Embora que todos digam que sim, que são e querem ser no fim não são porque ser humano é ser simples, é admitir que erramos, é gritar do nosso interior nós mesmos, sendo nós mesmos aquilo que nos vai no momento, os nossos desejos, anseios, sonhos. Mas todos querem a perfeição e a perfeição é não haver enganos, é saber usar códigos que nos são impostos para dizer tudo de uma forma fria, com sentido correcto, sem sombra de irracionalidade sendo que, agir de outra forma, é sermos animais ou melhor dizendo, básicos, quando no fundo o que estamos é a renegar a nossa própria essência, a qual deveria ser valorizada, mas todos nós tememos demonstra-la e até mesmo vê-la, porque nos custa a aceitar que muitas vezes tudo pode ser tão simples de tão formatados que estamos em aceitar a vida que temos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Do dia dos namorados


Não tenho nada contra o dia em si, não tenho nada contra quem está feliz ou completo na vida. Contudo o que gira à volta deste dia provoca em mim um misto de ideias contraditórias, se por um lado nada de me diz por outro diz-me muito, mais ainda quando, durante toda uma semana, os outdoors, publicidade, campanhas de telecomunicações e todo o género de decorações lembram-me que hoje é um dia a dois, um dia de pares, um dia de plurais e não de singulares. E os singulares parecem ser uma espécie de renegados, de gente que vive à margem, porque aqueles que têm par perguntam-nos sempre pelo nosso, como se fosse um cartão de entrada para uma festa da qual não podemos participar por muito desejo que os anfitriões tivessem que o fizéssemos. E depois há os pares que se “aguentam” somente para ultrapassar este dia para depois terminarem tudo, oferecendo presentes e situações especiais simplesmente para dar a entender que ainda estão integrados, porque de outra forma não conseguiriam ultrapassar este dia, para evitarem perguntas, porque hoje é o dia em que não se pergunta por nós mas sim pelo outro. Hoje é também o dia de muitas declarações, de muitos tiros no escuro, de muita gente que se assume e declara-se com fé que a suposta “magia” proporcionada pela data leve ao sucesso o que nem sempre funciona porque certas coisas necessitam mais de que um dia no calendário, necessitam de preparação prévia, de um caminho para se obter uma feedback sincero e positivo. Hoje é o dia de muitos interesses, sobretudo comerciais, é dia dos supostos felizes, dos supostos amantes, das citações lamechas, é o dia das obrigações destituídas de sentimento, é o dia das discussões intestinas que de modo racional querem tornar, pela força, um dia imposto num dia especial.

Hoje é para mim um dia como os outros, um dia em que me esforço por pensar nas coisas boas que se tem, que tento afastar as nuvens negras com alguma ironia e sarcasmo, tentando ver defeitos em tudo o que existe fora de mim. Contudo hoje também é o dia em a minha singularidade pesa numa solidão que bate forte, não de dentro para fora, mas de fora para dentro.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Das histórias


As histórias nascem na nossa cabeça, construímo-las a partir do nada, de um pequeno sinal, de uma pequena dúvida, de algo minúsculo em que nem reparamos à primeira vista, julgando tratar-se de uma realidade completamente nova, de uma porta que se abre, de um novo paradigma que se descobre mas no fundo nada é novo, nada é real, é simplesmente a renovação do que sempre sentimos, apenas com outra capa, outra moldura, sendo o pano de fundo de fundo o mesmo – a nossa imaginação a funcionar, o nosso desejo, o nosso sonho. É fácil deixarmo-nos encantar pelas histórias que produzimos, apaixonarmo-nos por elas, sofrer e torturar-nos quando percebemos que não as podemos tornar realidade exactamente por não serem reais e não passarem de divagações a que nos entreguemos e pelas quais somos seduzidos. As histórias que criamos são perfeitas e fazem-nos esquecer a imperfeição da realidade onde o brilho é bem menor e tudo cintila de uma forma indefinida, onde ressaltam as dúvidas naquilo que sentimos mas também é onde se dá a verdadeira loucura do imprevisível que nos provoca o sorriso mais verdadeiro. Contudo, ainda assim, mesmo ao saber isso, acredito que um dia uma destas histórias se torne real, ou pelo menos origine algo real, seja uma realidade de outra forma, que não seja impossível, que não nos retire o sorriso do rosto…

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Da sinceridade


A sinceridade pode ser quente mas também fria, muito difícil de dizer mas muito fácil de compreender. A sinceridade é construtora de sonhos e realidades mas é também a némesis dos mesmos. A sinceridade é muitas vezes omitida por nem sempre ser pronunciada porquanto é acutilante como aço damasco que abre feridas difíceis de estancar ao mesmo tempo que as fecha se a quisermos aceitar. A sinceridade por vezes não é reconhecida, porque é elemento raro, daí que nem sempre se acredite na mesma, pois muitos usam-na para fins opostos à mesma. Todos temos sinceridade, nem que seja apenas no momento em que nascemos sendo expressa no primeiro choro, mas nem sempre a utilizamos ou sabemos e queremos usar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Corta-interesse

Estou eu numa das minhas “esperas” pelo Bus, quando vejo aproximar-se, lá do fundo da rua, uma jovem donzela à qual estes olhos "treinados" começaram disfarçadamente a tirar as medidas o que dá matéria para este cérebro começar a ter ideias e a ver sinais verdes a acenderem como luzinhas cintilantes por todo o espectro da massa cinzenta. Quando a jovem se colocou debaixo da mesma “telha”, encontrando-me eu em tais divagações, começo a ouvir um som gutural. Sem pejo a jovem “puxa” bem lá do fundo e escarra violenta e sonoramente para o passeio, tendo como único acto de higiene limpar a beiçola com os dedos, persistindo em algumas réplicas sonoras de menor dimensão após conclusão do acto.

[Depois eu é que sou esquisito!]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Das coisas complicadas


Por vezes sinto uma euforia em mim que resulta do despertar de uma energia que me invade de forma vigorosa, dando-me coragem e confiança para fazer algo em questão, sem sombra de dúvida ou de fraqueza e nesses momentos sei que seja lá para o que me dá tal força tudo vai sair bem. Acontece porém que, na maioria das vezes, este “estado” desperta para fazer coisas que julgo serem conseguidas apenas com esta vibrante condição, tal não sendo possível de outra forma. Mas a verdade é que sempre que algo é conseguido por este meio, é no fim algo muito simples, algo que seria conseguido de uma forma mais suave se simplesmente me decidisse a tentar em vez de complicar ou de deixar para a última da hora. Contudo, as coisas verdadeiramente complicadas parecem esconder esse seu significado de mim, não revertendo em nenhuma forma que me impulsione para obter o dinamismo necessário para as resolver. Talvez por isso há tanto que não faço e não consigo fazer...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Histórias de amor


Todos já tivemos as nossas histórias de amor. O problema é que bem vistas as coisas, na maioria das vezes foram histórias de amor e desamor, onde a marca do sofrimento está presente ao lado da marca de uma boa memória. Contudo são normalmente as más lembranças que mais depressa vêm à superfície. Quantas vezes não suspirámos por alguém sem que tenhamos sido correspondidos? Quantas vezes fomos iludidos ou até enganados, porque quem está apaixonado nada vê a não ser aquilo que sente. Quantas vezes nós fizemos sofrer de forma voluntária ou involuntária, conscientes ou inconscientes desse facto. Uma história de amor só pode ter três fins: inicia um período de felicidade que perdura para a eternidade; tem um final devido ao entendimento das partes quando estas percebem que a “chama” se apagou; ou simplesmente acaba mal dando origem a ódios violentos, irracionais e até de alguma demência. Com um fim ou sem o mesmo, o certo é, que queiramos ou não, elas acontecem, de forma consciente ou inconsciente, mas a sua continuidade e desenvolvimento são um enigma tão grande como a própria vida.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Os outros


Existem aqueles que fazem sobressair o pior que há em nós, outros o melhor que temos e nem sabemos. Depois há ainda aqueles que nos conseguem mudar e os outros que pensam que nos podem e conseguem mudar…

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Consegui!


Finalmente, depois de muitas duras e penosas tentativas, consegui finalmente acertar a fazer sopa! Tem aspecto, textura e sabor a sopa, o que muito me espanta porque nem acredito que consegui fazer tal proeza! E os dados são científicos, ou seja, consegui repetir a façanha diversas vezes! Na primeira vez achei que tinha sido sorte de principiante, na segunda que de alguma forma me teria enganado, na terceira comecei a aceitar o facto de que afinal até consigo fazer a coisa, na quarta encontro-me totalmente confiante a conduzir o “processo”!
Pode-se dizer que isto foi um pequeno passo para a humanidade, mas foi sem sombra de dúvida um grande passo para mim!

[E um muito obrigado a algumas simpáticas seguidoras que se deram ao trabalho de me dar umas dicas!]

sábado, 6 de fevereiro de 2010

...


Tal como por vezes imaginamos o passado que nunca tivemos, também podemos imaginar o futuro que nunca vamos ter, o problema é quando boa parte da vida se resume a isso...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

És...


...o meu maior desejo, o meu sonho, a minha síntese. És tudo o que não tenho, o complemento, que me falta, a alma que me faz vibrar, o espírito que me faz voar. És carne, és coração, dor, és luz que queima os olhos. És a aspiração não conseguida, a vida que me leva mais longe. Dás-me sem saber, fazes renascer tudo o que vai dentro de mim. És o infinito, a felicidade, a loucura que me invade, a chama que arde eternamente. Tu és tudo, a cereja no topo do bolo, a flor mais bela e rara, a ruptura que me faz cair, a dúvida que me dilacera, que me levou e faz-me não ser, porque perante ti só posso arriscar sonhar. És aquilo que está para lá do infinito, o mar revolto e selvagem onde eu quero nadar ou simplesmente afogar…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E assim fiquei perplexo!


Conversa que tive com um colega hoje:

Ele: Epá tenho de me despachar, vou ter curso!
Eu: Curso? Estás a tirar o quê?
Ele: Como vou casar pela Igreja tenho de ter um curso sobre os fundamentos do matrimónio.
Eu: ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!


[Então agora para uma pessoa se casar é preciso curso? Qualquer dia é preciso curso para...a lua de mel!]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hoje


Não tenho vontade…de NADA!!!


Pronto, tenho dito!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que nos define?

Aquilo que fazemos, que dizemos, que parecemos, que somos para o exterior ou o que somos no nosso interior, os nossos pensamentos e sonhos? Terão os nossos segredos, sejam eles grandes ou pequenos, algum impacto no que somos ou aparentemos ser? Não sei dar uma resposta, talvez possa usar mais uma vez a abrangência generalista que tudo abarca e acabando por não abarcar nada devido às pontas soltas que deixa, às linhas que não se conseguem misturar ou costurar numa qualquer malha que nada mais é que a nossa existência. Mas perguntou-me ainda se aquilo que somos está determinado pelos segredos que carregamos, pelas memórias que são só nossas que não revelamos a ninguém por medo, vergonha ou simplesmente porque não as sabemos justificar ou explicar. Mais uma vez fico sem resposta…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Perfeição e imperfeição


Uma alma perfeita é como uma parede branca, basta uma pequena mancha para deixar de o ser e por mais contrastes de luz a que se exponha essa nódoa vê-se sempre…