quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Divagação


Não há mas já houve, mas mesmo quando houve não foi garantia de nada a não ser do sofrimento por não se saber chegar e digerir. Mas quando não há, há um vazio, uma secura, um vácuo que parece aspirar de nós o ar deixando-nos vazios. Haver não significa melhor, não significa remédio nem solução, mas sim um objectivo que pode não ser definitivo mas é sempre um ponto de partida para nos arrastar num misto de contradições, ora vivos demais por sentir, ora desejos de morrer por sentir. É difícil encontrar, mas mais difícil ainda resumir, concluir, chegar ao fim e sintetizar. Um ponto de partida é apenas isso porque não define a chegada, porque se pode ter de percorrer apenas mais um caminho para nada, pelo qual se derrama suor e lágrimas que são alimentadas pela combustão das nossas emoções, para no fim se encontrar apenas um deserto e dentro de nós nada sobrou para consumir

4 comentários:

GATA disse...

Ai jovem... andas a pensar demasiado, isso faz mal...

hierra disse...

Been there, done that ;)

Bella disse...

Espero que encontres a tua meta, a desejada;)

S* disse...

Por isso é que eu acho que o caminho que tomamos é o mais importante. A meta é um objectivo, a forma como alcançamos o objectivo é que importa.