terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Do ser


Até se pode vestir aquilo que não se é, mas rapidamente é-se apanhado, desmascarado, nem que seja pelo desconforto que outra pele nos provoca. Podemos enganar-nos, mas também nos podemos equivocar, quando num momento somos algo que gostamos de ser, apenas porque sentimos do fundo do nosso espírito que o somos realmente, e somos, mas não sempre, nem somente isso. Somos mais, o bom, o mau, momentos inspirados raros que contrastam com os momentos menos inspirados de quase sempre, traduzindo-se a mistura num aguardar constante por algo que não controlamos, por esses ensejos que parecem ser o pico da nossa existência, sem sabermos de onde, o quando e como vão surgir novamente para nos animarem os nossos dias que se pautam por uma existência resignada à espera constante. Então ansiosos que estamos, queremos recria-los, usa-los de forma artificial, imitando-nos a nós próprios, baseados numa memória e não no pulsar interior e verdadeiro. E nesses momentos surge o arrependimento e a incompreensão na nossa própria consciência que não percebe porque algumas coisas, mesmo que nossas não se podem controlar ou acender quando queremos.

4 comentários:

Margarida disse...

Vestindo a pele de quem sou, mostrando-me, por vezes, quem não sou, equivocada apenas me encontro quando, perante aqueles que o meu olhar conhecem me despem essa pele que me protege, e decidem proteger-me com os seus próprios braços...

Sofia disse...

Olá!
Em suma, sejamos nós mesmos, sempre e em qualquer circunstância :-)
Beijinhos,
Sofia

S* disse...

A pele de carneiro não esconde o lobo... ou vice versa.

A Minha Essência disse...

Enganar aos outros ou a nós é um erro crasso! :)

Beijo