domingo, 30 de janeiro de 2011

Porque será?


Porque será que aquilo que queremos, aquilo pelo que mais ansiamos, onde se investe a energia dos sonhos, a força do desejo, aquilo pelo que somos capazes de deixar de ser ou tornarmo-nos outro ser ou mais do que já somos, é também aquilo que mais mal nos faz, nos corrói como ácido, nos devora como uma fera, nos magoa como uma queda?
É sabido que existem sempre duas faces numa moeda, duas partes numa equação, mas porque será que estas têm de concorrer uma com a outra sempre no extremo, digladiando-se num luta infinita apenas porque para se atingir uma é preciso passar pela outra?
A sabedoria popular diz que aquilo que mais queremos é aquilo que mais nos faz mal, como se querer fosse mau ou possível de deixar de sentir, quando querer e desejar bem como sonhar é tão natural como respirar, mas o mesmo implica igualmente ter de sofrer de alguma forma a não ser que todo esse querer seja apenas um capricho cuja realização pouco impacto ou mossa tem na nossa vida.
O problema é que existem coisas que não podemos esconder a não ser dos outros, mas de nós nunca, porque batem e rebatem sempre, obrigando-nos a aprender a viver para superar ou somente a sofrer conformados e resignados.

3 comentários:

Anónimo disse...

demasiado vago....

http://claudiaaoextremo.blogspot.com/ disse...

Perfeito!!! É justamente isso que sinto e muito mais hoje
Gosto demais de suas palavras por que me encontro nelas e sei que muitas vezes a culpa se é que ela existe pertence unica e exclusivamente a nós mesmos por não tomar rédeas das nossas próprias vidas...

A Minha Essência disse...

Isso quando não é passado por cima de tudo. É de bradar aos céus!
Fiz-me entender? ;)