sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

...


Não sei mas sei que vou continuar sem saber, por mais que procure, por mais que pense encontrar, algo ficará sempre na penumbra, para além do alcance, mais longe do que é possível chegar, mas perto o suficiente para perceber a sua existência a qual cria a ilusão de ser possível atingi-la, mas ao mesmo tempo percebe-se que a descontinuidade é continua, densa e fria, deixando sempre uma parte nesse outro lado distante, nesse outro universo que fará sempre parte de algo que não eu.

4 comentários:

Olívia Palito disse...

Pronto... E quando venho para aqui inspirada para comentar, e arrasas-me (salvo seja) com um post destes, que não me deixa grande capacidade de argumentação. (Ou então sou muito burra. O que também pode ser verdade!) :)

Quando for grande (com1,90m mais ou menos)quero escrever como tu!

Beijo! (Hoje estás com sorte!)

Margarida disse...

Uma continuidade descontinua que não é passível de alteração, apenas de um ténue vislumbre que sempre nos acompanhará...

Beijinho :)

S* disse...

Eu acredito que a maioria dos nossos sonhos são possíveis de realizar. Se esquecermos a densidade e a dificuldade, é possível chegar onde queremos.

A Minha Essência disse...

Deixar fluír. Talvez seja mais fácil.

Kiss