quarta-feira, 20 de abril de 2011

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Sem nenhuma razão especial há dias em que acordo perante uma angústia ensurdecedora, onde sinto todo o peso da atmosfera nos meus ombros, um frio que me faz suar por cada poro da pele e um calor que gela cada tendão do meu corpo. Mesmo sabendo que é apenas um dia, passageiro e finito, fico sempre com o mesmo na memória, talvez para procurar, sem concluir, quais as causas do mesmo, os sinais que o possam pronunciar. Mas sei que isso de nada serve, todo e qualquer uso da razão para tentar adivinhar ou domar tais sensações que provêm unicamente do espírito são sempre vãs, pois o mesmo move-se sem restrições e permanece sempre um mistério, quer na sua forma, quer nos desígnios misteriosos que transporta e acima de tudo provoca. 

6 comentários:

Olívia Palito disse...

Penso que conheço essa sensação que descreves. Não gosto. Essa sensação tira-me a paz. Incomoda. Parece um turbilhão cá dentro. O que vale, é que esses dias (no meu caso) não são todos os dias. Caso contrário, estava lixada! ;)

Utena disse...

Tudo tem a sua razão de ser, sensações e experiencias que não entendemos hoje são esclarecidas amanha.
Sei como é a sensação porque a sinto muitas vezes também...
É avançar dia a dia por entre trovoadas com a mesma garra que atravessamos raios de sol.

Isis disse...

Desta vez compreendo-te e concordo contigo.

Eva Gonçalves disse...

Se acontecer muitas vezes... procura ajuda... digo eu... vai por mim. beijinho

A Minha Essência disse...

Assustador mesmo! Porém, não podemos deixar que esse medo e essas sensações existentes tomem conta de nós.

Beijo

Carolina Tavares disse...

É isso.