sábado, 23 de abril de 2011

Quando se diz...

Em muitas ocasiões da minha existência é quando me chateio de verdade com algo que resolvo um problema definitivamente. Isto depois de andar a dar voltas e mais voltas, de tecer pelos meios diplomáticos uma solução, de procurar  através da calma, do pouco alarido e de alguma despreocupação a serenidade. Mas quando digo basta é basta e quando isso acontece dá-se o cataclismo transpirado de irritação, numa convulsão profusa de palavras e actos agrestes, directos, sem corantes nem conservantes, indo ao âmago da questão numa velocidade sem curvas, pondo o jogo na mesa aceitando toda e qualquer consequência, mesmo quando as probabilidades estejam todas contra mim. Embora a fórmula pareça simples não é fácil de aplicar, porque para ter efeito é preciso partir do fundo, sendo uma arma de último recurso que se usa somente em casos extremos, porque é impossível viver sempre no limite, onde se extrapolam muitas vezes atitudes e pensamentos que se procuraram até aqui omitir, visto que tais ferem sempre susceptibilidades, perturbando uma imagem que se baseia num conjunto e não num acto isolado, a qual é sempre a que fica, marcando-nos e surpreendendo-nos a nós e aos outros para sempre, sendo que, ainda assim, nem sempre atingindo os resultados pretendidos, mas nesse momento qualquer resultado é válido, já que se está disposto a aceitar qualquer um.

7 comentários:

Utena disse...

Mas temos de ter consiência que nessa altura não há volta a dar!
Saber manter a decisão e levar até ao fim!
Não, não é fácil mas quando a tomamos sabemos que nada mais há a fazer.
Excelente texto!

O Impenetrável disse...

estou vivenciando dias de revolta. muito interessante o seu post, me identifiquei o suficiente ao ponto de saber (graças aos deuses) que não estou só.

abraços!

hierra disse...

Eu sou assim vou aguentando até rebentar!

Eva Gonçalves disse...

Muitas vezes, em vez de ser o último recurso, deveria ser mesmo o primeiro se assumissemos uma atitude assertiva logo de início, poupavamos tempo e irritação... :)

Lila disse...

E como é difícil dizer basta à nós mesmo né?!
Caminhada solitária e dolorida, mas, chega-se lá.
Bjs meus !

Psiuuuu!!Sou eu! disse...

Engraçado que nos últimos tempos disse para mim, basta, para algumas situações, não o cheguei ainda a exprimir verbalmente nem actos, mas penso que será algo que inevitavelmente irá acontecer, porque há momentos que é mesmo preciso um basta para um novo recomeço e rumo!
:)

Laura M. disse...

E com a palavra (e sentimento) BASTA, chega o sentimento de alivio...