segunda-feira, 9 de maio de 2011

Decisões

Existem momentos em que temos de decidir sem ter tempo para pensar, para planear ou ponderar quais vão ser as consequências que podem advir das nossas decisões. Depois estes momentos ficam gravados na nossa retina como um momento de sorte ou azar que dá origem a um momento de clarividência ou estupidez pura consoante o caso, produzindo-se em nós um profundo sentimento remorso ou de alívio pela decisão tomada. Alguns de nós improvisam melhor que outros, estão mais preparados ou simplesmente acabam por ter a tal "sorte" nos momentos de pressão mais do que nos momentos de perfeita acalmia. Mas todos acabam sempre nestes momentos, nestes instantes que se podem traduzir no sucesso ou na derrota. Aquilo que mais nos complicada a vida é o facto de por vezes o nosso futuro estar pendurado por esses escassos segundos que gritam por uma acção da nossa parte, onde se decide o tudo ou nada. Enganados estamos quando pensamos que podemos decidir mais tarde, na esperança que entretanto surja a resposta ao melhor caminho, ou então que alguém ou algo decida por nós, um sinal, um click, mas essa é a melhor forma de perder o comboio e tão difícil que é correr depois atrás do mesmo para se ter hipótese de o apanhar novamente, e aí o arrependimento mistura-se com a necessidade de se ter decidido de qualquer maneira somente para afastar de nós o estigma de não se ter aproveitado aquilo tantas vezes queremos mas surge sempre inesperadamente, do inesperado, colocando-nos no desespero de agir ou não agir.

4 comentários:

Sairaf disse...

Foste um menino muito mau!!!
Tive de queimar a retina para ler este texto, mas esse é o problema constante da vida, o que fazer em certos e determinados.
Abraço doce
Com carinho
Sairaf

L'Enfant Terrible disse...

Sairif
Problema resolvido! Erros de produção...

S* disse...

Não gosto de pensar no que poderia ter feito depois de não poder corrigir. :)

A Minha Essência disse...

Agir de consciência sempre é mais assertivo.

:)