segunda-feira, 30 de maio de 2011

Querer

Dá-se tantas vezes o problema de se querer, sem se saber o que se quer exactamente, temendo abrir a caixa, mas ao mesmo tempo desejar abrir a mesma, sem se saber qual a razão imediata para o fazer, sentindo somente o desejo de o fazer. Daqui nascem os actos impensados e os actos louváveis, aqueles dos quais nos envergonhamos e aqueles pelos quais nos orgulhamos por fazer e ainda os outros, aqueles que nos deixam com remorsos, tanto porque os fizemos ou porque não fizemos. De qualquer forma qualquer destes actos deixam-nos a pensar, sobre o resultado produzido, sobre o resultado que poderia ter sido produzido, ou sobre o resultado que podia ter sido produzido de outra forma. Mas a razão escapa-nos, acaba por se evaporar no momento antes e no momento depois, porque só deixamos de ter dúvidas quando nos decidimos a agir e assim fugimos à razão, fugimos à lógica e talvez por isso acabamos por nunca vir a saber o porquê de tanto, talvez porque há porquês sem resposta, que se seguem apenas, para o bem ou para mal e tantos outros porquês e dúvidas que mantêm a caixa fechada, para nunca mais a mesma se abrir, mantendo-se apenas a dúvida do que lá se encontraria e o que isso mudaria se é que mudaria algo.

4 comentários:

Girl in the Clouds disse...

Isso é verdade, às vezes queremos, não sabemos bem o quê, mas também pelo medo, de não se sabe bem de quÊ!!

Utena disse...

Nada como deixar seguir em frente o instinto

hierra disse...

Querer não é necessariamente poder, mas pode ser se se seguir o instinto de ir em frente sem medos!!

GATA disse...

Neste momento sei muito bem o que quero: fuzilar os sindicatos dos transportes públicos!!!