segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Conselhos"

Há sempre quem me diga, mais do que uma vez, para deixar-me ir por uma vez que seja e parar de pensar. Nas raras vezes que sigo esse “conselho” sabendo que possui alguma razão de ser, acabo por ir mais além mas mais depressa volto, absorto de arrependimento por ter seguido o “conselho”, contrariando-me a mim próprio, baixando as barreiras e perceber que a água está mais gelada do que todos diziam e não é o facto de mergulhar de cabeça que vai a tornar mais quente e agradável. Deixar-me ir sim, aos poucos, com parcimónia, o que pode aos olhos de uns parecer ser o oposto, mas para mim é a natureza da minha realidade e a essa não há volta a dar, muito embora a mesma quebre e por si só se atire em momentos de conjugação única, mas nunca pelo conselho alheio ou razão própria, mas sim pelo grito do instinto, o qual produz as mesmas consequências, muito embora com saldo mais positivo do que quando se vai apenas usando de uma tímida razão que atrapalha e ouvindo a voz da plateia.

6 comentários:

Ana disse...

Olá, L'Enfant :)
Lá diz o ditado: "Se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se." Muitas vezes, as pessoas dão conselhos sem se aperceberam das verdadeiras implicações desse gesto. Dependendo do grau de intimidade que se tem com os outros, um conselho dado de forma leviana e de teor generalista, pode até ser prejudicial.
Acho que é bom, ouvirmos conselhos de pessoas que nos são próximas, mas só os devemos seguir se acharmos que são válidos para nós, não porque estaremos a corresponder às expectativas dos outros.
Nestas situações, sigo sempre o meu instinto... já me dei mal, como já me dei bem. De qualquer das formas, é sempre uma aprendizagem ;)
Beijinho

Margarida disse...

Um conselho não passará disso mesmo. E porque todos somos diferentes, nunca ninguém, ao oferecer um conselho, saberá do quanto ele se pode, ou não, adequar. Há conselhos que o são, apenas por ser, sem de facto o querer. Nada mais.

GATA disse...

Não dou 'concelhos' nem 'juntas de freguesia'... e essa de "deixar-me ir sem pensar" não é para mim. Eu gosto muito de pensar, e pela minha cabeça!

Anna disse...

Por muito que os conselhos venham por bem, são apenas opiniões "externas"... Agir, só por nós mesmos... se entendemos que devemos abrandar o passo e avançar ao nosso próprio ritmo, então assim deverá ser. Porque também os ritmos e os equilíbrios são diferentes para cada pessoa...

A Minha Essência disse...

"Se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se."

Tão verdade!... ;)

Vaidosa e Prepotente disse...

Como compreendo essa sensação de seguir um conselho que não é bem compatível com a nossa vontade e dar tudo errado. Faz desejar o botão de rewind... Sou como tu, com calma, porque a água está gelada e tenho que me ir habituando, cm a cm.:)
beijinhos