sábado, 4 de junho de 2011

Da beleza

A beleza não existe por si só, de outro modo não existiria, porque a mesma nasce do encontro de dois pólos, quando se dá a perspectiva daquilo que é belo e daquilo que não é, num jogo de comparações onde há admiração que pode surgir de um só lado e tão raras vezes surge mutuamente. Muitos afirmam que a beleza serve somente para ser admirada, apreciada, para nos indicar um caminho que nos conduza à felicidade, à esperança e assim dar-nos paz interior, mas a beleza também faz sofrer, sofrer por não se poder alcançar, porque não a podemos ter, sentir ou fazer parte da mesma e tantas a vezes a beleza é fugidia, encerrando-se num castelo que se abre somente para aqueles que têm a perícia de o saber invadir conseguindo desse modo toca-la e quiçá ampliarem a mesma ao tornarem-se parte integrante da mesma.

4 comentários:

Utena disse...

Sem palavras... o teu texto é comovente...
Parabéns!

hierra disse...

Beleza é uma necessidade insaciável, nunca se é demasiado bonito...

Mona Lisa disse...

A beleza está no olhar do observador.

Dayse Sene disse...

Todos nós teremos uma beleza perfeita, se nós próprios aprendermos nos olhar de dentro para fora.
Pois a beleza interior reflete na exterior
e te faz mais bonita, e de bem com a vida.
Uma linda noite.
Um grande abraço.