sábado, 16 de julho de 2011

Sabedoria


Diz-se que há pessoas mais sábias que outras, da mesma forma que se diz que uns são mais inteligentes que todos os outros. Ainda que alegadamente se consiga “medir” a inteligência, ou pelo menos ter uma ideia quantitativa do valor da mesma por meio dos famosos testes de QI, o certo é que no que respeita a medir o intelecto humano nada é muito certo e cai-se profundamente no campo da subjectividade. Poder-se-ia dizer que a sabedoria nasce com as pessoas, talvez, mas creio que é algo cujos alicerces se encontram firmados naquilo que se aprende e sobretudo na disposição que cada um tem para aprender. Ainda assim, por muita sabedoria que alguém tenha ela não é algo continuo, constante ou não fosse o ser humano essa fonte de inconstância e inquietude permanente. Os mais velhos são mais sábios e isto, diz-se, deve-se ao tempo e à vivência maior que tiveram em relação aos mais novos, mas creio que a sua sabedoria nasce do facto se apenas poderem opinar e não realizar, daí que consigam ser figuras isentas, espectadores que como tal conseguem a distância necessária para formular a sabedoria, tecida isso sim pelas teias do tempo que os mesmos conservam. Quanto a todos os outros, aqueles que ainda não chegaram a uma provecta idade para chegar a esse ponto, resta-lhes pensar que a sua sabedoria reside não no que sabem, mas antes naquilo que não sabem e ter essa consciência é talvez a única coisa sábia que conseguem atingir num dado estágio da vida.

1 comentário:

GATA disse...

Isso de ficar mais velho = ficar mais sábio é mito. Em certas pessoas, o aumento da idade atrofia o cérebro!