domingo, 28 de agosto de 2011

O medo


O medo é essa vertigem contraditória que nos imobiliza, que nos faz reagir de forma desesperada, aprisionando-nos nas suas malhas se assim deixarmos, vivendo no tempo infinito, escondendo-se em todo o lado, aparecendo quando menos se espera vindo da mais pequena fagulha de escuridão, atacando como uma fera que devora, reduzindo-nos a uma mera sombra de nós mesmos. o medo aparecer tão depressa como desaparece, vivendo à nossa frente ou atrás de uma qualquer máscara que ilude e engana. O medo ganha-se, perde-se, inspira e espera por nós, sem medo talvez se atingisse o ideal, mas com a falta do mesmo nunca se viveria a realidade.

2 comentários:

Utena disse...

O medo desperta lados que não conhecemos... quando ultrapassados tornam-se vitorias que nos torna mais fortes

Z...! disse...

E não há dúvida que é um dos sentimentos mais importantes do ser humano; sem medo não reconheceriamos perigo, nem teriamos responsabilidade ou coragem, esperança, entusiasmo. Mas nem sempre este sentimento habita em nós na proporção certa. Quanto ultrapassa o seu quinhão ssaudável, tolhe-nos os sonhos, as reacções. Paralisa-nos. Faz-nos sofrer.

É, por isso, tão bom quando, no medo, sentimos o conforto de braços maiores que os nossos, desprovidos de censura ou explicações, e repletos de sinceridade e afecto. Do genuíno e raro. Daquele que molda a realidade a um espaço habitável e possível.