segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dualidades #2

Nada de bom vive sem uma metade má, equilibrando-se ambos os parâmetros num jogo que tanto pende mais para um dos braços da balança como para o outro. Há sempre duas metades, duas faces, uma eterna dualidade entre tudo. Podemos considerar um certo tempo passado como bom, mas ponderando bem chega-se rapidamente à conclusão que mesmo nessa altura também havia coisas más a acontecer, um lado negativo que pontuava um mar de positivo, desse modo é impossível algo ser perfeito, somente talvez um momento curto, ínfimo, que devido a esse seu tamanho tão rapidamente se esquece e não chega a marcar a memória, a qual se ocupa no seu essencial dos tempos longos, fazendo depois uma conclusão, por vezes algo controversa até para nós próprios, somando o que há de positivo e negativo, e tão depressa oblitera uma parte em detrimento da outra, pelo que o resultado final é sempre relativo, só deixando de o ser quando se quer somente lembrar sem tecer qualquer raciocínio sobre as razões para tal, porque há sempre uma tendência para o fazer, sobretudo quando se quer à força repetir o que foi bom de modo a tentar infrutuosamente alterar o que se vive ou vai viver.

1 comentário:

A Minha Essência disse...

(In)felizmente temos esse dom. Registar só o que nos convém!

Kiss