sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mercado das relações


Nos dias que correm tudo carece de definição, mas mais ainda de classificação. Os países, as marcas, as moedas e até as pessoas recebem classificações, umas por via de entidades ditas oficiais, outras simplesmente por algo abstracto que se entende ser válido. A gravidade deste sistema voraz por conhecer e criar uma escala onde possa classificar o que é bom e mau, acontece justamente por tirar da equação qualquer traço de abstracção, colocando tudo a preto e branco não dando azo a que algo possa ter duas perspectivas, ou seja, ser bom e mau ao mesmo tempo. Se me dizem que determinada empresa tem um valor de x no mercado, começo de imediato a pensar que não tardará muito até que um sentimento possa ser valorizado da mesma forma, assim como as relações entre os humanos.  É óbvio que tal já acontece, tal como sempre aconteceu, mas essa classificação não é oficial, isto porque os "engenheiros financeiros" ainda não se lembraram de explorar esse vasto campo para ganharem uns milhões. Qualquer dia ter-se-á uma bolsa de relacionamentos, em que a relação de um dado casal terá um valor que se converterá em acções, ou seja, no fundo haverá quem, fora da vida de um casal possa opinar pela aposta positiva ou negativa que traça sobre o futuro do mesmo. Isto pode parecer tão estapafúrdio não fosse tal acontecer na realidade, mesmo sem bolsa ou mercado, porque o que não falta por aí é quem julgue, só não o usam para ganhar dinheiro, porque se assim fosse, creio que não seria possível uma só relação neste mundo.

2 comentários:

hierra disse...

qual quer dia até as relações têm rating

GATA disse...

Mas já existe bolsa de relacionamentos... há pessoas que têm mais valor que outras, tipo "é melhor investir na relação com esta pessoa porque tem um bom cargo, conhece 'n' pessoas, tem 'n' contactos, etc..."