segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Opinar

No que toca à "arte" de governar toda a gente sabe dar palpites, da mesma forma que na resolução dos supostos problemas de outrem haja sempre uma solução simples e óbvia para as dificuldades alheias, que, de tão evidente e singela, leva esse outro a pensar que quem o ouve e opina até pode saber muito sobre a vida, mas muito pouco sobre uma personalidade própria em si. Os problemas dos outros têm para nós quase sempre uma solução à vista, tudo porque não somos nós que estamos na pele de quem os tem, daí que sugerir acabe por ser um exercício elementar, visto que tende apenas a indicar a acção, mas tantas vezes não é o desconhecimento da acção que preocupa, é mais a própria essência do ser, que até pode saber actuar, mas precisa de ter igualmente a vontade para e a satisfação de receber os resultados que daí advêm. A resposta que se procura não é a linear, porque essa já se sabe qual é, sendo na maioria das vezes apenas um jogo de escolhas, entre a, b ou c, daí que a melhor opinião seja a indirecta, aquela que abre o leque de tudo menos do óbvio, ou simplesmente se afasta do assunto em causa para falar de outra coisa qualquer, deixando o espaço necessário para o crescimento da confiança, aspecto que tantas vezes se resume como sendo a base do problema em si.

2 comentários:

A Minha Essência disse...

Andamos numa montanha russa. Essa é que é essa! ;)

Mnemósine disse...

O pensar e o sentir não se isolam, e isso às vezes estraga tudo.