terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quadro negro

Os adultos querem normalmente fazer dos seus rebentos pessoas melhores que os progenitores. Para tal ensinam-lhes uma série de normas, contudo as mesmas caem rapidamente em saco-roto não tivessem as crianças a perspicácia de ver que uma coisa é o que os adultos dizem, outra é o que fazem, o que, na maioria das ocasiões, é exactamente o oposto. Desse modo o mundo pouco muda a cada nova geração, ele apenas continua de uma forma ou de outra. A única coisa que se interpõe no meio é a qualidade da educação proporcionada pelo ensino público, mas,  massificado que está  e sobretudo, sujeito a parâmetros estatísticos para se manter, acaba o mesmo por perder qualidade o que terá repercussões a médio e longo prazo. Se somarmos a isso toda a panóplia de heranças, sobretudo em termos de dívidas, má governação e corrupção que grassam no país, creio que a palavra futuro é cada vez mais vista não como um sinal de esperança, mas sim como o inverso da mesma, pois o cenário que se avizinha, para o qual se tem contribuído há décadas, parece que terá a sua síntese numa amalgama negra e densa como um buraco negro no centro de uma galáxia.

3 comentários:

hierra disse...

Sim no meio deste mundo pantanoso, gerar e criar criaturas sanas é um dos maiores desafios da humnidade

A Minha Essência disse...

Pobres de nós... pobres do que vêem a seguir. Pois o testemunho é longo e, o fardo é extremamente pesado.

Kiss

GATA disse...

Só de pensar que o futuro será das gerações bruta-montes (com muita instrução -graças a Bolonha!- mas pouca, muito pouca, educação) até agradeço a morte!