terça-feira, 4 de outubro de 2011

Da estupidez


A estupidez é atraente, cativante, chega a estar na moda, se é que alguma vez saiu dos limiares da mesma. A estupidez serve como combustível para uma gargalhada, para um sorriso, para se ter motivo de conversa, é a novidade que se conta primeiro, ou a situação em que se repara para depois contar. A estupidez é visível mesmo sem palavras, apenas pelo gesto, pela figura, por aquilo que nos acontece, pelo que acontece aos outros e observamos, encontrando-se onde mesmo se espera ainda que se saiba onde a encontrar sempre. A estupidez persiste e persiste absolutamente em pessoas que nos habituaram a ela, e a vestem como um segundo fato, isto quando a própria acaba por ser, no caso mais extremo, a sua pele, a derme e epiderme, de tão bem entranhada que está que se projecta apenas pelo odor.

4 comentários:

hierra disse...

A estupidez é uma maleita, que tem sintomas como a verborreia e assim, mas confesso que dou muita gargalhada à custa da estupidez alheia e da minha tb!

*B* disse...

E tanto que eu odeio gente estúpida.

S* disse...

Há uma certa curiosidade mórbida em conhecer e lidar com a estupidez alheia.

A Minha Essência disse...

Um fenómeno, portanto. LOOL