domingo, 9 de outubro de 2011

Da vontade

A vontade parece-me por vezes uma piada de mau gosto, o amigo da onça, o autocarro que demora uma eternidade a chegar ou um tempo que passa rápido demais. A vontade habita num lugar distante, num sítio de onde sai sem aviso, mas nunca quando se precisa da mesma. A vontade aparece e desaparece, ninguém sabe porquê, pode durar pouco ou muito da mesma forma misteriosa como surge ou se esconde. A vontade é descontinua, mas deveria ser continua como tantas outras coisas que gostaríamos de ter e controlar, mas não é nossa, é um ser livre que vive sem avisar, rindo-se na nossa cara e só com um esforço tremendo é que a conseguimos alcançar, por corre sempre no sentido oposto ao que queremos, para depois, como por magia, sentar-se ao nosso lado mas nunca por muito tempo, apenas o suficiente para a sabermos apreciar e ficar continuamente a desejar.

3 comentários:

Nokas disse...

Era tão mais fácil de houvesse um botão para a controlar...

Mia disse...

Gostei tanto do teu texto.. Beijinhos

Mia

http://pegadafeminina.blogspot.com/

hierra disse...

ás vezes é mesmo assim, a vontade parece ter vida própria!