sábado, 29 de outubro de 2011

Das palavras #3


Soa sempre a estranho quando ouvimos certas palavras, sobretudo aquelas que são ditas tantas vezes como meras expressões sem qualquer conteúdo ou significado profundo, ditas de uma forma leviana, onde a razão para o uso das mesmas trata-se apenas de uma forma de comunicar e pouco mais. Mas quando as mesmas estão carregadas com o seu verdadeiro valor, com o seu verdadeiro sentido, acabamos por pensar se ouvimos bem, ou de outra forma, se as mesmas provocaram em nós algo para lá da sua compreensão lexical e semântica. As palavras têm esse poder de nos fazer sentir, mas também nós exercemos poder sobre elas, o poder de as manipular a nosso belo prazer, seja para as usar como meros artigos comunicativos, seja para influenciar quem nos rodeia. Nem todos o conseguem fazer ou nem sempre o conseguem fazer, ao mesmo tempo que nem sempre quem as escuta as sabe decifrar e interpretar de tão habituado que está a ouvir simplesmente e nada mais.

3 comentários:

maria teresa disse...

A isso não se pode chamar "comunicação oral"?

Blair Randall disse...

:) Gosto!


xoxo***

GATA disse...

A vida ensinou-me, "a duras penas", a não acreditar muito nas palavras...