quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Do saber


Há sempre quem pareça saber tudo ou de tudo e tão depressa sabem como rapidamente julgam os demais. Eu ao contrário apercebo-me que de cada vez parece que sei menos, ou então o pouco que sei não é suficiente, da mesma forma que aquilo que julgava saber afinal nunca soube. Talvez seja um problema de memória e de inteligência, mas arrisco-me a pensar que muitas vezes é mais um problema de desleixo e consequente burrice. No entanto há sempre quem saiba mais e sempre, quem nunca se engane, quem seja perfeito, mas uma coisa eu sei, que todas as peças de teatro têm um fim, nem que seja de acto e quando cai o pano finda o papel e aí, no confronto com a realidade, é preciso improvisar sabendo-se então se realmente se sabe ou se nunca se soube de facto.

4 comentários:

hierra disse...

Não há de facto ninguém que saiba tudo, e quem acha que sabe tudo é porque não tem inteligencia para perceber a sua própria limitação!

A Minha Essência disse...

Quando achar que tudo sei, já nada ando aqui a fazer.

Pirralho disse...

Gostei muito deste post, pois partilho a mesma opinião.
"...da mesma forma que aquilo que julgava saber afinal nunca soube." - diz tudo!

Abraço.

salto para a lua disse...

bem, posto isto, deixa-me só acrescentar que o saber não ocupa lugar. e a humildade é muita bonita e faz mita falta às tais "pessoas perfeitas".