terça-feira, 15 de novembro de 2011

Do que se é ou não é


Por vezes não sei bem ao certo se sou mais, menos, assim-assim, ou outra coisa qualquer cuja expressão ou ainda não existe ou não se encontra no meu vocabulário. Todos somos alguma coisa, nem que seja uma coisinha apenas, mas depois há os ângulos, as perspectivas e toda essa multidão de juízes que nos dão pontos, subtraem qualidades ou simplesmente nos ignoram, deixando o um somatório de altos, baixos e linhas rectas pouco definidas. Mas o erro de toda esta questão é exactamente esse, é dar ouvidos a todo esse ruído, que por norma parte mais dos outros do que de nós próprios, querendo classificar ou arrumar a nossa pessoa, resumida pelas nossas qualidades e defeitos, numa qualquer estante para que depois outros venham para mudar de sítio ou mesmo faze-la desaparecer. Culpados somos sempre se nos permitirmos a isso, deixando que nos mexam assim, porque mover movem-nos sempre e a classificação haverá sempre mudando constantemente, mas fazer ouvidos moucos à mesma é impossível, contudo é preciso chegar ao ponto de perceber que não se pode viver de um elogio que nos agrada ao mesmo tempo que se tenta esquecer a crítica que preferíamos não ouvir, sendo a mistura de ambos e a forma como lidamos com esses antagonismos que nos classificam, mas somente num dado momento, e não no todo que é a vida.

4 comentários:

A Minha Essência disse...

Porque a vida não é linear e acho que isso dita tudo!

M. disse...

Isso vai passando com o avanço da idade (mas mantém-se sempre uma réstia), diz aqui a velhinha ;)

GATA disse...

A únicas certezas que tenho é que 1. tenho mau feitio, 2. vou morrer. :-)

D. disse...

Tudo tem várias perspectivas, normalmente.
As palavras, têm pelo menos 2 sentidos. Aquele com que é dito e o com que é ouvido.