sábado, 26 de novembro de 2011

Dos sentimentos


Nem sempre se é honesto em relação ao que se sente, sobretudo quando não se sabe o que se sente e quando a dúvida faz com o sentimento uma simbiose torna-se difícil discernir o que quer que seja, o caminho a seguir, a razão de estar ou não estar e todos os actos que daí advêm acabam por levar inevitavelmente ao arrependimento. Seria bom saber, ter certezas, mas o mundo dos sentidos é pouco dado à coerência, prefere antes esconder-se por entre sombras e imagens, dúvidas e contradições, desejos e  máscaras do que manifestar-se claramente aos olhos de quem sente. Daí que preferimos esconder o que sentimos tantas vezes, com o receio de não perceber, de não ter essa visão e percepção suficientemente aguçadas para se conseguir dar um passo sem o receio que o mesmo seja em falso.

4 comentários:

Utena disse...

Porque no fundo todos temos medo de arriscar...
Mas quando na verdade está garantido o não, não deveríamos viver sem medo de mostrar o que somos?

Mona Lisa disse...

Quanto mais escondemos o que sentimos, mais alimentamos o ciclo vicioso de contradições. Não é assim tãaao difícil mostrar quem somos e o que sentimos - basta começar por coisas extremamente simples e ir alargando. As pessoas é que complicam coisas que por si só são super simples. Nunca vou entender isto.

GATA disse...

Com o tempo aprendi a 'controlar' os sentimentos, o meu sangue espanhol era demasiado afectuoso para a mentalidade portuguesa...

momentos de escrita disse...

Penso que apesar de tudo o que possamos enfrentar nunca devemos esconder os nossos sentimentos.
Bjs
Nanda