segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

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Habita em mim essa inquietude, essa vontade de ter vontade para depois não ter vontade de nada, esse desejo de fazer, de acontecer, de sonhar fazer e acontecer que me alimenta mais no plano das ilusões do que no plano da realidade. Habita em mim esse azedume, essa doçura, que se envolvem num luta constante e sem igual nem vencedor declarado, que se manifestam e rebaixam, que aparecem e desaparecem, deixando atrás de si esse rasto agridoce que magoa mas também não se sente, que deixa ir para igualmente não chegar. Habita em mim tudo e talvez nada, o que me lembro e não me lembro, o que sei e o que não sei, o pensamento e a falta dele, as grandes questões para as quais não tenho resposta e as respostas para as questões que não são minhas.

1 comentário:

Elsa disse...

Muito bom, não conseguiria descrever melhor