segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Constatação #15


O ideal é não esperar por nada, na perspectiva ilusória de que assim, talvez, tudo possa vir a acontecer.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Paralelismos


Há quem esteja desejoso de fechar a loja.
E depois há quem a queria abrir, mas não o consegue fazer.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fazer o acertado


Enganam-se aqueles que julgam que por planear conseguem acertar, ou que a pontaria vai ser certeira e não pode falhar. Enganem-se aqueles que pensam que ao retirar as impurezas emocionais, ao ponderarem algo de forma puramente racional, julgando ser essa a chave para o controlo absoluto de todo o processo, treinando, testando, criando todo o tipo de cenários possíveis e imaginários, vão realmente atingir o sucesso. A ciência é exacta, mas não na sua totalidade, nem que seja pelo facto de ser criada e produzida por humanos. O mesmo aplica-se a qualquer outra coisa que possamos fazer e somos sempre tentados a trocar a emoção pela razão, não que os sentimentos não sejam perniciosos, mas porque a razão nunca é absoluta. É preciso equilibrar, aprender a jogar mais com uma parte por vezes e misturar puramente as duas na maioria. Por mais lógica que seja uma resposta há sempre o factor da imprevisibilidade que pode igualmente provocar o efeito contrário, seco e sem sabor que a razão traduz, contrariando a profundidade e o vigor das emoções, dos sentimentos, que em demasia dão-nos a aparência de loucos. Tudo requer a dose certa e não há fórmulas precisas porque se assim fosse tão fácil seria perdermo-nos na loucura da emoção ou na frieza da razão.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

“Pedimos desculpa pelo incómodo, prometemos ser breves”


É daquelas informações com as quais tantas vezes nos deparamos, mas que para mim não têm valor nenhum, porque duvido muito que estejam preocupados por nos estarem a incomodar e muito menos que vão ser breves. Daí coloco em dúvida o propósito da mesma porque custa-me a crer que alguém acredite naquilo. Acho é só mesmo porque fica bem e é politicamente correcto. Bem ficávamos se não incomodassem e fossem realmente breves, quanto ao “politicamente" acho que nos dias que correm nem preciso de dizer mais nada!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aquilo que nos remete ao silêncio


Em muitas situações da nossa vida, normalmente no que diz respeito a relacionamentos, somos obrigados a remeter-nos ao silêncio. Não que alguém nos obrigue a isso, mas tal acção parte de nós, porque de alguma forma o bom senso prevalece, mesmo quando se tinha tanto para dizer, positivo ou negativo, um qualquer reparo, um qualquer grito ou murmúrio que ficou preso na nossa garganta, esclarecimento que se desejava dar ou pedir, tantas e tantas dúvidas que permanecem ansiosas por serem eliminadas formando esse conjunto toda uma constelação que se isola, ignora e faz-se ignorar perante os outros. Há muita coisa que gostaríamos de enfrentar apenas por dizer, por indagar e questionar, mas tal é também mostrar uma parte de nós que pode ser interpretada de forma adversa ou como incompreensão da nossa parte perante sinais mais que óbvios, indícios que já havíamos percebido na nossa razão, mas cuja força emocional tenta romper aquém de todos os avisos, apenas pelo prazer de arriscar ou pela tolice de fazer o que não se deve, na esperança vã de julgar que assim se pode obter o impossível, que já antes se mostrou inacessível e distante. Há muito que fica por dizer, não por falta de palavras, mas porque se perdeu o momento ou qualquer outra forma de contexto e assim muitos silêncios gritam dentro de nós até que possam ser digeridos e erradicados para todo o sempre.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coisas que admiro numa mulher

O desenrascanço! Que é como quem diz encontrar uma mulher a fazer o que tem a fazer no WC dos homens porque o das mulheres está fechado para limpeza. E sem problemas nenhuns, nem faces coradas, apenas o ar mais natural do mundo, responde com um encolher de ombros ao nosso ar de espanto (não fosse eu ter-me enganado na porta!) – A nossa está fechada!
[Quem fala assim não é gago!]

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sapos


Quase tão certo como a morte é umas vezes por outras engolirmos sapos. Bem tentamos não o fazer, mas o diabo do anfíbio volta e meia salta para dentro das nossas goelas e lá temos de o encaminhar directamente ao estômago. Aprender a faze-lo não é fácil, muito mais difícil ainda é superar esse facto, sendo algo que faz parte da nossa aprendizagem como pessoas e por isso é necessário que nos habituemos a digerir tais situações, as quais surgem normalmente quando menos se espera, quando julgamos ter uma certeza e nos retiram o tapete debaixo dos pés quebrando toda a segurança que havia. Alguns fazem de tal ementa um hábito porque já aprenderam a gostar da mesma, outros porém, odeiam, choram e barafustam sempre que se propicia o consumo da iguaria. Engolir sapos não é fácil, nunca é para quem não gosta e sobretudo para quem faz tudo para o evitar, mas por mais cuidados que se tenha é muitas vezes um mal necessário para que possamos aprender mais sobre os outros, mas acima de tudo, mais sobre nós próprios e a nossa postura.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ciclo vicioso


Como um cão que corre atrás da sua cauda é aquilo que sinto muitas vezes. Às voltas, atrás do mesmo, que sei que não posso apanhar, apenas e só porque não sei outra coisa fazer, ou não consigo simplesmente sair desse gesto continuo que me mantém, ele próprio, preso a uma realidade em tudo semelhante, em tudo idêntica à de ontem e anteontem. Para se quebrar um ciclo vicioso é preciso esquecer devagar, deixar o tempo passar ou de forma mais radical cortar e criar uma ruptura que altera tudo mas cujas consequências são depois mais difíceis de digerir. No fundo a contraditoriedade das soluções traduz-se não na solução mas no próprio problema, visto que também elas se anulam e fazem perder, por serem elas próprias um ciclo que não se abre nem fecha, apenas se mantém, mantendo-se assim tudo o resto, que gira e continua a girar, sem nunca parar…

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Oportunidades


As oportunidades não aparecem, fazem-se aparecer e sobretudo é preciso saber identificá-las para as saber aproveitar, mas tantas nos passam ao lado ou quando as encontramos fazemos exactamente o oposto do que devíamos fazer.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Da esperança


A esperança torna-nos pessoas melhores, mais positivas, leves mesmo quando a mesma mais não é que uma ilusão basta esse sopro, essa pequena faísca quase invisível para, por vezes, sem darmos por tal, alterar pequenas coisas que no seu conjunto nos transformam, não de forma abrupta, mas sim gradual, colocando-nos na disposição daquilo que antes nem pensávamos. Mas da mesma forma a falta ou a perda da esperança provoca-nos a perda das opções, cega-nos, fazendo com que tomemos caminhos apenas para nos perdermos ainda mais e por vezes, sem que dos mesmos possamos retornar pelo que ficamos presos para sempre na amargura que nos sufoca e a pouco e pouco, nos aniquila.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sou...


Sou muitas coisas e outras que não sou. Sou o que sou e o que não sou, embora nem sempre tenha consciência do que sou ou não sou. Mas só descubro verdadeiramente o que sou conforme quem o que estiver à minha frente, porque perante uma singularidade sou, perante outra sou outra vez e perante muitas ou na ausência de alguma volto a perder-me e a ficar sem saber quem sou.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Constatação #14


Boa parte da nossa felicidade não está no que vivemos, mas sim no que idealizamos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos namorados


Digo que este dia não me aquece nem me arrefece. Digo, mas existem anos em que me afecta, outros não, surgindo como mais uma acha para a fogueira, se no dia em causa essa fogueira se acender. Em alguns anos sinto o desprezo pelo próprio significado do dia, que, friamente pensando, mais não é que uma criação da industria a que precisa de dias especiais para relançar o consumo de artigos específicos, usando para isso os média que fermentam de modo gritante a efeméride. Noutros sinto apenas que se os comprometidos têm um dia só para eles, os outros têm trezentos e sessenta e quatro, de modo que toda a situação nem num único pensamento se traduz para mim. Poder-se-ia dizer que há alguma inveja, consternação, raiva por parte de muitos, dos que não se revêem nesse dia, uns porque estão a braços com uma desunião, outros porque nada têm para celebrar. Mas ainda assim creio que o dia deve permanecer, pela simples razão que o consumismo já foi algo mais negativo, hoje é trivial, mas acima de tudo deve-se dar uma oportunidade às relações, mesmo àquelas que só acontecem por ocasião deste dia, como um marco que se usa para uma declaração ou pelo seu contrário, porque muitas terminam justo neste dia, mas o que fica é justamente isso, aquilo que houve, ou o que pode vir a haver, é pensado pelo menos neste dia num tom global e não pessoal, porque cada par tem um dia só seu, mas este é de todos ou então de ninguém em particular, mas serve para que todos se lembrem do que têm, do que tiveram ou do que podem ou não vir a ter.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

...


Ao longo da nossa vida há sempre situações pelas quais somos gozados. Umas vezes isso afecta-nos, mas na maior parte das vezes e ao longo do tempo aprendemos a ignorar, em particular quando tal acto parte dos outros. Contudo quando é a própria vida que parece gozar connosco, por mais vezes que isso aconteça, nunca se consegue ignorar, deixar passar ao lado ou esquecer. Quando a vida goza connosco há mais do que o sentimento de humilhação, há o sentimento de que tudo parece conspirar contra nós e parece que ouvimos um riso sarcástico que nos faz estremecer por dentro até às profundezas da nossa alma. A vida e as suas vicissitudes é difícil de ignorar, porque ela consegue ser tudo de bom, mas também tudo de mau.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Indefinição


Sou indefinido. Sei do que sou e não sou capaz e em parte o que sou, só que sou tanta e tão pouca coisa que às tantas já não sei traduzir por palavras aquilo que sou, sabendo apenas que sou mais e menos do que aquilo que presentemente concebo por ser, tornando-se assim difícil dizer quem sou.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

...


Não sei mas sei que vou continuar sem saber, por mais que procure, por mais que pense encontrar, algo ficará sempre na penumbra, para além do alcance, mais longe do que é possível chegar, mas perto o suficiente para perceber a sua existência a qual cria a ilusão de ser possível atingi-la, mas ao mesmo tempo percebe-se que a descontinuidade é continua, densa e fria, deixando sempre uma parte nesse outro lado distante, nesse outro universo que fará sempre parte de algo que não eu.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fórmula


Primeiro não sabemos se existe e isso é o primeiro problema. Depois encontramos, ou assim pensamos e gera-se nova dificuldade, tentar obter. Acabamos por descobrir que aquilo que existe afinal não existe porque não se conseguiu obter, ao mesmo tempo que começamos a duvidar se algum dia existirá e se é possível obter. É nesta pequena fórmula que tudo reside, uma equação duvidosa e estranha, da qual se conhece e sabe o resultado que se deseja obter, mas não todas as variáveis e a fórmula para atingir o mesmo.

Egípcios ou Egícios?


Esta coisa da televisão pública estar a dar graxa às directivas governativas em termos de acordo ortográfico suscitou-me esta dúvida. Visto que agora os “p’s” e “c’s” caíram, sendo mudos ou não, dever-se-á dizer Egípcios ou Egícios, visto que Egipto agora é escreve-se Egito. Ora eu ao dizer Egipto digo o “p” por isso não me venham dizer que a consoante é muda. Provavelmente as mentes brilhantes que arranjaram este acordo ortográfico devem ser moucos, ou então são analfaburros mesmo. Que se retirem consoantes mudas que não se pronunciem eu até concordo, agora armarem-se em madeireiros que levam tudo avante, cortando apenas para não ficarem com uns meros casos isolados por não se enquadrarem na regra geral já é facilitismo a mais. Nada, nem mesmo na própria ciência analítica é geral, há e sempre vai haver casos atípicos, aliás, se os próprios autores do dito acordo se olhassem para o espelho de manhã estariam eles próprios perante um exemplo típico, sabem fazer acordos, mas pouco percebem o que andam a fazer. Ao conversar com alguém que apoia a matéria em causa, essa pessoa afirmou que em relação aos Egípcios se continua a dizer Egípcios, embora se escreva sem o “p”, diz que é para facilitar. E eu perguntou-me facilitar o quê? Só se for para facilitar a compreensão que temos gente a mandar com cursos de fim-de-semana e mestrados de dois meses tirados nos EUA, rapidamente reconhecidos como mestrados plenos e sérios de três anos pelas entidades incompetentes e corruptas do nosso belo país à beira mar plantado*!


*Em relação a esta última farpa, para os que não entenderam é seguir este link:
http://oinsurgente.files.wordpress.com/2009/11/mestrado.jpg

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Direitos e deveres


Todos gostamos de usufruir de direitos, reclamos pelos mesmos e pela sua falta, mas poucos sabem ou apercebem-se que para se ter direitos é preciso também cumprir deveres, sendo essa outra parte indissociável da primeira e quando ambas fracções são separadas, tanto uma como outra perde todo o sentido de ser. Aparentemente toda a gente esquece a segunda, mas reclama dos outros pela primeira. No fundo quer-se tudo de mão beijada, sem dar nada em troca, porque algumas coisas parecem ser fundamentalmente isso, algo que se dá de borla. Talvez devido a essa cegueira num só sentido, tantas coisas não correm bem à nossa volta. É como a frase emblemática: Com um grande poder vem uma grande responsabilidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Diferenças entre homens e mulheres #4


Ela: […] deixa lá, eu já sei. Todos os homens são tarados, se não fossem não seriam homens.
[As coisas que uma pessoa ouve por rodar a cabeça!]
Eu: Então e as mulheres? São umas pudicas querem ver, e isso é condição essencial à feminilidade!
Ela: Não. Pudicas não. São pu... mesmo, então umas para as outras nem imaginas!
[Imaginar imagino, aliás até sei bem, mas não esperava uma resposta tão directa vinda de uma mulher!]

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Más companhias


Um amigo meu meteu-se em tempos com gente duvidosa. Primeiro afastaram-no dos amigos, tornando-se eles próprios os seus amigos. Depois afastaram-no da família. Da parte dele queriam dinheiro em troco de uns produtos que tinha de adquirir de tempos a tempos. Inicialmente andava contente com aquilo, mas depressa deixou de se ver. Só aparecia junto aos amigos e da família para lhes pedir dinheiro, porque tinha dívidas para pagar sendo que as mesmas aumentavam ao mesmo tempo que a sua cegueira também. Quando bateu no fundo e teve de vender o carro e alugar a casa para cobrir as despesas é que voltou a si. Abriu os olhos e com ajuda da família e dos amigos lá endireitou novamente a vida.
Se neste pequeno resumo colocasse a palavra droga toda a gente pensava tratar-se de uma história de toxicodependência. Contudo não foi droga, ou melhor foi, mas uma dos tempos modernos, encapotada por fórmulas de marketing e publicidade selvagens que faz pensar que qualquer um pode ganhar dinheiro rapidamente, tendo para isso de investir aí o seu dinheiro para nunca mais o ver, convencendo para isso os candidatos com conferências cheias de glamour e espectáculo mas sobretudo psicologia, onde a frase chave é: Os vossos amigos vão dizer que isto é tudo uma treta. É tudo uma fachada para enganar os incautos, desatacando-se para isso supostos vendedores que mostram como atingiram o topo apresentando para isso os bons carros que conduzem e outros itens de valor, tudo por terem percorrido o mesmo caminho que apresentam aos candidatos. Como posso correr o risco de levar algum processo judicial em cima não vou dizer o nome da empresa que faz isso e como ela devem haver tantas outras que prometem dinheiro fácil a partir de casa. Mas só para dar uma pista tem a ver com ervas ou coisa do tipo!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Caprichos


Todos temos caprichos, pequenas manias que se traduzem numa parte do que somos. Alguns gostamos de mostrar, outros não, uns são esquecidos outros mantém-se ao longo da vida sendo quase parte do nosso próprio organismo, da nossa maneira de pensar e estar. Alguns são excêntricos, outros comuns e tantos que nos irritam quando os vemos nos outros, como pequenas farpas que nos complicam os nervos tornando-os difíceis de aceitar quando aceitamos todo o resto da pessoa. Os caprichos podem definir-nos, mas não nos definem por completo, são parte, mas podem representar o todo quando é preciso sintetizar o mesmo. Positivos ou negativos são uma característica que não se perde do dia para a noite, mas que se ganhou quase instintivamente pelo que nem sempre temos noção da sua existência, a qual é detectada e apontada pelos outros. Em nós, nos outros, são particularidades com as quais temos de viver mas sobretudo de compreender quando acontecem num universo que não é o nosso.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os pequenos prazeres desta vida


Comer uma fatia de bolo acabado de fazer e ainda quente sem a minha mãe saber para não a estar a ouvir dizer que faz mal à barriga.
Sabe bem! Mas saberia melhor se estivesse a comer antes da refeição e a estragar o apetite.
Não se pode ter tudo!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

...


Apetecia-me escrever o que sinto mas não encontro as palavras para o descrever porque o desassossego consome-as diariamente, umas vezes mais, outras menos, que vai e fica, que se esconde e me deixa sem nunca me deixar completamente. Apetecia-me escrever tantas coisas, mas um nó envolve-me os neurónios e deixa os dedos parados, tensos, expectantes, permanecendo assim, quietos e ao mesmo tempo nervosos. Torno-me repetitivo, vou e venho, desço e subo, sentindo que corro sempre atrás do mesmo sem no entanto alcançar, umas vezes mais perto, outras mais longe mas sempre ali, próximo, quase a queimar, mas também distante, tão distante que mal sinto, que sei que nunca vou agarrar. Apetecia-me escrever, mas nada parece sair, nem o que é bom, nem o que é mau e quando o faço não são palavras que saem, mas somente silêncio inscrito numa folha de papel branca que se estende à minha frente como um deserto frio que em nada me inspira.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Possíveis e impossíveis


Muitas vezes preferimos agarrar o impossível a viver o possível, porque o possível não nos chega e o impossível deixa-nos, mesmo que enganosamente, respirar. Mas quando se rompe esse ténue equilíbrio, quando começamos a acreditar que o impossível por ser possível, nem por um pouco que seja, acabamos sempre por nos magoar, ficamos loucos, deprimidos, somente porque tantas e tantas vezes gostaríamos que só um pouco de impossível fosse possível.