quarta-feira, 31 de agosto de 2011

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Alguns sonham, outros sonham sonhar.
Alguns conseguem viver o sonho, outros sonham vive-lo.
Alguns tornam-se felizes apenas por sonhar, outros ficam infelizes por fazerem-no.
Alguns iludem-se com o sonho e outros vêem sonhos onde eles não existem.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Inquietude


Há coisas que nos deixam inquietos, pensamentos, situações, imagens, gestos, uma panóplia de factores que nos remetem para um estado que mistura o pulsar constante de algo que não nos sai da cabeça com o nervoso miudinho que se impregnou em nós. Contudo também há inquietude que nasce sem haver para tal um sinal, uma evidência ou qualquer razão atendível, mas ainda assim tal gera-se no nosso interior da mesma forma, desta feita de um modo ainda pior, um para o qual não temos uma explicação consciente e lógica, aos quais se possam ir buscar um ponto de apoio para, no mínimo, nos sossegar um pouco.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Da Procura


A procura de todas as coisas resume-se no essencial ao porquê da própria procura, a razão que pesa para que nos lancemos nessa empresa, por vezes infrutífera, por vezes satisfatória, ou, em alguns casos, acabando apenas por ser um degrau para se iniciar outra busca, sem excluir ainda que tantas vezes apenas se alcança o ponto de partida e obtém-se uma razão para justificar todos os contras para termos, algum dia, saído dessa linha estática. Há quem afirme de igual modo que o segredo de procurar algo não é o porquê da procura em si, mas sim, o que fazemos depois de encontrar aquilo que procuramos, porque aí sim, reside o segredo. De uma forma ou de outra, procurar tanto nos pode levar a nada, como nos pode levar a tudo, resta saber se devemos procurar ou ficar à espera de sermos procurados por aquilo que desconhecemos.

domingo, 28 de agosto de 2011

O medo


O medo é essa vertigem contraditória que nos imobiliza, que nos faz reagir de forma desesperada, aprisionando-nos nas suas malhas se assim deixarmos, vivendo no tempo infinito, escondendo-se em todo o lado, aparecendo quando menos se espera vindo da mais pequena fagulha de escuridão, atacando como uma fera que devora, reduzindo-nos a uma mera sombra de nós mesmos. o medo aparecer tão depressa como desaparece, vivendo à nossa frente ou atrás de uma qualquer máscara que ilude e engana. O medo ganha-se, perde-se, inspira e espera por nós, sem medo talvez se atingisse o ideal, mas com a falta do mesmo nunca se viveria a realidade.

sábado, 27 de agosto de 2011

Da realidade


A realidade tem aspectos que parecem ficção, ainda mais quando se torna de tal forma intricada que todo o complexo que emerge à nossa frente é demasiado grande para o conseguirmos perceber na sua totalidade, menos ainda cada um dos seus elementos por si só. Abrir uma porta na realidade parece ser um gesto simples na nossa consciência, levados que somos no entanto pela inconsciência que mais tarde trás consequências. Lidar com as consequências da realidade é difícil, mais difícil ainda quando não a conseguimos compreender tão bem como gostaríamos, porque se a mesma fosse ficção haveria um roteiro ou argumento do que viria a seguir, mas na realidade o único roteiro que existe é escrito tanto por nós, como pelos outros, pelo que nunca se saberá ao certo o que um gesto provoca ou para onde iremos, se é que chegaremos algum dia a sítio algum.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pensar


Penso em muita coisa, mas sobretudo naquilo que não devo, esquecendo no entanto aquilo em que devia pensar e não penso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Constatação #30

Até se podem conhecer muitos atalhos, mas se toda a gente  também os conhecer, de pouco ou nada servem!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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Sempre que chego a uma conclusão sobre algo apercebo-me que tudo gira e nada é linear, fechando-se sempre num ciclo que se desenrola pelo tempo como uma espiral infinita. Há coisas que não mudam, coisas que se mantêm, parece que há mudanças pelo caminho, mas apenas muda o anel dessa espiral continua que é a vida, porque a mesma permanece sempre igual em alguns aspectos, sobretudo os mais importantes, aqueles que sempre desejamos mudar ou alcançar. Existem coisas que são intrínsecas ao que somos, outras parece que estão inscritas na nossa vivência como um karma genético. Há quem diga que é preciso esperar para que algumas coisas mudem, para que algumas coisas aconteçam, porque elas irão acontecer quando menos esperamos, mas o tempo é longo e por muitas mudanças que se tenham operado, as fundamentais permanecem por realizar, pelo que o sentimento de esperança, esse, vai morrendo aos poucos, agredido e asfixiado que está por tanto tempo passar e nada acontecer.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sim/Não


Tantas vezes dizemos não quando queremos dizer sim, da mesma forma que tantas vezes dizemos sim, quando queremos dizer não e depois, depois há todo um apanhar do chão daquilo que é o rasto de consequências que se podem ou não manifestar pela nossa decisão contraditória, a qual até pode surtir efeitos positivos mais do que aqueles que nós algum dia julgávamos vir a poder colher, ou então negativos e são estes últimos que pior nos fazem, soando dentro de nós por meio de uma voz que diz “eu bem te avisei”, a qual se traduz num remorso por se ter dito algo somente para ficar bem perante os outros, somente para contrariar ou pura e simplesmente porque nem se pensou no que se disse, ficando-se assim preso nesse rasgo momentâneo que se usou sem pensar. Sim e não são por vezes espelhos contraditórios daquilo que se sente, são duas meras palavras antagónicas mas cujo uso traça caminhos totalmente discordantes, que tanto nos podem levar a bom porto como ao mais perfeito naufrágio. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Regresso


E eis que se regressa, mesmo quando não se tem vontade para o fazer, ainda que o tempo convide a um regresso a preguiça convida a ficar. De uma forma ou de outra as baterias que supostamente eram para ficar carregadas, parecem vir ainda mais descarregadas, efeitos colaterais, que só serão certamente vislumbrados de outra forma quando o peso da rotina cair nos ombros e eles aguentarem como sempre aguentam. Agora é ver se tudo recomeça tranquilo sabendo no entanto que rapidamente a escalada aumentará. Só espero é que o tempo não continue a conspirar como tem conspirado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Férias

O tempo não está a convidar, mas no tempo ninguém manda, de uma forma ou de outra o que interessa é desligar e partir para outras paragens a fim de recarregar baterias, pelo menos é isso que eu penso das férias, com Sol ou sem ele não me nego a goza-las ainda que na esperança que o tempo melhore, pelo que, por ora, fica este blog encerrado até ao meu regresso.

Venda?



Apontemos pois os valores da “venda” no BPN:
2MME – 2 Mil Milhões Euros pela “nacionalização” do Banco;
VP(x) – Valor Patrimonial do BPN;
VI(y) – Valor indemnizações e custos com despedimento que o Estado vai assumir devido à privatização do Banco;
500 ME – 500 Milhões Euros que vai ser ainda injectado pelo Estado para aumentar o Capital do BPN;
40M – 40 Milhões Euros que vai pagar o banco BIC de Angola, gerido pelo ex-ministro PSD Mira Amaral.
Agora é fazer as contas, e atenção que eu nunca fui bom a matemática pelo que é possível estar enganado no meio desta conta:
O valor total do do BPN será então: 2MME+500ME+VP+VI = 2500MME+x+y
Valor da compra do BPN pelo Banco Bic = 40ME
Sendo assim o valor 2500MME+x+y é maior que 40ME, digo eu!
Pelo que quem vai “comprar” o Banco acabará por ganhar o equivalente a 2460MME+x+y, valor esse vai ser pago por 10 Milhões de Portugueses e sem contar com os valores de “x” e de “y” que não se conhecem fica cada portugueses obrigado a pagar para já ao Banco Bic 246 Euros.
Conclusão:
Acabamos de pagar para dar um Banco falido onde muitos políticos de renome têm dinheiro escondido a um Banco estrangeiro dirigido por um ex-ministro, os quais tiveram a gentileza de pagar 40 Milhões certamente para cobrir os gastos com a papelada da venda, porque o lucro, esse é todo deles. Mais uma vez repito, não sei fazer contas pelo que me posso ter enganado algures, mas caso contrário, tenho a impressão quem está no governo também não as sabe fazer, pelo que se voltam a falar de “venda do BPN” já eram meninos para levarem um processo por publicidade enganosa…ah já me esquecia a justiça é lenta e os políticos nunca lá põem os pés, por isso esqueçam e toca a pagar! E depois dizem que mafia só na Itália, pois...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A perfeição imperfeita da vida

A perfeição da vida reside na sua imperfeição, porque se houvesse perfeição a vida poderia ser descrita com régua e esquadro, por entre linhas perfeitas que se entrecruzam num plano bem definido, onde seriam interceptadas por outras formas, que mesmo curvas nada teriam de imperfeito.  A vida é composta pelo atrito, por rugosidades sem nexo, por todo um conjunto de formas que se ligam e interagem num total caos gráfico, onde nenhuma forma em concreto é suficiente para ser apontada ou descrita como total, pode haver uma excepção ou outra, mas são gotas num oceano de misturas que ondula numa ordem que é definida mas imprecisa. A vida é perfeita na sua imperfeição porque é nessa última que reside a sua essência, a sua dimensão que não se contém na plenitude da forma, mas sim na mistura conjugada do acaso, da probabilidade que obriga o ilógico a tornar-se lógico, ainda que nenhuma das suas características e apresentações aponte para tal.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Malucos e malucos

No que toca a malucos existe mesmo uma graduação, existem os malucos, os maluquinhos, os loucos e depois todos aqueles que padecem mesmo de uma desordem de ordem psiquiátrica. Para os primeiros “malucos” a solução é sermos mais malucos que eles, mas para os outros não há nada a fazer porque são malucos “oficiais”! O problema é quando estes só causam distúrbios na vida dos outros, importunam, chegando até a ameaçar pela violência a integridade física dos demais. Nestes casos percebe-se que pouco há a fazer, a não ser proteger-mo-nos, defender-mo-nos ou chamar quem o pode fazer, mas depois, por terem uma doença, está sempre tudo justificado perante as autoridades e desse modo a enfermidade de que um padece tem de ser partilhada pelos que o rodeiam de modo directo ou indirecto, que isto das doenças é coisa para ser contagioso e bem podiam matar, mas acabam apenas para moer, em particular quem é obrigado a assistir.