quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Miragem

Quando se olha pode-se não ver nada, ainda que a visão esteja em bom estado, pode-se deixar de ver quando se julga ver, da mesma forma que se procura sem encontrar, para descobrir, depois, que esteve sempre ali e não longe, onde se procurava, para onde se olhava. Mas por mais que saiba que nem sempre se pode fiar no nossos sentidos, mesmo que se saiba que a distância é sempre relativa, erra-se continuamente, continuando-se a olhar sem ver e a procurar sem encontrar, para depois se perceber, muito mais tarde, que ou não se via aquilo que era visível ou não se achava aquilo que não estava escondido.

4 comentários:

Carolina Tavares disse...

Não ver o que se deveria ter visto e que estava ali a frente, sempre. Talvez?!

A Minha Essência disse...

Pronto, fiquei vesga!

S* disse...

O pior cego é o que não quer ver...

GATA disse...

E agora lembrei-me dos Jáfumega...