quarta-feira, 7 de março de 2012

Da inveja


Pode-se dizer muita coisa positiva, pode-se aplaudir, rejubilar, admirar, mas o certo é que tantas vezes o único sentimento realmente verdadeiro em relação à felicidade alheia é a inveja, a mais pura das invejas, que se pode tentar esconder, combater, digerir sem nunca ser possível de exterminar por completo, porque sempre algo fica atravessado, um átomo que seja desse fel que envenena e corrói aquilo que sentimos, aquilo que somos. Negar a inveja é o mesmo que concentrar em nós o mais vil dos explosivos cuja instabilidade augura para que cedo a mesma se manifeste, sem nunca saber aquilo que vai atingir, mas garantindo deixar um rasto de destruição, que nos amarga e tudo à nossa volta dissolve. A inveja sente-se sempre, seja em pequena, média ou grande quantidade, geri-la é complicado mas não é impossível porque mostra-la pode deixar-nos envergonhados, embora muitos não se façam rogados a fazê-lo em demasia também não augura nada de bom, mas esconde-la deixar-nos-á terrivelmente azedos.

3 comentários:

S* disse...

Aquela inveja que nos faz almejar ser mais ou melhor... isso não é perigoso. Mas inveja da má é terrível.

hierra disse...

Eu acho que há inveja boa que é aquela que nos leva a fazer mais e melhor, e depois há a outra que é como que um ' mau olhado'para quem tem qualquer coisa!

A Minha Essência disse...

O que me parte toda é quando oiço ou leio "inveja da boa". Oh céus! Mas a inveja não é a mesma?! O que muda é o bom e o mau? Cada uma... :s